FILOSOFANDO O COTIDIANO

O autor define com mestria o significado da FILOSOFIA ESPÍRITA vigente no atual estágio evolutivo em que nos encontramos.
Acompanhe conosco esse processo de encontros e desafios, que definem o Ser em busca de si mesmo através de ações que convergem a favor da paz e da Harmonia.

Educar para o pensar espírita é educar o ser para dimensões conscienciais superiores. Esta educação para o Espírito implica em atualizar as próprias potencialidades, desenvolvendo e ampliando o seu horizonte intelecto-moral em contínua ligação com os Espíritos Superiores que conduzem os destinos humanos.(STS)

Base Estrutural do ©PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS (EFE, 2001): Consulte o rodapé deste Blog.

13 de abril de 2012

A DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO ANENCEFÁLICO



Em nosso blog http://filosofandocotidiano.blogspot.com e os abaixo mencionados, trouxemos, ao longo da semana, o artigo da dra. Neide, participante da Equipe do Projeto Estudos Filosóficos Espíritas sobre o aspecto jurídico e espírita da questão do anecéfalo.
Assistindo na íntegra pelo canal TV Justiça, as justificativas dos eminentes ministros do Supremo Tribunal Federal, com base nas decisões de outros países sobre a mesma questão, nos testemunhos de mulheres que passaram por esta experiência dolorosa, no testemunho de pais que levaram seus filhos portadores de anencefalia parcial à presença de alguns ministros desse tribunal, nas argumentações com base na lógica filosófico-jurídica, nas argumentações da medicina sobre quando começa a vida e quando se acaba, todas com a finalidade de justificarem uma decisão que a princípio sinalizava já ter sido tomada, em maioria, pelos eminentes representantes de nossa maior instância jurídica sobre a descriminalização do aborto anencefálico, temos o nosso pensamento reforçado sobre uma questão: NUNCA FOI TÃO NECESSÁRIA A EXATA, CORRETA e JUSTA DIVULGAÇÃO DOS PRINCÍPIOS QUE NORTEIAM A FILOSOFIA ESPÍRITA, quanto agora.
Toda a retórica das argumentações pautou-se na inexistência da vida, mesmo que subjetiva no feto anencéfalo, alguns com ênfase nos princípios que a Medicina traz como indicativos de morte orgânica, com base nos sinais elétricos que o cérebro já não mais emite não obstante preservadas outras funções, outros com base na argumentação de que a instância máxima a decidir sobre se há vida ou não caberia ao Supremo e egrégio Tribunal brasileiro.
(...)
O Espiritismo, como corpo de Doutrina, não polemiza – jamais confronta opiniões, pois seus princípios não se baseiam nelas, e sim numa grandiosa síntese conceptual com base no Conhecimento lógico, pesquisado, comprovável e verdadeiro. Nunca afetaria as decisões humanas, confrontando-as, dado o seu aspecto eminentemente educativo.
O conhecimento da reencarnação como lei biológica, comprovável pelas pesquisas de eminentes médicos espíritas e espiritualistas principalmente na área da Psiquiatria, com pesquisas monografadas em Universidades conceituadas nos EUA e Europa, as pesquisas das chamadas EQM-Experiências de Quase Morte, no Brasil e EUA, praticamente ignoradas pela grande imprensa ou por ela minimamente abordadas poderia ter sido um forte argumento para a abertura de um fórum de discussões sobre a vida, e os princípios que a norteiam.

Poderíamos acrescentar que, como cidadãos de um país que lidera a América Latina e que hoje consegue ser ouvido no mundo, é de temer-se a ausência de políticas públicas que visem – acima de tudo – a Educação e a preservação da Vida sob qualquer forma em que ela se manifeste. Nossa civilização materialista pensa de forma excludente; o pensamento eugênico, que subjaz em nossas consciências nos faz transgredir as leis divinas de forma continuada através da adesão injustificada às inúmeras formas de violência que visam à “paz” e à “tranquilidade psíquica” de uma minoria.
Podemos repetir – nunca foi tão necessária a boa, correta e justa divulgação dos princípios espíritas contidos em sua Filosofia. E reforçá-los com as pesquisas científicas do pioneiros espíritas do passado – ora ignorado – e as do presente ainda não reconhecidas.

A responsabilidade por tais atos de agressão recairá à consciência individual. É uma estranha forma de evoluir... porém, a dor e o sofrimento intensos causados pela herança das guerras mundiais do século XX, o repúdio à igualdade de direitos, a liberdade inconsequente, o preconceito arrasador, o egoísmo feroz representaram e representam livre e expontânea adesão de todos os envolvidos. Triste herança que colhemos até os nossos dias. E o futuro ? Como será ?

Bibliografia:
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec; O Problema do Ser, do Destino e da Dor, Léon Denis; O Livro dos Espíritos, Apresentação: “Espíritismo, 3ª. Síntese Conceptual”, JHPires, Ed. LAKE, 1957.
Fontes Internet/TV
http://filsosofiaespiritaencantamentoecaminho.blogspot.com ; www.br.msn.com (reportagens de 11, 12 de abril); TV Justiça, canal 64.
Foto:
Paciente Samuel A. Armas, nos braços do pai, com alguns meses de vida.
Artigo na íntegra: www.feal.com.br/colunistas Sonia Theodoro da Silva.

5 de abril de 2012

1 de abril de 2012

O PENSAMENTO DE EMMANUEL, Módulo Os Pensadores Espíritas, Projeto Estudos Filosóficos Espíritas



Homenageando ao caro CHICO XAVIER em seus 10 anos de Vida no mundo espiritual, e dando início à programação ESPECIAL do FILOSOFANDO O COTIDIANO, parte integrante do conteúdo programático do Projeto Estudos Filosóficos Espíritas - MÓDULO OS PENSADORES ESPÍRITAS, teremos o Seminário "O Pensamento de Emmanuel", com a educadora e psicóloga Eliana Franco, idealizadora do Grupo de Estudos sobre Paulo de Tarso e suas Epístolas, ex-diretora do Curso de Expositores da Federação Espírita do Estado de São Paulo, por diversas vezes presente em nosso Centro, em Cursos modulares e Seminários do antigo Estudo Continuado do Espiritismo, a profa. Eliana é estudiosa do período antigo cristão, e pesquisadora da biografia dos Apóstolos e consolidadores da obra de Jesus daquele período e também no Espiritismo.

Programação:
A Vida imortal do Espírito Emmanuel: suas diversas reencarnações, participação no Cristianismo nascente e seu encontro com Jesus; participação do Cristianismo Redivivo, o Espiritismo;
Trabalhos: compromisso com o Espírito da Verdade; sua obra completa, prefácios, sua presença constante na fase do Espiritismo no Brasil; o médium Francisco Cândido Xavier; compromissos com a nação brasileira, com os antigos cristãos, suas abordagens sobre o conteúdo religioso do Espiritismo, e muito mais.

Certamente será um grande momento para todos aqueles que terão oportunidade de conhecer a vida e o pensamento deste que foi, é e sempre será o grande Pensador da Filosofia Espírita em seus desdobramentos ético-morais.

Fraternalmente,
PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS

SÓ NA INTELIGÊNCIA DIVINA ENCONTRAMOS A ORIGEM DE TODA COORDENAÇÃO E DE TODO EQUILÍBRIO; RAZÃO PELA QUAL, NAS SUAS QUESTÕES MAIS ÍNTIMAS, A FÍSICA DA TERRA NÃO PODERÁ PRESCINDIR DA LÓGICA COM DEUS. (Emmanuel)

25 de fevereiro de 2012

INFORMAÇÕES SUPER IMPORTANTES PARA VOCÊ, PENSADOR ESPÍRITA !



OLÁ, BEM VINDO AO BLOG DE FILOSOFIA ESPÍRITA DO PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS!

VISUALIZE NOS CONTEÚDOS DOS BLOGS DO PROJETO EFE:

ACOMPANHE AS POSTAGENS CONSTANTEMENTE ATUALIZADAS NO BLOG DE MEDIUNIDADE ESPÍRITA http://filosofiaespiritaemediunidade.blogspot.com e REFERENTES ao desenvolvimento do GRUPO DE ESTUDOS E PESQUISA EM MEDIUNIDADE SEGUNDO A FILOSOFIA ESPÍRITA.

ACOMPANHE TAMBÉM em todos os BLOGS DO PROJETO EFE, além de filmes e documentários relacionados aos Programas do Projeto EFE, palestras gravadas, textos FILOSOFANDO O COTIDIANO COM A FILOSOFIA ESPÍRITA sob diversos títulos, downloads de livros espíritas e da bibliografia geral utilizada nas aulas presenciais, revistas digitais, campanhas pró-ecologia e de Educação contra as drogas, música contemporânea, música referente aos períodos estudados e sua influência sobre a Filosofia, música mediúnica (Rosemary Brown), música clássica, música sacra contemporãnea sem tonalidade litúrgica porém conducente à serenidade e ao recolhimento nestes dias de stress, preces de louvor à divindade em várias crenças.

TODO O MATERIAL AQUI DISPONÍVEL PARA VOCÊ ESTUDAR E AMPLIAR AS SUAS PESQUISAS FOI RIGOROSAMENTE SELECIONADO, E PRIMA PELA QUALIDADE, SERIEDADE E BOM-SENSO,
TAL COMO O NOSSO MESTRE DE LYON RECOMENDA (v. OBRAS PÓSTUMAS, VIAGEM ESPÍRITA EM 1862)!


ESTUDE A FILOSOFIA ESPÍRITA NA SUA FONTE: ela é um vasto campo de investigações sérias:
A FILOSOFIA ESPÍRITA SERIA E METODICAMENTE ESTUDADA, CONDUZ O SER HUMANO À DESCOBERTA DE SEUS VALORES INTRÍNSECOS, A SEREM TRABALHADOS E CULTIVADOS NA EXISTÊNCIA, NAS MÚLTIPLAS DIMENSÕES DA VIDA, EM PLENITUDE.


LEMBRE-SE:

A ÚNICA HARMONIA DESEJÁVEL ENTRE AS DIVERSAS FACES DO CONHECIMENTO HUMANO, SERÁ AQUELA QUE CONDUZA OS HOMENS DOTADOS DE SABER À SABEDORIA E A HARMONIA VIGENTES E CONTIDOS NO ESPIRITISMO, JAMAIS SUBJUGANDO-O A QUALQUER SISTEMA, OU ESPÍRITO DE SISTEMA: VEJA AS PALAVRAS DE ALLAN KARDEC:

“ESTE LIVRO (O Livro dos Espíritos) É O COMPÊNDIO DOS SEUS ENSINAMENTOS (dos Espíritos). FOI ESCRITO POR ORDEM E SOB DITADO DOS ESPÍRITOS SUPERIORES PARA ESTABELECER OS FUNDAMENTOS DE UMA FILOSOFIA RACIONAL, LIVRE DOS PREJUÍZOS DO ESPÍRITO DE SISTEMA.”
“QUANDO AS CRENÇAS ESPÍRITAS ESTIVEREM VULGARIZADAS, QUANDO FOREM ACEITAS PELAS MASSAS – O QUE, A JULGAR PELA RAPIDEZ COM QUE SE PROPAGAM, NÃO ESTARIA MUITO LONGE – DAR-SE-Á COM ELAS O QUE SE TEM DADO COM TODAS AS IDEIAS NOVAS QUE ENCONTRARAM OPOSIÇÃO: OS SÁBIOS SE RENDERÃO Á EVIDÊNCIA. ELES AS ACEITARÃO INDIVIDUALMENTE, PELA FORÇA DAS CIRCUNSTÂNCIAS.”

(ALLAN KARDEC, PROLEGÔMENOS e INTRUDUÇÃO VII ao “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”, TRADUÇÃO JOSÉ HERCULANO PIRES, Ed. 1982, Edicel) .

25 de janeiro de 2012

2012 SEGUNDO A FILOSOFIA ESPÍRITA



ASSISTA ao documentário TERRA: O PODER DO PLANETA ao lado

O ano de 2012 chegou finalmente, e, como todos esperávamos, centenas de interpretações sobre o fim dos tempos estão praticamente inundando a internet, com aparências de possibilidades: “é possível que em 06 de junho de 2012 o eixo da Terra se modifique...”, “possivelmente em 22 de dezembro de 2012 haverá um black-out generalizado, as grandes potências e os poderosos já sabem e preparam seus refúgios subterrâneos em países do hemisfério norte...”, “... não estamos sendo avisados devido ao pânico...” , “tudo faz parte da transição...”, “Jesus voltará durante esses momentos de dor...”, e seguem no mesmo diapasão, inúmeros vídeos trazendo debates, ou apenas discursos inflamados, todos almejando representatividade na sociedade, e concordes com as previsões originais, mas que vão se alterando conforme as culturas nas quais se inserem.
Gostaríamos de lembrar que o Espiritismo jamais endossaria tais afirmações ou pseudo revelações. Em A Gênese, cap. 1, Caráter da Revelação Espírita, item 8, diz Allan Kardec: “(...) chamamos particularmente a atenção para o cap. 21 de O Evangelho Segundo o Espiritismo: levantar-se-ão falsos Cristos e falsos profetas”. No mesmo capítulo, item 10: “Só os Espíritos puros recebem a palavra de Deus com a missão de transmiti-la; mas, sabe-se hoje que nem todos os Espíritos são perfeitos e que existem muitos que se apresentam sob falsas aparências, o que levou S. João a dizer: ‘Não acrediteis em todos os Espíritos, vede antes se os Espíritos são de Deus.’ 1ª.Epístola, 4:4). Pode pois, haver revelações sérias e verdadeiras como as há apócrifas e mentirosas. O caráter essencial da revelação divina é o da eterna verdade. Toda revelação eivada de erros ou sujeita a modificação não pode emanar de Deus. ”
Em O Livro dos Espíritos, perg. 851, Kardec pergunta aos Espíritos: “Haverá fatalidade nos acontecimentos da vida, conforme ao sentido que se dá a este vocábulo? Quer dizer: todos os acontecimentos são predeterminados? E, neste caso, que vem a ser do livre-arbítrio? A fatalidade existe unicamente pela escolha que o Espírito fez, ao encarnar, desta ou daquela prova para sofrer. Escolhendo-a, instituiu para si uma espécie de destino, que é a consequência mesma da posição em que vem a achar-se colocado. Falo das provas físicas, pois, pelo que toca às provas morais e às tentações, o Espírito, conservando o livre-arbítrio quanto ao bem e ao mal, é sempre senhor de ceder ou de resistir. Ao vê-lo fraquejar, um bom Espírito pode vir-lhe em auxílio, mas não pode influir sobre ele de maneira a dominar-lhe a vontade. Um Espírito mau, isto é, inferior, mostrando-lhe, exagerando aos seus olhos um perigo físico, o poderá abalar e amedrontar. Nem por isso, entretanto, a vontade do Espírito encarnado deixa de se conservar livre de quaisquer peias.” ( O grifo é nosso)

Os Espíritos prosseguem elucidando ao mestre de Lyon que nada está escrito, ou seja, nenhum evento está fadado a ocorrer que não esteja na ordem natural das coisas, nas escolhas dos Espíritos encarnados e desencarnados e nas determinações das Leis Divinas.

Ainda em A Gênese, cap. 18, São Chegados os Tempos, item 1, Kardec afirma que o sentido místico e o apego ao sobrenatural juntamente com a incredulidade generalizada tomaria espaço em nosso tempo. Nos demais itens comenta da harmonia existente na criação, que para tudo há uma razão de ser na marcha do conjunto pois está submetido à Lei de Progresso, que funciona em perfeita ordem, e que estaríamos sujeitos ao crescimento moral, consequente da madureza da Humanidade, ela própria se regenerando à medida em que perpassa pela luta das ideias.

Sabemos que a nossa cultura religiosa tem suas origens na ambiência mítica e mística oriental que o pensamento racional tentou minimizar e que finalmente a Filosofia Espírita conseguiu trazer à reflexão, num perene convite à análise desprovida de pré-conceituações que poderiam mascarar a realidade, infringindo-lhe expectativas dissonantes e em total desacordo com o progresso já realizado. As religiões, responsáveis pelo ateísmo avassalador que toma hoje o pensamento filosófico do ocidente, pois induziram o homem à negação de sua natureza espiritual, pior, à negação da existência de um Ser Supremo, suprema inteligência e causa primária de todas as coisas, ou tornando-o apenas imanente na Natureza, caem hoje em fragmentos; escravizam seus fiéis ao passado histórico apelando à palavra contida nos escritos sagrados, obstaculizam o raciocínio na afirmativa de que é Deus quem supervisiona os cofres dos templos, estimulam a rivalidade religiosa, ceifam vidas num holocausto interminável e odioso em pretensas defesas de seus postulados “eternos”.

A essência das religiões, divulgada e vivida por seus representantes iniciais, preconiza a existência de uma Divindade Suprema, o amor e o respeito que lhe devemos bem como ao nosso semelhante. Ao longo do tempo, tudo isto foi modificado. Pairamos no limbo das incertezas, da descrença, do descrédito. Talvez aí esteja a causa da dificuldade que o Espiritismo enfrenta para fixar-se, como Conhecimento, em outros países. Mesmo na França, seu berço, onde os pioneiros trabalharam com afinco e dedicação à causa dos Espíritos superiores. Devido a isto, os movimentos de auto-ajuda proliferam, trazendo “receitas rápidas para a felicidade”, num planeta que precisa de nossa atenção, respeito e solidariedade.

O Espiritismo tem, com sua Filosofia conducente à posturas mentais e comportamentais coerentes à verdadeira natureza do ser humano, ético e moral (Vede Jesus, perg. 625, LE) toda a condição de abrir as fronteiras para um livre-pensar desataviado de misticismos e mitologias ultrapassadas. Basta que não nos percamos em debates inócuos, pessoais, e vazios, quando não míticos, por ainda habitarem o nosso psiquismo carente de renovação.

5 de janeiro de 2012

Alvorecer da Regeneração



Referindo-nos ao conceito de Regeneração, dentre as inúmeras definições, escolhemos duas - a primeira, como restabelecimento de que estava destruído, a segunda, aquela que também sintoniza com o aspecto filosófico-espírita, que é o sentido figurado de reforma moral. Concernente à primeira definição, restabelecer o que estava destruído, referimo-nos aos valores intelectuais e conscienciais obstaculados por uma avalanche de novos conceitos e modos de vida com base nos movimentos existencialistas-niilistas, que se resumem na seguinte afirmação: vivamos hoje porque o amanhã inexiste. A Filosofia Espírita, contida em O Livro dos Espíritos faz ressurgir, como síntese, os reais valo-res acima citados, concedendo ao homem a responsabilidade por seus atos e revelando-lhe, com base na ciência, que a vida é imortal e que, como herdeiros do tempo, trazemos lastros do passado que precisam de revisão hoje para que, libertos, possamos traçar um futuro melhor. O segundo conceito, revisado pela abrangência do pensamento espírita, remete-nos ao trabalho de revisão de nossa atitude moral diante dos eventos que ocorrem em nosso cotidiano pessoal e que nos reclamam uma tomada de decisão, bem como dos eventos sociais, como membros que somos da comunidade de Espíritos encarnados. O atual momento, tal como nos define Allan Kardec em A Gênese é o da luta das ideias: “O Espiritismo não cria a renovação social: a maturidade da humanidade é que fará dessa renovação uma necessidade”.
O que estamos vendo no mundo, hoje, é exatamente este processo, a que convencionamos rotular de “transição”; porém, muito mais do que convenções, o Ser humano reclama pelo Ser Divino, latente, e, por força de estímulos externos contundentes está a projetar-se à Vida plena tal como os Espíritos previram a Kardec. Sem dúvida que as tragédias, os cataclismos, as crises sócio-economicas e as comoções sociais não surgem do nada. Todos surgem no momento certo para uma revisão de valores, para a regeneração de nossos Espíritos.
(Publicado em The Journal of Psychological Studies, No.20, January-February 2012)

4 de dezembro de 2011

Por uma simples questão de RESPEITO



ASSISTA AO VÍDEO "PRESERVE, RESPEITE E PARTICIPE",AO LADO!

Você já se perguntou porque o Brasil constrói tantas Usinas hidrelétricas? A pergunta pode parecer ingênua: porque precisamos de energia, todos diríamos. Mas você já observou como os outros países fazem para gerar energia limpa? Vamos dar um exemplo: Israel, um país árido, pequeno, cercado por um lado pelo Mar Mediterrâneo, e de outro pelos países árabes. Sabe como se obtém energia? Usinas atomicas? NÃO! Em Israel se utiliza energia solar. E porque o Brasil também não pode optar pelo mesmo procedimento?
E na Holanda? Energia eólica. E porque o Brasil, ao invés de desmatar, destruir fauna e flora amazonica, não opta por essas fontes naturais?
Assista ao vídeo e assine o manifesto ao lado. Ser espírita é também respeitar e fazer respeitar a Natureza que nos cerca e que mantém a Vida.

17 de outubro de 2011

SEMEAR SEMPRE


No grande cosmos tu és o Semeador.
Tu és presença e pessoa.
Não podes fugir à responsabilidade de semear!
Não digas: o solo é áspero, o sol queima,
Chove frequentemente, a semente não presta!
Não é tua missão julgar a terra,
O tempo, as coisas,
Tua missão é semear!
As sementes são abundantes
E germinam facilmente.
Um pensamento, um gesto,
Um sorriso, uma promessa de alento,
Um aperto de mão, um conselho amigo,
Um pouco de água!
Não semeies, porém, descuidadamente,
Como alguém que se desincumbe de uma
obrigação,
Ou que cumpre uma simples tarefa!
Semeia com amor, com interesse, com atenção
Como quem encontra nisso o motivo de sua felicidade!
E ao semear não penses:
Quanto me darão?
Quando será a colheita?
Recorda que não semeias para enriquecer,
Aguardando o ganho multiplicado!
Semeias porque não podes viver sem doar-se!
És dono de ti mesmo e da vida
Quando trocas o teu pouco ou muito com o outro.
Sem esperar recompensas: serás recompensado!
Sem esperar riquezas: enriquecerás!
Sem esperar colheita: teus bens se multiplicarão!
Porque semeias num mundo
Onde doar é receber,
Onde dar a vida é perdê-la,
Onde gastar servindo
É fazer crescer e transformar!
Semeia sempre em todo o terreno,
Em todo o tempo e com muito carinho,
A semente,
Como se estivesses semeando o próprio coração.
A esperança a regará!
Sai Semeador! Parte! Prepara!
Leva contigo tudo o que tens, tudo o que sabes
E acolhes o que o outro te dá!
Aceita o desafio do Semeador
Que semeia o bem, a verdade, a sabedoria!
Tu também és um grande Semeador!.
(Autor anônimo)
Olá, companheiros e companheiras de ideal espírita,

Lembremos o dia 15 de outubro, consagrado à missão do Educador por excelência, aquele que, dia após dia sai a semear nos corações e nas mentes humanas um pouco que seja do seu próprio Saber acumulado, do Conhecimento adquirido, do preparo às profissões, dos Valores Éticos passados aos corações de crianças e jovens - e adultos, num constante Labor que, analogicamente podemos comparar à semeadura - aquela que dará frutos "cem a cada um".

Lembremos do Educador simples, do campo, que, sem se importar com a rudeza do "solo" a semear, continua o seu trabalho; lembremo-nos principalmente daqueles que enfrentam a violência das almas ainda imaturas, dos costumes deteriorados, da pobreza que gera a brutal convivência com as carências de toda a sorte, aqui, como em qualquer parte deste mundo em conflito.
Lembremo-nos dos mestres de nossas vidas, pais, mães, professores, educadores, a quem devemos as nossas "boas vindas" quando reencarnamos "com tarefas definidas" ; lembremo-nos dos Educadores Espíritas, que chamamos simplesmente de expositores, mas que muito mais que apenas expor, tentamos todos passar aos queridos "alunos da vida e para a Vida", um pouco que seja do muito que ainda estamos aprendendo com o mestre de Lyon, e com o Mestre de todos, Jesus de Nazaré.

Já dizia alguém que a Educação é a base da vida - sim, é e o será sempre; e sempre que nos predispusemos a - humilde e simplesmente - aprender!

Com apreço,
Equipe Estudos Filosóficos Espíritas no CENL-Casas André Luiz
Veja: http://www.feal.com.br/artigo.php?car_id=62&col_id=22&t=Semear-Sempre

Campanha pela conscientização pela Educação: Descriminalizar ou Educar?
VEJA:
http://filosofandocotidiano.blogspot.com

11 de outubro de 2011

DESCRIMINALIZAR OU EDUCAR




EM 19 DE JULHO DE 2011, POSTAMOS O ARTIGO ACIMA NESTE BLOG, RESULTANTE DO TRABALHO REALIZADO EM CLASSE DE FILOSOFIA ESPÍRITA DO PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS, NO CENTRO ESPÍRITA NOSSO LAR CASAS ANDRÉ LUIZ. INSPIRADA PELOS NOSSOS ALUNOS, COM A PARTICIPAÇÃO DE NOSSO EDUCADOR DO EFE, ALEXANDRE RODRIGUES,ESCREVI ARTIGO COM O MESMO NOME, PUBLICADO NO SITE DA FUNDAÇÃO ESPÍRITA ANDRÉ LUIZ/COLUNISTAS, E NO JORNAL "O CLARIM" AO LADO, No.03, OUTUBRO DE 2011 - FAÇAMOS VOTOS QUE AS NOSSAS CASAS ESPÍRITAS BRASILEIRAS, ENOBRECIDAS PELA CAUSA DE JESUS E KARDEC, SE PRONUNCIEM CONTRA TAL ABERRAÇÃO; FAÇAMOS VOTOS QUE AS NOSSAS AUTORIDADES SE SENSIBILIZEM COM A TRAGÉDIA QUE ORA ENVOLVE OS NOSSOS JOVENS.

23 de setembro de 2011

PRIMAVERA !





Saudamos e nos confraternizamos com os colegas de ideal espírita que estudam conosco na França, Inglaterra, Japão, e todos os demais países que nos contatam através dos blogs internacionais do EFE

A PRIMAVERA (veja quadro “Jardin” de Claude Monet no blog http://filosofiaespiritaencantamentoecaminho.blogspot.com) nos remete à ideia de renovação, de reinício, de recomeço; esses passos em nossa existência devem ser floridos, como o jardim de Monet; estamos entrando na Primavera, portanto, renove as suas esperanças, reinicie os planos que a vida lhe propôs, recomece, mas desta vez com alegria, com satisfação, com muito empenho!

7 de setembro de 2011

PARA OS AMIGOS DO JAPÃO


INICIAMOS O CURSO DE FILOSOFIA ESPÍRITA DO PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS, EM PARCERIA DE DIVULGAÇÃO COM A ADE-JAPÃO, ACESSE O BLOG ABAIXO E COMECE OS SEUS ESTUDOS!!!!

http://filosofiaespiritacomjapao.blogspot.com

3 de setembro de 2011

EVOLUÇÃO E SEXO


O renomado prof. José Herculano Pires assim define as experiências do Espírito em processo de evolução: "Toda experiência representa uma aquisição do Espírito, que passará a integrar as suas funções cognitivas em forma de categorias da intuição. Enquanto não desaparecerem os resíduos do inconsciente, a experiência superada pode ser reativada pela imprudência e o abuso". (PIRES, J.H., Pesquisa sobre o amor, Paidéia, 1983). O lúcido seguidor de Kardec reconhece que erros e delitos perpetrados em vidas transatas poderão ressurgir na forma de comportamento obsessivo ou até agressivo, se não forem trabalhados sistemática e constantemente ao longo de toda uma existência, no sentido de desenvolver valores e virtudes latentes no Espírito. "A sexualidade", prossegue ele, "é uma forma de manifestação do amor. No ser humano, porém, as manifestações do amor abrangem toda a sua estrutura vital, existencial e psico-afetiva. No plano vital, é sensação, trazendo expressões periféricas, deslocando-as para a paixão, que não é exaltação do amor, mas da sensualidade." Lembrando ainda de suas palavras, analisamos que os crimes de amor nada têm a ver com o Amor; são expressões desregradas do sentimento de posse, animadas pelo egoísmo. O ciúme, alimentado por essas expressões, acaba por animalizar o ser humano na torpe expressão de sua mais profunda baixeza.
A sexualidade, como manifestação de afeto, plenifica o ser humano quando acompanhada do Amor. Sem este, é mero impulso animal, aviltamento das funções genésicas, cuja finalidade última é a encarnação do Ser. "Nos casais evoluídos o ato sexual não se reduz ao prazer sensorial. Este é apenas a chispa do fogo vital que desencadeia todo o processo da criação humana.(...) Só a mes-quinhez do vulgo, do populacho incapaz de compreender a grandeza de um ato criador poderia ter feito disso motivo de escândalo, malícia e pecado".
Estamos vivendo o momento evolutivo do desregramento sensorial, ativado pelos movimentos mundiais pretensamente libertários da mulher. Esta, subjugada à violência do homem durante séculos, animada pelo sentimento de inferioridade trazida pelas religiões, deslocou-se para a outra ponta da corda. Não se reconhece como Ser que traz consigo a possibilidade divina de amar e ge-rar vidas, mas como aquela que deve disputar o mesmo patamar de excessos praticados pelo homem. Instrumento midiático para a venda de produtos masculinos, continua escrava de sua imagem, iludida pela exposição da propaganda.
Jesus, ao libertar a mulher adúltera e Madalena, reconheceu-lhes o imenso poder do Amor latente, porém desfocado e desequilibrado. A primeira, pode ter refeito seus caminhos. Madalena, a divina pecadora, encontrou-se a si mesma, amou a Humanidade a quem se dedicou pelo resto de seus dias, deixando uma eloquente mensagem de resgate pelo e para o Amor.
Homens e mulheres do século XXI, fomos criados para o desenvolvimento das divinas potências que jazem silenciosas dentro de nosso íntimo. Já é tempo de fazê-las florescer. Já é tempo de colocá-las acima do alqueire, como Jesus o fez.
(Publicado no The Journal of Psychological Studies, Londres, Inglaterra, Setembro e Outubro de 2011). Visualize também no site da Fundação Espírita André Luiz: http://www.feal.com.br/artigo.php?car_id=60&col_id=22&t=Evolucao-e-Sexo

14 de agosto de 2011

SER PAI


Ser pai é ser especial. É, na masculinidade, guardar doçura.

É ser homem e ser afetuoso.
Ser pai é, sendo administrador, administrar tão bem o tempo, que nunca faltem minutos para atender o telefonema do filho, com atenção. Um telefonema que fale do entusiasmo dele por ter conseguido fazer um gol para o seu time, na escola.
Ser pai é não se afogar no mar dos negócios, mesmo que na sua qualidade de executivo, muitas sejam as horas que a profissão lhe exija.
É, sendo lavrador, preparar a terra do coração do filho para receber as sementes do bem, regando-as todos os dias com o seu carinho, demonstrando, na prática, que nenhuma tarefa é mais importante do que a que tenha a ver com os sentimentos das criaturas.
Ser pai é, sendo músico, ter sensibilidade suficiente para colocar, no pentagrama da vida do seu filho, as mais sublimes notas da compreensão, da tolerância e do amor.

Sendo poeta, escrever as mais belas rimas da ternura com os versos simples do companheirismo e da alegria.

Ser pai é, na qualidade de mecânico hábil, estar apto a consertar os estragos que alheias ideias possam estabelecer na estrutura delicada do caráter do seu filho. É saber utilizar com maestria as ferramentas de precisão, aferindo oportunidade e valores para as lições que o conduzirão na vida.

Ser pai é, como escultor habilidoso, esculpir formas mais primorosas no caráter do filho.

Como instrutor, ministrar-lhe as lições da sua experiência pessoal, e falar-lhe das lições imortais da vida maior.

Ser pai é, sendo motorista, não esquecer de que deve dirigir a vida do seu filho para a rota segura do dever, a fim de o transformar em um cidadão honrado e um homem de bem.
Ser pai é, sendo magistrado, saber julgar com imparcialidade as traquinagens do seu rebento, analisando todos os fatos e dispondo-se a ouvir todas as partes envolvidas, a fim de sentenciar com justiça.
Ser pai é, sendo médico, ter a notabilidade de um cirurgião para, no tempo certo, realizar a cirurgia de profundidade, descobrindo nas entranhas do Espírito, as tendências do filho e as trabalhar, burilando-as.
Ser pai é, sendo enfermeiro, não esquecer de colocar curativos nos machucados do joelho, do cotovelo e providenciar medicamento apropriado para coração partido pela dor da primeira desilusão de amor.
Ser pai é, sendo ator, deixar de brilhar tanto nos palcos do mundo para se apresentar à restrita plateia de um garoto que o espera, todos os dias, para assistir a sua encenação da mais bela peça teatral, a da paternidade.
Ser pai é, sendo cantor, modular a voz e criar canções de ninar para embalar o filho cansado das brincadeiras do dia.
Ser pai é, sendo desportista, ter braços rijos para suspender o filho com firmeza, abraçá-lo com vigor e lhe segredar ao coração: Te amo muito.

Existem homens que almejam missões surpreendentes. Existem outros que sonham com conquistas extraordinárias.
Existem os que planejam ter sobre si os olhos do mundo.
No entanto, a missão mais surpreendente, a conquista mais extraordinária é a da paternidade responsável.
E o olhar mais importante é de um pequeno que espera, ao final do dia, na porta de entrada de um verdadeiro Lar !
Redação do Momento Espírita - Feparana

19 de julho de 2011

DESCRIMINALIZAR OU EDUCAR?



ARTIGO COM A TEMÁTICA ACIMA, INSPIRADO PELOS NOSSOS ALUNOS DO EFE/2011, FOI PUBLICADO NO JORNAL "O CLARIM", No.03, OUTUBRO DE 2011 - FAÇAMOS VOTOS QUE AS NOSSAS AUTORIDADES SE SENSIBILIZEM COM A TRAGÉDIA QUE ORA ENVOLVE OS NOSSOS JOVENS

Há pouco ouvimos - e assistimos - às novas tentativas de se evitar o uso das drogas. Sabemos que este é um problema dos mais complexos, cuja gênese jaz no Espírito ainda imberbe de evolução, e que se apóia na precariedade dos usos e costumes em moda. A liberação das drogas, portanto, muito longe de resolver o problema, agiganta-o de forma tal, que as suas consequências seriam imprevisíveis, tanto sob o ponto de vista sócio-cultural, quanto – e principalmente, espiritual.
Vejamos o que os nossos alunos do Curso de Filosofia Espírita/2011 do Projeto Estudos Filosóficos Espíritas deduziram dessa novidade. Destacamos alguns trabalhos da classe: a Vera Lucia concorda que o viciado é uma pessoa que precisa de assistência médica e terapêutica, e conclui que a responsabilidade maior cabe aos pais de crianças e de jovens que enveredam por esse caminho. Coloca que o Espiritismo é um fator de grande importância na prevenção dessa questão. Telma relata a sua experiência, quando jovem, de haver sido vítima de uma infeliz brincadeira de estudantes, episódio negativo de que nunca se esqueceu. Neide afirma: como adeptos da Filosofia Espírita, desde logo, podemos inferir que muito alem da solução simplista ou irresponsável de descriminalizar e posteriormente regularizar o uso da maconha ou quaisquer outras drogas; devemos reflexionar sobre o que leva a criatura humana, seja jovem ou adulta, a optar por esse mecanismo de autodestruição. Chris Flores cita a passagem do Evangelho de Mateus, V: 44-48: “Sede, pois, perfeitos, como Vosso Pai Celestial é perfeito”, e que deveria servir de modelo para que vivêssemos de acordo com os ensinamentos de Jesus, com responsabilidade e nunca buscando mecanismos de fuga. Floreci acrescenta a frase importante de Pitágoras, como mecanismo preventivo: "Educai as crianças e não será preciso punir os homens." A educação infantil, diz ela, é de suma importância para a formação de um adulto íntegro e comprometido com o seu próprio bem-estar e o da sociedade em que vive.
Daí concluirmos, que, muito mais do que ir em busca de alternativas paliativas e de menor eficácia, cumpre à sociedade atuar em conjunto com as autoridades, e com os profissionais da saúde, bem como especialistas no comportamento humano, no sentido de minimizar o consumo de drogas ilícitas até aboli-las, punir educando os infratores, assistir aos enfermos do vício.
Porém, acima de tudo, o Espiritismo é – e sempre será, na opinião de todos os alunos, a ferramenta para o esclarecimento, a vivência mais pura do Evangelho de Jesus com discernimento e enobrecimento para o Espírito.

2 de julho de 2011

FÉRIAS...


HÁ FÉRIAS PARA OS BONS ESPÍRITAS?
AS CONVENÇÕES SOCIAIS NOS DIZEM QUE JULHO É MÊS DE DESCANSO, DE ESPAIRECIMENTO, DE ESQUECER COMPROMISSOS, TRABALHO, PESSOAS ENVOLVIDAS CONOSCO NESSE COTIDIANO.
O SÁBIO ESPÍRITO EMMANUEL DISSE CERTA VEZ QUE NÃO ESTÁVAMOS REENCARNADOS EM SISTEMA DE FÉRIAS, MAS DE MUITO, MUITO TRABALHO.
ENTÃO, REPETIMOS...HÁ FÉRIAS PARA OS BONS ESPÍRITAS?
VIVEMOS UM PERÍODO DOS MAIS GRAVES PARA A EVOLUÇÃO INDIVIDUAL E COLETIVA. SOMOS ENVOLVIDOS A TODO MOMENTO PELAS NOTÍCIAS TRAZIDAS PELOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E QUE NOS COLOCAM EM ESTADO DE ALERTA. ALGUNS DIRIAM: “AH, MAS MUITA COISA BOA ESTÁ ACONTECENDO...”
CERTAMENTE QUE “MUITA COISA BOA” ESTÁ ACONTECENDO....POR PARTE DAQUELES QUE NUNCA TIRAM FÉRIAS, QUE TRABALHAM ININTERRUPTAMENTE, E QUE FAZEM DE SUAS VIDAS UM VERDADEIRO MANANCIAL DE REALIZAÇÕES RESPONSÁVEIS E PLENAS DE ALTRUÍSMO.
DESTA FORMA, AS PEQUENAS PAUSAS QUE DENOMINAMOS “FÉRIAS” SERVEM PARA REFLEXÃO, LEITURAS, CONVIVÊNCIA COM OS FAMILIARES, COM OS AMIGOS.
TAMBÉM PARA REAVALIAÇÃO DE CAMINHOS...
SIGAMOS OS CONSELHOS DE EMMANUEL, SIGAMOS OS EXEMPLOS DAQUELES QUE, COM SUA DEDICAÇÃO AO BEM, DE QUALQUER FORMA MANIFESTADO, MODIFICAM O QUADRO DE PENÚRIA INTELECTUAL E MORAL QUE ORA ATRAVESSAMOS.
TRABALHEMOS, ESTUDEMOS, PESQUISEMOS, SEJAMOS OS TRABALHADORES DO SENHOR (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XX, item 5, mensagem do Espírito da Verdade), NESTE MOMENTO IMPORTANTE PARA AS NOSSAS VIDAS.

15 de junho de 2011

A PONTE



ARTIGO PUBLICADO PELA REVISTA INTERNACIONAL DE ESPIRITISMO, No. 09, Outubro de 2011.

No livro “O Espírito da Verdade” de autores diversos psicografados através da mediunidade lúcida e coerente de Chico Xavier, encontramos a mensagem de Hilário Silva, “Há um século”. Nela, seu autor relata um episódio da vida de Allan Kardec, ocorrida em abril de 1860. Numa manhã daquela data, o codificador quedara exausto e desalentado diante de tantas pressões, críticas, perseguições, calúnias. Sua esposa lhe traz uma encomenda que acabara de chegar, o professor abre, e encontra uma carta assinada por Joseph Perrier, relatando-lhe a própria história. Havia sido um sério candidato ao suicídio, premido pelas dores e aflições oriundos de dramas pessoais que não soubera enfrentar. Numa noite, encaminhara-se às margens do rio Sena, e decidido a jogar-se da Ponte Marie, ao apoiar-se com a mão direita na amurada tocou num objeto que caiu ao solo. Surpreendido, tomou o volume nas mãos, e procurando a luz mortiça de um poste, pode ler : “Esta obra salvou-me a vida. Leia-a com atenção e tenha bom proveito. – A. Laurent”. Estupefato, leu a obra – O Livro dos Espíritos -, ao qual acrescentou breve comentário, encaminhando-o ao professor Rivail.
Kardec abriu o pacote e encontrou o livro ricamente encadernado, em cuja capa viu as iniciais de seu pseudônimo. Abrindo-o, encontrou a mensagem acima, acrescida das seguintes palavras: “Salvou-me também. Deus abençoe as almas que cooperaram em sua publicação.” Após a leitura, o prof. Rivail, refeito dos dramas que vivia por preservar a Doutrina dos Espíritos das tentativas que visavam deturpar os seus princípios, pensou: “era preciso continuar, desculpar as injúrias, abraçar o sacrifício e desconhecer as pedradas...”(Emmanuel, Xavier, 1999, p.127).
Dois aspectos se destacam nesse episódio: o primeiro, os apodos que o Espiritismo e todos aqueles que se lhe conservam fiéis recebem, por lhe preservarem os princípios indenes de interpretações e interpolações pessoais, ou dogmáticas, ou academicistas. O Espiritismo conservar-se-á livre, pois livre é a sua natureza, livre é a sua fonte onde se banham todos aqueles que buscam libertar-se das amarras e sistemas que o ser humano criou para si nos diversos momentos de seu crescimento. O Espírito André Luiz, num contundente artigo, “Defesa da Verdade”, enfatiza: “ninguém precisa ferir ou impor nesse ou naquele ponto de sustentação doutrinária, mas o espírita tem a obrigação de estudar e refletir, assegurar a limpidez dos ensinos que abraça e garantir-lhes a difusão clara nos alicerces do discernimento e da lógica, sem o que as consciências humanas, mesmo as que estejam sob os rótulos do Espiritismo, continuarão adstritas ao fanatismo e à superstição.”
Em segundo lugar, a temática do suicídio, tão intensamente estudada por especialistas da área médica, teve seu destaque através de uma pesquisa que redundou em um livro extenso e detalhado, “O suicídio”, de 1897. Refiro-me a Émile Durkheim, nascido um ano após a primeira edição de “O Livro dos Espíritos”, foi o primeiro a afirmar que o suicídio era um fato social e deveria ser explicado por fatores sociais. O suicídio era decorrente não somente de questões individuais, étnicas, religiosas ou provenientes de desordens mentais mas também como desordem social, um estado de anomia (estado social sem regras ou normas) encontrado na sociedade. Tal estado ocorreria em situações de calamidades, em tempos de grandes transformações sociais. Para Durkheim, o suicídio é um aspecto patológico das sociedades modernas e revela de modo marcante a relação entre indivíduo e coletividade. Segundo ele, quando o indivíduo se sente só e desesperado, a ponto de se matar, é ainda a sociedade que está presente em sua consciência e o leva, mais do que sua história individual, a esse ato solitário. (Aron, 1999, p.298).
E ainda poderíamos acrescentar, como elemento motivador, épocas de crise de valores como a atual em que vivemos. Exemplo disto, é o filme “The Bridge”, criado por Michael Smith, em semanas de observação e filmagem da ponte Golden Gate, na cidade de São Francisco, Califórnia (EUA), de onde se jogam suicidas em potencial. Tentativas de suicídio, entrevistas com pessoas que surpreendentemente se salvaram com vida após projetarem-se da ponte, e as tentativas frustradas de salvar vidas por parte do criador do documentário e de sua equipe, tudo é relatado com impressionante exatidão.
E voltamos ao episódio vivido por Kardec: esses suicídios poderiam ser evitados? O que falta à sociedade que a faz refém do desespero de seus indivíduos que se projetam cotidianamente das pontes construídas pelas drogas, pelos vícios, pelos modismos, pelas carências, pelo vazio interior? Nossa sociedade está enferma. Gabriel Delanne, em tocante mensagem de 2004, alerta: vivemos um período de egoísmo feroz.
Mais do que continuar nas construções do saber, precisamos alicerçá-lo com as bases da compreensão, do respeito à vida e aos direitos do outro, à diversidade, à natureza, sob pena de vê-lo desmoronar sobre as nossas vãs e infantis criações.
Bibliografia/Fontes:
Veja a mensagem de Gabriel Delanne na íntegra: http://filosofiaespiritaencantamentoecaminho.blogspot.com

Assista o trailler de “O Filme dos Espíritos”, Mundo Maior Filmes:
http://filosofandocotidiano.blogspot.com

8 de junho de 2011

SOBRE MÚSICA E FILOSOFIA ESPÍRITA ...


Estudando em nosso Blog de Filosofia Espírita, ou no Blog do VER,respectivamente http://filosofiaespiritaencantamentoecaminho.blogspot.com e http://vervisaoespiritadareligiosidade.blogspot.com, no Blog de Filosofia Espírita aplicada ao cotidiano http://filosofandocotidiano.blogspot.com ou nos demais Blogs de acesso ao Conhecimento espírita (http://spiritistphilosophy.blogspot.com , http://philospiriteravissementetcheminement.blogspot.com , você poderá se perguntar porque colocamos vários links com trechos de música clássica, além de outros: veja, não é ao acaso.
Cada compositor – principalmente os nascidos entre os séculos 18 e 19 – trouxe consigo a marca, se podemos chamar assim, de verdadeiros precursores da Filosofia Espírita no campo das Artes, ajudando assim, a “preparar” a sensibilidade dos homens e mulheres nascidos e por nascer naqueles séculos e nos séculos futuros, pois a sua música é atemporal, toda ela expressa em beleza e extrema harmonia. Muitos deles nasceram no Período Romântico – na Filosofia, esse Período deu origem ao Idealismo Absoluto com Kant e Hegel - em fins do século 18, e que abrangeu toda a civilização ocidental.
Depois do romantismo, o mundo nunca mais foi o mesmo; na poesia e literatura com Goethe, Schiller (pois o Movimento iniciou-se na Alemanha), na música com Beethoven e Brahms, na Filosofia, inclua-se Schelling aos já acima citados. Adentrando o século 19, a Europa inteira se embriagava com o sentimento de melancolia; no Brasil, Castro Alves morria de tuberculose e, por incrível que possa parecer, morrer dessa doença era a aspiração de todo grande artista, a fim de eternizar-se em holocausto à Arte. Giuseppe Verdi retrata esse momento, na ópera dramática “La Traviata”, cujo libreto inspirava-se na história da Dama das Camélias de Dumas.
Porém, aspirações à parte, infelizmente o Bacilo de Koch deflagrou uma pandemia pelo mundo, levando consigo outros grandes nomes, como Frédéric Chopin, morto precocemente aos 39 anos. No ano de 2010, comemorou-se 200 anos de nascimento do grande compositor. Dele diz Eduardo Rincón: Chopin foi uma força única, um compositor de personalidade tão singular, que jamais teve de lutar para ser reconhecido. A médium brasileira, Yvonne do Amaral Pereira teve a oportunidade de dialogar, por diversas ocasiões, com o Espírito Chopin, e estes encontros estão relatados em detalhes em seu livro “Devassando o Invisível”.
Mas o Romantismo – época em que surge a Doutrina Espírita construída como Filosofia –em verdade conduz o ser humano a pensar que ele não era apenas razão, como o Iluminismo o fizera crer. Ele era um ser composto de paixão, sentimentos, emoções, de reflexão, de instrospecção, trazia consigo a mística da religiosidade inerente à sua verdadeira natureza de Espírito imortal, viajor do Infinito, no dizer de Plotino.
O Romantismo redescobrira a importância do impulso de sensibilidade inspirado pelas Artes, no processo do crescimento humano. Se você quiser um exemplo prático, já que falamos em Chopin, ouça o 2º. Movimento Larghetto, de seu Concerto No. 1, Opus 11, reproduzido ao lado: feche os olhos e deixe-se levar por seus suaves acordes ...
Outro exemplo, é o trecho Lacrimosa do Réquiem de Mozart (ouça-a com a Filarmonica de Berlim, sob a batuta do maestro Claudio Abbado). Muitos dirão que ele é melancólico, que traduz uma grande dor. De fato, pois retrata a dor de Maria e de Jesus no episódio do Calvário. Mas percebemos que ele também retrata a imensa tristeza presente no coração do grande compositor, pois despedia-se da vida terrena naqueles acordes (este foi o último Movimento que compôs em seu leito de morte); porém, a extrema beleza e a musicalidade contidas nesse Movimento, ao contrário, leva-nos a agradecer à personalidade desse Espírito magistral pela grandiosa herança legada à Humanidade (leia a sua entrevista publicada por Allan Kardec, na Revista Espírita de 1858, com a reprodução psicopictografada de seu lar em Júpiter, pelo médium Bernard Palissy). E eu ainda ousaria dizer que a Lacrimosa foi uma mensagem direta dos Espíritos Superiores à Terra, em forma de música, e que – sem palavras que a descrevam – “fala” à nossa alma das imagens sublimes de outras paisagens, quem sabe as de um plano de Regeneração, onde o Bem e o Belo prevalecem...
Infelizmente aqui não há espaço para falarmos de todos: Beethoven, Brahms, Haydn, Haendel, Massenet... Mas como você sabe, a Musicoterapia adota trechos de suas Sonatas, Sinfonias, concertinos, concertos para o tratamento eficaz de enfermidades psicossomáticas.
Saiba ainda que quando você estiver estudando, ou lendo, ou simplesmente quiser repousar de um dia estressante, Johann Sebastian Bach (do período Barroco, que antecedeu ao Romantismo) é altamente recomendável.
Quando quiser alegrar-se, as orquestrações para piano de Mozart (ainda ele) por exemplo o Concerto No. 9, em seu 1º. Movimento aqui apresentado por Mitsuko Uchida; quando quiser apenas admirar o pôr do Sol, ou pensar na vida, ouça um Noturno de Chopin.
Um dos maiores pianistas clássicos da atualidade, o jovem chinês Lang Lang, diz que a música clássica traduz amor, paixão, sentimento, nobreza e encantamento !
Mas, em meio a tantas maravilhas, a tragédia tomou o lugar que lhe era próprio. Muitos desses Espíritos, dotados que foram de extrema sensibilidade, ‘perderam-se’ na melancolia de que eram portadores (acerca desse fenômeno, veja o item 25, do Cap. V de O Evangelho segundo o Espiritismo) e, caindo em profunda depressão, ceifaram a própria existência, como nos casos de Tchaikovsky e de Robert Schumann. A eles o nosso imenso carinho, pois encantaram (e encantam) a nossa existência com a Beleza de sua Arte.
Então, entendeu agora o porquê da Música aqui presente? E para não esquecermos que a boa arte musical se expressa constantemente em sua atemporalidade, você também encontrará os contemporâneos Vangelis, Josh Gobran, M. Jackson, Milton Nascimento, Mercedes Sosa, Bach revisitado pelo excelente Bob Mc Ferrin, e muitos outros que ainda virão, também representando os períodos culturais importantes para a Filosofia, pois quer admitamos ou não, eles influenciaram os pensadores e filósofos de todos os tempos; e todos encantando o nosso caminho rumo à Filosofia Espírita !
Quanto às aulas em nosso Blog, elas são postadas a medida em que se realizam as aulas presenciais, e para, também, darmos tempo suficiente à reflexão. Também postaremos filmes, aulas, documentários, todos concernentes aos assuntos abordados.
O PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS seguirá sequencialmente, com as aulas ampliadas com novos conceitos em Filosofia e Filosofia Espírita.

Os artigos aqui arquivados e também constantes de nossa página no www.feal.com.br no conjunto “Colunistas”, servem como referência para o momento atual. É a Filosofia revisitada sob os auspícios da nossa querida Filosofia Espírita.

ABRAÇO FRATERNO, E QUANDO QUISER TROCAR IDEIAS, MANDE SEU EMAIL PELO: efe_ver@hotmail.com para você que está no Brasil e ver_cefe@hotmail.com , para você que reside nos demais países.

17 de maio de 2011

Evangelhoterapia



Os séculos 19 e 20 caracterizaram-se pelo recrudescimento dos conflitos humanos que engendraram um panorama extremamente desconcertante e aflitivo, quando comparados, durante o mesmo período, às realizações científicas, filosóficas, sociais e artísticas. O ser humano, exibindo, de forma clara e sem rebuscamentos, os seus erros e delitos, parece buscar, com o mesmo empenho, soluções para os dramas que o aturdem. Herdeiro de suas pró-prias inquietações, tem ido ao encontro de respostas para os dramas existenciais que a tecnologia avançada, com todo o seu glamour e eficiência, não logrou equacionar; ao contrário, parece potencializar os mecanismos de fuga diante da realidade que se exibe, clara e sem rebuscamentos: trazemos fissu-ras morais graves que se acen-tuam a cada dia, e que não acompanham, no mesmo ritmo, o progresso científico. A primeira década do século 21, prestes a se encerrar, embora escolhida, pela ONU, para ser a Década da Cultura de Paz, demonstrou ser uma das mais violentas, pois herdou, dos séculos anteriores, a mesma psicosfera restritiva de valores morais elevados e de ausência de respeito pela Vida, manifesta de todas as formas.
Realmente vivemos a transição tão contundentemente proclamada por Jesus e pelos Espí-ritos Superiores de todos os tempos. Questões recorrentes, como as que o Existencialismo propôs, convergem hoje não para o niilismo feroz, mas para a Filosofia de Luz, a Espírita: quem somos, porque existimos, de onde viemos, para onde caminhamos; e muitas outras podem ser respondidas de maneira simples e clara. As anomalias de toda a sorte, o desgoverno íntimo, a fragmentação de nossos sentimentos, são apenas um viés desse panorama doloroso que tende a encaminhar o homem para uma só direção: o necessário encontro consigo mesmo. E o Evangelho de Jesus de Nazaré, iluminado pelas luzes da Sua Doutrina, poderá fazer esse papel: iluminação das consciências que hoje jazem na incompreensão, na ignorância, nas aflições, renovando-lhes a esperança.
Sigamos, pois, o convite de Jesus, delineado numa das passagens mais belas de O Evangelho segundo o Espiritismo, “Lei de Amor”: quando a adotarem para regra de conduta e para base de suas instituições, os homens compreenderão a verdadeira fraternidade e farão que entre eles reinem a paz e a justiça. Não mais haverá ódios, nem dissensões, mas, tão somente, união, concórdia e benevolência mútua.
(Publicado no Jornal de Estudos Psicológicos, Inglaterra - Ano IV l N° 14 l Janeiro e Fevereiro 2011)

9 de maio de 2011

PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS



INFORMAMOS AOS NOSSOS PREZADOS ESTUDIOSOS DA FILOSOFIA ESPÍRITA NOS GRUPOS DE ESTUDO E PESQUISA DO EFE-VER, BEM COMO COMPANHEIROS DE IDEAL ESPÍRITA, QUE JÁ ESTAMOS COM O BLOG http://spiritistphilosophy.blogspot.com/ ABERTO PARA O ESTUDO APROFUNDADO DE FILOSOFIA ESPÍRITA AOS PAÍSES DE LÍNGUA INGLESA, E TAMBÉM ÀQUELES QUE DESEJAREM CONHECER O NOSSO TRABALHO NAQUELE IDIOMA.
CONSULTEM TAMBÉM:
http://philospiriteravissementetcheminement.blogspot.com

QUE JESUS E OS BENFEITORES ESPIRITUAIS POSSAM ILUMINAR MAIS ESTE MODESTO TRABALHO DE DIVULGAÇÃO DE NOSSA TÃO AMADA FILOSOFIA ESPÍRITA.

19 de abril de 2011

ANTE OS TESTEMUNHOS



Segundo o Evangelho, na iminência de Seu martírio, Jesus dirigiu-Se ao Getsêmani com os discípulos.
Acompanhado de três deles, afastou-Se um pouco para orar. Declarou-Se triste, pediu que vigiassem com Ele e orou.

Absolutamente tudo o que Jesus fez durante Sua jornada terrena é pleno de significados.
Ele é o Modelo e Guia dado por Deus à Humanidade.Forte como nenhum homem jamais o foi, por Suas virtudes, mas ainda assim sujeito às intempéries da vida terrena.

Em face do grande testemunho que se avizinhava, esse Homem Superior lançou mão de duas providências:
Primeiro, cercou-Se de Seus amigos queridos e partilhou com eles Suas
angústias;
Segundo, entrou em contato com a Divindade por meio da oração.

No mundo, o homem está sempre às voltas com testemunhos. Em sua fragilidade, a cada instante é colocado à prova.

Diferente de Jesus, pleno de pureza, bondade e sabedoria, o homem comum está sujeito às tentações e às dúvidas. Frequentemente se indaga a respeito de qual o melhor caminho a seguir. Hesita, sente-se fraco e teme não conseguir vencer as provações.
Mesmo quando decidido, às vezes fraqueja ao colocar em prática suas
boas resoluções. Essencialmente frágil, o ser humano não se debate apenas com
dificuldades pontuais. Diariamente, ele corre o risco de cometer pequenos e desnecessários equívocos. Não se trata de pintar um quadro desanimador, mas de ser realista. O bem é sempre possível e ele invariavelmente ilumina e pacifica. Apenas, por vezes, as tentações do mundo se apresentam bastante sedutoras.

Nesse contexto, convém recordar o sábio exemplo de Jesus.
Em Sua grandeza, Ele não abdicou de dois sublimes recursos: a oração e a amizade. A oração coloca o homem em ligação com o Divino. Faculta que ele receba salutares inspirações e se fortifique. O hábito de orar constitui um eficiente antídoto contra as loucuras do mundo.

Mas, nessa busca do Alto, importa não esquecer os companheiros de jornada. As amizades sinceras aquecem o coração e reduzem as carências e fragilidades. É importante aprender a partilhar as próprias dificuldades e sonhos
com algumas pessoas de confiança.

Esse processo de narrar os conflitos íntimos a Deus e ao próximo faculta o autoconhecimento.

Se algo parecer muito vergonhoso para ser partilhado com um amigo querido, é porque jamais deve ser colocado em prática.

Assim, ante seus testemunhos diários, ligue-se a Deus e a seus amigos.

Trata-se de uma valiosa estratégia para que vença a si mesmo e caminhe firme em direção ao alto.

Pense nisso.

Fonte: Redação do Momento Espírita (Federação Espírita do Paraná)

PARA TODOS VOCÊS FILOSOFANTES ESPÍRITAS, QUE ESTE PERÍODO SEJA DE REFLEXÕES, PAZ E AMIZADE !

12 de abril de 2011

A ERA DO ESPÍRITO


Há algum tempo ouvimos dizer que o século XXI é o século em que predominarão os interesses voltados à espiritualização do ser humano. É inegável como vemos, a cada dia que passa, essa transformação ocorrer em diversos setores das atividades humanas, por exemplo, a criação de ONGs que desenvolvem atividades ligadas ao bem-estar da coletividade, à proteção do meio-ambiente, ao amparo daqueles que sofreram perdas irreparáveis. São centenas numa mesma metrópole, milhões em todo o mundo. Por sua vez, os jovens buscam o saber de forma inequivocamente liberta de preconceituações e sob os auspícios da boa ciência e da postura ética.

Paralelamente, vemos o outro lado dessa questão. Yves de La Taille, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, ao responder se acreditava que a violência a que estão expostos os jovens através da TV, videogames, etc. , poderia por si só influenciar e tornar as crianças violentas ou se isso poderia variar de acordo com os valores morais implícitos, respondeu: “É uma questão difícil de ser respondida e sobre a qual não temos dados confiáveis. A meu ver, não é tanto a exposição a cenas de violência que pode causar comportamentos violentos, mas sim o sentido dado a elas.” O grifo é nosso. É justamente nesse ponto que surgem a ética e a moral espíritas, implícitas nos princípios da reencarnação, da lei de causa e efeito, etc.
Sem dúvida nenhuma que o conhecimento espírita terá condições de balizar esse processo. Mudanças somente podem ocorrer se nos predispomos a ser os agentes catalisadores dessas mudanças. E o foco parece estar centralizado na Educação por excelência, no conhecimento de si e no exercício de novos valores que possam fomentar a paz interior, por consequência a paz nas relações humanas.
Condensado de artigo publicado no The Journal of Psychological Studies, de Londres, Inglaterra, Ano II, N° 7.

29 de março de 2011

LAR ESCOLA


É comum ouvirmos as queixas de adolescentes com relação aos próprios pais: consideram bem melhores as famílias dos amigos, seus pais e irmãos... Alguns julgam-se estranhos no próprio lar, queixam-se das cobranças quanto aos afazeres e obrigações, permanecem muito mais tempo fora do convívio doméstico. Educar um filho ou uma filha nos tempos atuais nem sempre é tão fácil quanto se espera; consideremos ainda o fato de que a tecnologia criou formas de “diálogo” virtuais, quando a troca de idéias, a afetividade, a expontaneidade, as relações humanas diminuem ou até restringem os fatores construtores do amadurecimento da personalidade. Há que se considerar também o fato de que nem sempre os laços familiares se estabelecem entre Espíritos afins.
Certamente que nesta questão, os laços equivocados estabelecidos em vidas pregressas geram compromissos nem sempre agradáveis – e muitas vezes inimigos encontram-se entre quatro paredes, onde a desconfiança e a antipatia revelam-se prioritárias no relacionamento. O episódio ocorrido com o próprio Mestre Jesus, que não encontrou compreensão entre os próprios irmãos, é um exemplo; Jesus ali estabelece um parâmetro, o de que nem sempre o ser humano deste plano evolutivo encontrará corações prontos a acolher seus anseios e expectativas. Porém, foi o próprio Mestre quem estabeleceu a regra primaz: aquele que fizer a vontade do Pai, este é meu irmão, minha irmã, minha mãe... E qual é a “vontade do Pai”? E seguem-se, ao longo de todo o seu Evangelho de Amor, as regras básicas para o estabelecimento da Educação do Espírito, que não começou a sua jornada naquele lar, mas antes, muito antes, e seguirá, tempo afora na conquista de valores e virtudes necessários ao seu crescimento espiritual.
Publicado no Jornal de Estudos Psicológicos, 15ª. Edição 2011, Londres,Inglaterra.

15 de março de 2011

Tristes Eventos


Ao meditarmos sobre os atuais e tristes eventos, poderiamos ser levados a pensar nas causas reais para tantas dores coletivas. Porém, a Filosofia Espírita, farol que ilumina os nossos pensamentos, nos conduz a refletir, não em causas reais, mas na maneira como poderíamos minimizar as dores alheias; jamais buscar o porquê das tragédias - referimo-nos às causas espirituais -, pois elas exporiam os nossos irmãos ao nosso julgamento, como a justificá-las diante de todos: isto seria o mesmo que buscar respostas na Lei de Talião.

Já ultrapassamos esta forma arcaica de pensar - sabemos que existem causas que geram efeitos - mas sabemos também que a misericórdia de Deus manifesta-se de formas que escapam à nossa compreensão - e aceitação.

Dissemos em minimizar as dores alheias... mas como ? Compartilhando, através de orações, de vibrações direcionadas aos locais onde o sofrimento se apresente, no Brasil ou em qualquer parte do mundo. Mas também buscando formas de auxiliar - estas, dentro das possibilidades e alcance de cada um.

Desta forma, estaremos todos unidos a eles, irmãos próximos ou distantes, mas sempre presentes em nossa lembrança e em nossos corações.

20 de fevereiro de 2011

FILOSOFIA E EDUCAÇÃO


JOSTEIN GAARDER

29 de novembro de 2010

ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS - IDEAL ALCANÇADO !


ESTE ANO LETIVO DE 2010 TERMINA COM A SENSAÇÃO DE OBJETIVOS ALCANÇADOS;O PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS,QUE NASCEU DE UMA MODESTA HOMENAGEM AO TRABALHO FILOSÓFICO DO DR. BEZERRA DE MENEZES E QUE INSPIROU O SEU TÍTULO,DESENVOLVEU-SE AO LONGO DE 3(TRÊS ANOS)DE APLICAÇÃO VENCENDO PERCALÇOS E OBSTÁCULOS NATURAIS, PORÉM, A EQUIPE CONDUTORA, COM O APOIO DOS AMIGOS E DA ORIENTAÇÃO FIRME DOS BENFEITORES ESPIRITUAIS FINALIZA ESTE ANO LETIVO DE 2010 COM OS RESULTADOS POSITIVOS PROVENIENTES DA DEVOLUTIVA DE SEUS PARTICIPANTES, A QUEM NÃO DENOMINAMOS ALUNOS, POIS ESTUDANTES SOMOS TODOS OS QUE SE DEDICAM À CAUSA ESPÍRITA, LEGITIMADA POR ALLAN KARDEC, LÉON DENIS, BEZERRA, HERCULANO PIRES, OS PIONEIROS EM TERRAS EUROPÉIAS E EM SOLO BRASILEIRO, SEM MENCIONAR OS CONSOLIDADORES DA CAUSA CRISTÃ (A DE JESUS DE NAZARÉ),PRESENTES EM TODA A CODIFICAÇÃO.
DIZER DAS PESQUISAS QUE POSSIBILITARAM INSIGHTS IMPORTANTÍSSIMOS EM SALA DE AULA, TANTO PARA PARTICIPANTES QUANTO PARA EDUCADORES, SERIA REDUNDANTE, JÁ QUE A DEDICAÇÃO PLENA LEVA A TAIS RESULTADOS,RESULTADOS ESTES QUE NOS GARANTEM O ESPAÇO NECESSÁRIO ONDE PODEREMOS DESENVOLVER MAIS E MELHOR ESTE QUE É O CURSO ONDE ABRIMOS AS PORTAS AO ENTENDIMENTO DOS PRINCÍPIOS ESPÍRITAS E À COMPREENSÃO DOS FINS A QUE ELES SE DESTINAM.
QUE OS BENFEITORES DA DIMENSÃO ESPIRITUAL - OS VEROS CONDUTORES DESTE ESTUDOS FILOSÓFICOS DO ESPIRITISMO - CONTINUEM A INSPIRAR-NOS E A TODOS AQUELES QUE ABRAÇAM O IDEAL ESPÍRITA DE ALMA, RAZÃO E CORAÇÃO.
POR ISSO, MUITO MAIS QUE PALAVRAS, AS FOTOS PODERÃO DEMONSTRAR A SATISFAÇÃO DOS QUERIDOS COMPANHEIROS QUE OMBREARAM E ESTARÃO OMBREANDO CONOSCO, NA CONCRETIZAÇÃO DESTES OBJETIVOS, HOJE E NO FUTURO.

17 de novembro de 2010

MODISMOS E ACHISMOS


O GRANDE PENSADOR DA ANTIGÜIDADE, PITÁGORAS, AFIRMAVA, COM RAZÃO, QUE A TERRA ERA A MORADA DA OPINIÃO. PODERÍAMOS ASSEVERAR QUE, SE EM SUA ÉPOCA HAVIA ESSE RECONHECIMENTO, HOJE NÃO ESTAMOS DISTANTES DESSA DEFINIÇÃO. QUER NOS PARECER QUE APROXIMAMO-NOS DELA CADA VEZ MAIS, E GRADATIVAMENTE DISTANCIAMO-NOS DO PROCESSO MAIS IMPORTANTE E SUGESTIVO QUE JÁ SURGIU ENTRE NÓS, TAMBÉM TRAZIDO POR UM SÁBIO, E QUE PAUTAVA O DESENVOLVIMENTO DO CONHECIMENTO A PARTIR DE SI. ESTE SÁBIO, SÓCRATES, HUMILDE - PELA CONCEPÇÃO DE JESUS, POIS OS VEROS HUMILDES NÃO TÊM NECESSIDADE DE AGIR COMO “FORTES”, JÁ QUE RECONHECEM EM SI MESMOS UMA PARCELA DE DIVINDADE ATRAVÉS DO EXERCÍCIO DAS VIRTUDES LATENTES -, ENSINAVA, OU MELHOR, GUIAVA OS SEUS SEGUIDORES E OUVINTES ATRAVÉS DOS CAMINHOS ÁSPEROS DA OPINIÃO, ATÉ O RECONHECIMENTO DE QUE OS SERES HUMANOS MUITO SABIAM DOS OUTROS, PORÉM, NADA SABIAM DE SI MESMOS. O CONCEITO E A IRONIA SOCRATIANOS, APLICADOS NO DESENVOLVIMENTO DO VERDADEIRO E MAIS PROFUNDO DE TODOS OS CONHECIMENTOS, O SABER DE SI, CONDUZIA O PENSAMENTO E O RACIOCÍNIO, DE FORMA NATURAL, A UM OUTRO MOMENTO: CONHEÇA-SE - DEPOIS SEJA SINCERO COM O QUE DESCOBRIU.
A HUMANIDADE ATUAL PARECE ESTAR ATRAVESSANDO POR ESSE PROCESSO – E É AÍ QUE SURGEM OS DESVIOS DE ROTA. O SER HUMANO HABITUOU-SE A REDUZIR A COMPREENSÃO DAS COISAS ÀS PERCEPÇÕES DA PRÓPRIA MENTE, POIS É DIFÍCIL ROMPER COM AS ESTRUTURAS DE REFERÊNCIA E PERMITIR QUE O ESPÍRITO EFETUE SALTOS QUALITATIVOS PARA OUTRAS DIMENSÕES DE CONHECIMENTO, TRANSCENDENDO AOS LIMITES IMPOSTOS POR VIDAS DE PENSAMENTO ESTRUTURADO.
CONTUDO, FOI ISTO O QUE O PROF. RIVAL, FUTURO ALLAN KARDEC, REALIZOU. AO SER INFORMADO DOS FENÔMENOS QUE OCORRIAM EM TODO O MUNDO, EM PARTICULAR NA FRANÇA, EM PARIS, PORÉM, CONHECEDOR DAS LEIS DO MAGNETISMO E DA INCONSEQÜENTE UTILIZAÇÃO DE SEUS MECANISMOS NAS MÃOS DE ILUSIONISTAS PARA ESPETÁCULOS DE LAZER, TRANSCENDE A SI PRÓPRIO E ÀS ESTRUTURAS DE SABER LINEARES DE SUA ÉPOCA, DÁ UM SALTO DE QUALIDADE E VAI AO ENCONTRO DA MAIOR PROPOSTA QUE UM SER HUMANO PODERIA RECEBER: A REALIZAÇÃO EFETIVA DA MISSÃO, CERTAMENTE ACEITA NA VIDA ESPIRITUAL, PORÉM PASSÍVEL DE ALTERAÇÕES ORIUNDAS DE SEU PRÓPRIO ARBÍTRIO, DE TRAZER À CONSCIÊNCIA HUMANA, DE FORMA DESPOJADA DE ATAVISMOS RELIGIOSOS, A SUA VERDADEIRA E REAL NATUREZA, A ESPIRITUAL, COM TODOS OS SEUS DESDOBRAMENTOS. ISTO IMPLICARIA EM ASSUMIR UM TRABALHO DE PESO, ONDE O DISCERNIMENTO, A IMPESSOALIDADE E A RENÚNCIA ESTARIAM PRESENTES A TODO INSTANTE, EXIGINDO DE SI DOAÇÃO PLENA, TRABALHO INTENSO, FIRMEZA E CORAGEM CONSTANTES.
A HUMILDADE DO GRANDE SÁBIO, AQUELA QUE LHE REVELA QUE O CONHECIMENTO REAL É VASTÍSSIMO, E QUE NUNCA ABARCA UMA SÓ EXISTÊNCIA, MANIFESTA-SE EM RIVAIL E ELE ENTÃO CONCLUI A FASE DO TRABALHO IMENSO QUE LHE COMPETIA, LEGANDO AOS QUE CHAMOU DE “ESPÍRITAS” (PALAVRA NOVA NO VOCABULÁRIO DE ENTÃO), UMA HERANÇA GRANDIOSA, ELOQÜENTE, VERDADEIRA, E QUE NUNCA PODERIA ESTAR SUJEITA ÀS OPINIÕES TRANSITÓRIAS, MUITO EMBORA ESTIVESSEM EMBASADAS EM NÍVEIS DE INTELECTUALIDADE POSSIVELMENTE INVEJÁVEIS, PORÉM SEMPRE CIRCUNSCRITAS E CONDICIONADAS À EVOLUÇÃO TEMPORAL DE QUEM AS ELABORA, E, PORTANTO, RESTRITIVAS, LIMITANTES E LIMITADORAS. ASSIM, O CAMINHO JÁ ESTAVA TRAÇADO. LIBERTO DAS ARESTAS REDUCIONISTAS, O PROCESSO SOCRÁTICO PRECURSOR CONSOLIDA ASSIM, A ROTA FIRME E SEGURA PELA QUAL O SER HUMANO PODERIA TRANSITAR, SEM RECEIOS.
O AUTOCONHECIMENTO, ATRAVÉS DA BÚSSOLA ESPÍRITA, REVELARIA AO SER HUMANO QUE ELE EVOLUI EM ESPIRAL ASCENDENTE, PERPETUAMENTE, E QUE PORTANTO, SE BEM COMPREENDIDO, PODERIA LIVRÁ-LO DO MEDO. LIVRE DO MEDO, ACABARIA COM O ÓDIO. LIVRE DO ÓDIO, ESTARIA LIVRE DA GANÂNCIA, DA INVEJA, DA GUERRA, DO ÍMPETO DE MATAR, DE DESTRUIR. ELE, O MEDO, NECESSÁRIO À CONSERVAÇÃO DA VIDA, QUANDO PATOLÓGICO – MEDO DO FRACASSO, DA DOR, DA MORTE, DA HUMILHAÇÃO, DA SOLIDÃO, DO DESAMOR, DE SI MESMO, E, EM ÚLTIMA ANÁLISE, MEDO DO MEDO – , É INSIDIOSO, MANIPULADO E MANIPULADOR, INSTRUMENTO DE FORÇAS NEGATIVAS E DESTRUTIVAS QUE SE IMPÕE AO QUE SE ACOVARDA DIANTE DO CONVITE QUE O AUTOCONHECIMENTO LHE PROPÕE.
MENSAGEM CLARA E ENOBRECEDORA, O ESPIRITISMO POSTULA A MAIÊUTICA SOCRÁTICA COMO MÉTODO DE AUTOCONHECIMENTO SEGURO, AO ALCANCE DAQUELE QUE NÃO TEME CONHECER-SE PARA RENOVAR-SE, DE SAIR DA CAVERNA ESCURA DE SEUS ERROS DE PERCEPÇÃO DE UMA SUPOSTA REALIDADE, A DAS APARÊNCIAS, PARA IR AO ENCONTRO DA REALIDADE EM SI QUE O AGUARDA.
CONSIDERANDO QUE OS ESPÍRITAS NÃO TÊM NECESSIDADE DE OUTRA METODOLOGIA , SENÃO ESSA QUE LHE ABRE O ENTENDIMENTO AOS ENSINAMENTOS DE JESUS, DESMISTIFICADO E DESMITIFICADO PELA COMPREENSÃO QUE O ESPIRITISMO FACULTA DE QUE ELE, O CRISTO, ALCANÇOU A PLENITUDE DE SUA EVOLUÇÃO PELA MESMA JORNADA, SEM DÚVIDA MUITO MAIS AMPLA DO QUE A NOSSA CAPACIDADE DE ENTENDIMENTO PODE ABARCAR, JAMAIS PODEREMOS ACEITAR AS INJUNÇÕES SUGESTIVAS E SALVACIONISTAS DE UM MOVIMENTO DENOMINADO “AUTO-AJUDA”, QUE, SE PODERIA SERVIR COMO UM RÁPIDO DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL, MORRE COM A MESMA RAPIDEZ COM QUE NASCE, POIS NÃO POSSUI CONSISTÊNCIA . É COMO UM RELÂMPAGO, SONORO, BELO E RESPLANDECENTE, MAS QUE DESAPARECE À OBSERVAÇÃO MAIS APURADA.
SEM LEGITIMIDADE REAL, COMO TODO MOVIMENTO RENTÁVEL, CRIADO EM CIRCUNSTÂNCIAS S ONDE A DOR E O SOFRIMENTO ALCANÇAM NÍVEIS ALTOS E QUE, POR ESTA MESMA RAZÃO, ACABAM POR OBSTAR O SENSO CRÍTICO, ELEVA OS SEUS SERVIDORES AO OLIMPO MITOLÓGICO COM SUA CORTE DE ADORADORES, PORÉM SE ESVAI, DESAPARECE, DEIXANDO O VAZIO E A SENSAÇÃO DO INALCANÇÁVEL, DO IMPONDERÁVEL, DA PROFUNDA TRISTEZA PELA PRÓPRIA INCONSISTÊNCIA QUE CARREGA.
SOB O ESTÍMULO DOS CONFLITOS QUE MUITAS VEZES SOLAPAM A CONFIANÇA DA SOCIEDADE EM DIAS MAIS AMENOS, O MERCADO EDITORIAL MUNDIAL DESCOBRIU ESSE FILÃO COMERCIAL COM A QUAL TEM MANTIDO ALTOS ÍNDICES DE LUCRATIVIDADE. INCENTIVADOS PELAS “SOLUÇÕES” IMEDIATISTAS PROPOSTAS POR CENTENAS DE AUTORES PARA PROBLEMAS DE TODA A SORTE, A POPULAÇÃO, NOTADAMENTE NO BRASIL, CONSOME AVIDAMENTE LIVROS, CDs, DVDs, PÁGINAS E PÁGINAS NA INTERNET, TODOS COM A MÁGICA RECEITA DE “COMO-FAZER” PARA EVITAR TUDO O QUE INCOMODA E TRAZER PARA SI O ÉDEN, A UTOPIA, COMO NO POEMA DE MANOEL BANDEIRA:
“VOU-ME EMBORA PRÁ PASSÁRGADA, LÁ SOU AMIGO DO REI ... VOU-ME EMBORA PRÁ PASSÁRGADA, AQUI EU NÃO SOU FELIZ. ... EM PASSÁRGADA TEM TUDO, É OUTRA CIVILIZAÇÃO...”
AS RELIGIÕES, QUE ENSINAM RELIGIÃO, E NÃO ESPIRITUALIDADE, INCENTIVADAS PELA IDÉIA E COMPETINDO ENTRE SI, TRATARAM DE SE ADAPTAR E CRIARAM OS SEUS PRÓPRIOS ÍDOLOS COM SEUS RESPECTIVOS ADORADORES QUE, EM TEMPLOS IMENSOS, ORAM EM CONJUNTO PARA AS FINALIDADES MAIS DIVERSAS, DESDE A SOLUÇÃO PARA DÍVIDAS FINANCEIRAS ATÉ A CURA DAS ENFERMIDADES TERMINAIS, “COMPLEMENTADAS” PELO DÍZIMO, PELA OBTENÇÃO DE IMAGENS, SOUVENIRS, BIJOUTERIAS-AMULETOS, PORTADORES DAS BEM-AVENTURANÇAS PROMETIDAS PELO CRISTO (ESTARÍAMOS PRECISANDO DE NOVOS LUTEROS?). POR SUA VEZ, A PSEUDO-CIÊNCIA CONTRIBUI PARA A AMPLIAÇÃO DESSE SENTIMENTO DE QUE “TUDO É POSSÍVEL PARA AQUELE QUE DESEJA COM EMPENHO”, BASTANDO QUE SE SUBMETA ÀS TERAPIAS DAS CORES, DOS MINERAIS, DA PARAFERNÁLIA QUE ACOMPANHA A PROPOSTA SUGESTIVA E SEDUTORA DE QUE “PODEMOS ATRAIR TUDO O QUE DESEJARMOS TER”- AÍ ESTÁ O SEGREDO....
É NESSE QUADRO EXISTENCIAL , DESFOCADO E AFLITIVO, QUE A FILOSOFIA ESPÍRITA, AO CONTRÁRIO DA “FILOSOFIA” DE AUTO-AJUDA, NADA PROMETE, TUDO FAZ PARA QUE O INDIVÍDUO CONDUZA A SI MESMO, NA GRANDE JORNADA DE SUA PRÓPRIA EVOLUÇÃO, PARA DENTRO DE SI , E DESCUBRA AS INFINITAS POTENCIALIDADES DE QUE É POSSUIDOR, HERANÇA NATURAL DE SUA JORNADA MILENAR COMO ESPÍRITO.
O ‘NÃO SABER DE SI’ DEMONSTRA A DIFERENÇA CRUCIAL QUE EXISTE ENTRE A SUPERFICIALIDADE COM QUE É TRATADO O ‘MOMENTO’ EXISTENCIAL HUMANO E AS ALTERNATIVAS POSSÍVEIS PARA O CONHECIMENTO REAL DE SI.
O MOMENTO DE TRANSIÇÃO NATURAL QUE ATRAVESSAMOS, E QUE JÁ FOI TRATADO EM OUTROS ARTIGOS DE NOSSA AUTORIA NESTA SEÇÃO, MOBILIZA A ATENÇÃO HUMANA PARA O SANEAMENTO INTERIOR NECESSÁRIO – É QUANDO ESTAMOS FACE A FACE COM NOSSAS MAIS GRAVES QUESTÕES. REABILITANDO-SE JUNTO ÀS LEIS DIVINAS CONSCIENCIAIS, O SER HUMANO ALCANÇARÁ DEGRAUS MAIS ALTOS ONDE A REAL PERCEPÇÃO DE SI MESMO O CONDUZIRÁ A SER UM DIA UNO COM O PAI, TAL COMO NA PROMESSA DE JESUS, SEM DISCREPÂNCIAS, SEM MODISMOS OU ACHISMOS, POIS ENTÃO COMPREENDEREMOS QUE TUDO ISSO FAZ PARTE DE APENAS UM MOMENTO, E COMO TAL, JAMAIS PODERÁ COMPOR A NOSSA REAL IDENTIDADE.

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA:
Allan Kardec: O Livro dos Espíritos e O Evangelho Segundo o Espiritismo; Léon Denis: O Grande Enigma, O Mistério do Ser, do Destino e da Dor e O Porquê da Vida.

24 de outubro de 2010

FENÔMENO, FÉ E RAZÃO


Ao relermos Paulo e Estêvão, deparamo-nos com um episódio dos mais representativos para a perpetuidade do Cristianismo nascente. Paulo de Tarso, impressionado com a penetração dos ensinos ritualísticos judaizantes na igreja de Jerusalém, não obstante o seu trabalho de amor ao próximo, num diálogo memorável com Simão Pedro, questiona-o, afirmando que não supunha que a política abominável das sinagogas houvesse invadido totalmente a igreja de Jerusalém. Ao que Pedro lhe responde, dizendo que também não concordava com a presente situação; ao invés, pensara em afastar-se do núcleo transferindo-se a outra comunidade que melhor preservasse os ensinos de Jesus. Foi quando após as suas orações, percebera a presença de alguém, que se aproximava devagar; a porta se abrira, e, para sua surpresa, era o Mestre! Seu rosto era o mesmo dos formosos dias de Tiberíades. Fitou-o, grave e terno, e falou: Pedro, atende aos filhos do Calvário, antes de pensar nos teus caprichos!

Era um eloquente apelo à razão do continuador de Sua obra – jamais Pedro pensara desta maneira. O formalismo das religiões institucionalizadas estava penetrando no raciocínio do apóstolo, que, insatisfeito pelo desrespeito ao Evangelho de Jesus, tomara a si o cajado da defesa de Seus ensinos, e pensara em abandonar a tarefa que lhe coubera.
Explicitada a situação da igreja à Paulo, que, além do sincretismo em vias de realização, também penava com a falta de recursos monetários, este se revela o dispenseiro providencial e necessário à manutenção do núcleo cristão, em vias de tornar-se mais uma seita judaica. Até o fim de seus dias, o Apóstolo dos gentios realizaria a coleta necessária à manutenção dos trabalhos que Jerusalém realizava em prol dos necessitados e aflitos, que procuravam, às centenas, os préstimos dos discípulos amados.
Apesar das providências, o Cristianismo buscou outras plagas, e, do Oriente pejado de cerimônias ritualísticas, alça vôo, e, nas mãos do Apóstolo da Razão, busca no Ocidente, a sua solidificação.
São inúmeros os exemplos de Paulo nesse sentido. Com os gentios, mas, sobretudo, com Paulo de Tarso, os ensinos de Jesus, já formatados como corpo de doutrina, a partir daquele e de outros momentos significativos, separam, definitivamente, Judaísmo e Cristianismo. Eram os primeiros passos da Razão no campo da Fé, que já haviam tido seus albores com Pitágoras, no século sexto.

Jesus, que apelava à Razão do homem, ao dizer Amai os vossos inimigos; Guardai-vos dos falsos profetas que por fora se disfarçam de ovelhas e que por dentro são lobos roubadores; Há muitas moradas na Casa de meu Pai; Há muitos chamados, mas pouco escolhidos; que se utilizava do raciocínio indutivo e da definição universal, tal como Sócrates o fizera, ao questionar o logos das palavras, fazendo com que os homens atendessem à valorização da verdade em sua pura realidade, onde quer que fosse e a todos os momentos.
Atributos potenciais do Espírito, Fé e Razão se atualizam e desenvolvem no decurso da Vida, em etapas sucessivas; a primeira, por uma natural manifestação íntima da alma; a segunda, pela necessidade de solucionar os problemas, às vezes aflitivos da existência, frente à preservação da espécie e da própria vida. Assim refletidas, a Razão se consolida tranquilamente, e a Fé se dignifica na convivência, ambas como que unidas em dimensões aparentemente opostas, porém unificadas com um mesmo propósito.
Embora o Cristianismo tenha sido obstado em sua natural manifestação, como fruto natural do desenvolvimento da fé raciocinada, é somente com o Espiritismo que ela se consolida. O Cristianismo, de acordo com José Herculano Pires, foi transformado em novo mito, e suas expressões alegóricas, empregadas sempre num sentido racional, esclarecedor, converteram-se em dogmas de fé: o cordeiro que tira os pecados do mundo, a transubstanciação do pão e do vinho em corpo e sangue do Cristo, sincretismos de seitas judaicas e pagãs, foram os primeiros passos para transformar Jesus, Espírito Puro pela hierarquia moral, universal, em missão entre os homens, em Jesus Cristo, Deus encarnado.

Em 1854, um pedagogo francês, estudioso do magnetismo, respeitado pela comunidade científica da época pelos seus métodos e critério, entabulou um diálogo com o Sr. Fortier, magnetizador, que o levou a crer que por trás dos fenomenos abundantes que ocupavam as manchetes dos jornais, havia uma inteligência, pois, mais extraordinário do que fazer uma mesa girar e andar, era fazê-la falar. Mas, o raciocínio do Prof. Rivail, era lógico, pois pautado na dialética socratiana, desenvolvido pelo método pestalozziano; sua mente, perscrutadora, era disciplinada no estudo constante e na pesquisa habitual. Jamais aceitava algo que não fosse comprovadamente de cunho universal.
São suas as palavras: Eu compreendia a possibilidade do movimento por uma força mecânica, mas, ignorando a causa e a lei do fenômeno, parecia-me absurdo atribuir inteligência a uma coisa material. Coloquei-me na posição dos incrédulos dos nossos dias, que negam, porque não podem compreender os fatos. No ano seguinte, em 1855, encontrou o Sr. Carlotti, amigo de longa data que, com o entusiasmo que despertam as idéias novas, falou-lhe dos fenômenos que o preocupavam. Apesar da estima que nutria por seu amigo, desconfiava da sua exaltação. Foi alguns meses depois, em casa da Sra. Roger, que encontrou o Sr. Patier e a Sra. Plainemaison, que lhe falaram do mesmo assunto, mas em outro tom, isento de entusiasmo, mas que lhe produziu viva impressão.
Estavam abertas as portas para a pesquisa criteriosa do fenômeno mediúnico. Posteriormente, foi com a família Baudin, que fez os primeiros estudos sérios sobre Espiritismo, não tanto pelas revelações, como pelas observações. Aplicou a esta ciência, o método experimental, não aceitando teorias preconcebidas, e observava atentamente, comparando e deduzindo-lhe as consequências, dos efeitos procurando elevar-se às causas, pela dedução e encadeamento dos fatos, não admitindo por valiosa uma explicação, senão quando ela podia resolver todas as dificuldades da questão.

Prossegue Allan Kardec: Procedi com os Espíritos como teria feito com os homens; considerei-os, desde o menor até o maior, como elementos de instrução e não como reveladores predestinados. Tais foram as disposições com que empreendi e com que sempre segui os estudos espíritas: observar, comparar e julgar, essa foi a regra invariável que me impus. Foi desta forma que o Codificador, posteriormente adotando o pseudônimo que o caracterizaria como apenas o compilador de tais estudos, pois, segundo ele próprio, jamais seu nome deveria aparecer em detrimento do ensino dos Espíritos Superiores, que analisou as respostas destes últimos - no silêncio da meditação -, coordenou-as, classificou-as, formando a primeira edição de O Livro dos Espíritos, em 18 de abril de 1857.

Foi em 1861 no entanto, que surge O Livro dos Médiuns, contendo, segundo as suas próprias explicações, o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Como podemos verificar, é o próprio Allan Kardec quem preceitua as finalidades da obra, que se tornaria o ABC da fenomenologia paranormal. No entanto, o objetivo do Espiritismo não é circunscrever-se à administração da fenomenologia, ou seja, a Doutrina Espírita não é uma doutrina fenomênica com desdobramentos religiosos. É mais uma vez Kardec quem vem em nosso auxílio, quando define o Espiritismo como sendo, ao mesmo tempo, Ciência experimental e Doutrina Filosófica; como Ciência prática, tem a sua essência nas relações que se podem estabelecer com os Espíritos. Como Filosofia, compreende todas as consequências morais decorrentes dessas relações.

Fica claro que o Codificador desmitificava a relação com o mundo invisível, trazendo-o à luz dos esclarecimentos lógicos e racionais, e elencando os critérios para uma análise crítica, pautada na lógica e na razão que somente o conhecimento profundo de seus objetivos corrobora.
Aos médiuns, fica a recomendação de Kardec: o espírita culto foge do entusiasmo que cega, e observa tudo fria e calmamente: este é um meio de furtar-se a ser joguete de ilusões e mistificações.

Bibliografia: Allan Kardec: O Livro dos Médiuns, O Que é o Espiritismo; Emmanuel/Francisco C.Xavier, Paulo e Estêvão; J.Herculano Pires, Introdução à Filosofia Espírita.

O PODER DA PALAVRA


Encontramos em Provérbios, 6:16-19: “Estas seis coisas o Senhor detesta, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente; o coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal; a testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos.”

Analisando os dizeres bíblicos, vemos que o rigor neles exposto, falava diretamente às mentes ainda incipientes do Bem e do amor ao próximo.Em nossos dias, porém, o Espiritismo já nos facultou a possibilidade de observarmos as nossas imperfeições, quando, ao responder a Kardec sobre o meio prático mais eficaz para se melhorar nesta vida e resistir aos arrastamentos do mal, os Espíritos Superiores nos garantiram que o Conhece-te a ti mesmo, seria a fórmula eficaz. Por outro lado, a preocupação geral nos meios profissionais e até mesmo na mídia, que se retrata na intermediação dos ombudsmen, coloca a questão das relações humanas sob condições de extrema importância até para o desenvolvimento das empresas e de indivíduos.
Mas é na literatura universal, que muitas vezes encontramos exemplos práticos do cotidiano das pessoas. Refiro-me ao drama “Otelo”, de William Shakespeare, autor que, com rara perspicácia, soube, em sua época, traduzir na dramaturgia, os deslizes naturais provenientes das imperfeições humanas.A ação se passa no século XV. Otelo, general mouro do exército de Veneza, volta triunfante para casa, após derrotar os muçulmanos. Um de seus adjuntos, Iago, procura comprometer um rival, Cassio, forjando contra ele a acusação de manter um caso amoroso com Desdemona. Ela é mulher de Otelo. Este, por sua vez, deixa-se corroer pela dúvida, pela depressão obsessiva. A suposta afronta à sua honra precisa ser vingada. E é induzido pela palavra mordaz de Iago, que Otelo arquiteta e executa a morte de sua mulher, com as próprias mãos. Mas, como a verdade sempre vem à tona, Otelo fica sabendo da trama movida por seu lugar-tenente. Muito tarde, porém, para remediar o mal que praticara, instrumentalizado pelos sentimentos de vingança. A técnica utilizada por Iago surtira seu efeito. Agindo com a experiência de quem tem o feeling apurado das fraquezas humanas, o personagem vai incutindo, veladamente, palavras e sentimentos na mente e no coração de Otelo.

Interessante observar-se a mudança gradativa que vai se operando neste último, que, de homem firme e categórico em suas ações e palavras, vai se tornando depressivo, opresso em suas manifestações emotivas, desconfiado, afastando-se do convívio com os amigos, dando oportunidade a que sentimentos malsãos se avolumem em seu íntimo. Como movido por uma força invisível, Iago vai prosseguindo em seu trabalho, sorrateiro, sagaz, personificando a analogia de Aristóteles, que diz que os maldizentes aguçam as suas línguas como a língua das serpentes, pois, à semelhança do órgão animal, que tem duas pontas, sendo fendida ao meio, também a língua daqueles fere e envenena, de uma só vez, o coração daquele com quem está se falando e a reputação daquele sobre quem se conversa.
Uma vez tocado o coração de seu senhor, Iago torna-se hábil no transformar situações simples em cenas de cruel comprometimento para seus participantes. É assim, que um simples diálogo entre Cassio e Desdemona, converte-se em secretas juras de amor; um encontro casual, em compromisso previamente marcado; um objeto caído ao chão, um olhar, um cumprimento, em senhas para encontros furtivos, em paixão mal contida, em ensejos para a realização de algo previamente planejado e obscuro. E Otelo vai sendo enredado nas artimanhas da mente algo diabólica, algo traquinas de Iago.

Semelhantemente, vemos os personagens de Shakespeare extremamente atuais e vivos hoje como ontem, pois o século do escritor, se distanciado no tempo, não o é em termos de crescimento moral para o homem, que ainda se enleia em sentimentos dessa natureza. Os que não conseguem dominar a própria língua, certamente são portadores de conflitos íntimos, nem sempre conscientes; pessoas que vivem esmagadas por sofrimentos, angústias e amarguras que impedem o reconhecimento dos valores existentes na vida dos seus semelhantes.
São de Joanna de Ângelis, sábia perscrutadora da alma humana, as seguintes palavras: “O silêncio que fazem a propósito das tuas boas ações e a forma como divulgam as tuas imperfeições, constituem fenômeno humano compreensível. Os companheiros nem sempre estão dispostos a ajudar no anonimato. Vendo o teu aparente êxito, deixam-se pinçar pelos sentimentos negativos da inveja e do despeito, passando a ignorar-te ou a desconsiderar os teus feitos positivos. Eles nada sabem a respeito dos teus testemunhos e sofrimentos, dissimulados pela dedicação ao bem. Ao invés de serem participantes da tua realização, competem, magoados, sem desejar oferecer o contributo da renúncia e do sacrifício pessoal. Convidados à abnegação e ante as provas normais que lhes chegam, desertam, queixam-se e maldizem, entregando-se ao desânimo e à revolta...
Os excessos, a má conduta, os comportamentos arbitrários, afligem também aqueles que os movimentam ou se lhes submetem. É o sofrimento em decorrência do mal.
Natural, portanto, que sofras, pelo bem, ainda marginalizado, com poucos interessados reais em favor da sua propagação.
Não estranhes, desse modo, a conduta daqueles que combatem o bem em ti, o teu lado bom, através do silêncio bem mantido, como se estivessem em conspiração contínua.
Além disso, trabalhas, sem qualquer dúvida, para o Bem e não é importante que se saiba o quanto fazes, mas que Jesus, que te inspira e conduz, tenha conhecimento.
Segue, pois, em silêncio e sem mágoa, não estranhando a atitude dos beneficiários que te esquecem, nem daqueles que te ignoram.”


Um novo modo de pensar e de agir, na vida de muitas pessoas, está a depender de alguém que tenha palavras impregnadas de amor. No íntimo do indivíduo, existe o desejo de ouvir palavras de acolhimento, de compreensão, de solidariedade e de apoio, em clima de simpatia e de confiança. Nem faltam pessoas que apreciam uma conversação útil e proveitosa.
Daí a necessidade e a importância de se fazer sempre bom uso da palavra. Diz a lenda que uma pessoa foi contar a um guru que havia falado dos outros de um modo irresponsável e superficial e perguntou o que deveria fazer para reparar o seu erro. O guru, muito sábio, respondeu: “Pegue um saco cheio de penas e solte ao vento; depois de alguns dias volte aqui”. A pessoa fez como lhe havia ordenado. Ao cabo de alguns dias, regressou, ansiosa pela resposta do sábio: “Você será capaz de recolher todas as penas que soltou ao vento?” E deixou que ela tirasse as conclusões. Em algumas ocasiões, as palavras são como penas ao vento; em outras, ferem como o veneno da serpente, mas, infelizmente, às vezes acontece como a triste história de Otelo e Desdemona. Gandhi dizia que o amor e a verdade representam duas faces de uma mesma moeda e, que, por meio dessas duas forças, pode-se conquistar o mundo inteiro. É a lógica do pensamento de Jesus do amar ao próximo como a si mesmo. Quem não ama a si próprio, evidentemente não terá conteúdo substancial para concretizar o amor ao próximo. Estamos vivendo momentos graves, em termos de evolução moral na Terra. Esta civilização, que escolheu evoluir pela dor, tem, contudo, toda a condição de reverter a situação. Bastaria que ouvíssemos as recomendações do Mestre da Galiléia, que de tão singelas e simples, foram recusadas e obstadas em sua divulgação. Mas, a Verdade é portadora de uma força de atração tão forte, que fará com que o Homem, tal como no Mito da Caverna de Platão, saia em busca da sua Luz. Então, ela o tornará partícipe de esferas vibracionais nunca dantes imaginadas; pois na Terra, não existem palavras para descrevê-las: por isso elas são transitórias...
Bibliografia: Luz de Esperança, Joanna de Ângelis/Divaldo P.Franco; Othelo, William Shakespeare.

EFE Filosofia Espírita

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