FILOSOFANDO O COTIDIANO

O autor define com mestria o significado da FILOSOFIA ESPÍRITA vigente no atual estágio evolutivo em que nos encontramos.
Acompanhe conosco esse processo de encontros e desafios, que definem o Ser em busca de si mesmo através de ações que convergem a favor da paz e da Harmonia.

Educar para o pensar espírita é educar o ser para dimensões conscienciais superiores. Esta educação para o Espírito implica em atualizar as próprias potencialidades, desenvolvendo e ampliando o seu horizonte intelecto-moral em contínua ligação com os Espíritos Superiores que conduzem os destinos humanos.(STS)

Base Estrutural do ©PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS (EFE, 2001): Consulte o rodapé deste Blog.

29 de março de 2013

VOCÊ CONHECE A HISTÓRIA DA PÁSCOA?


JESUS, SEGUNDO PAULO DE TARSO, TROUXE UMA MENSAGEM UNIVERSAL; JAMAIS PODERIA FICAR RESTRITA A UMA SÓ CULTURA, UM SÓ PAÍS, UMA SÓ COMUNIDADE, JAMAIS PODERIA FICAR CIRCUNSCRITA A UMA SÓ REGIÃO.

JESUS É POR TODOS, É DE TODOS, AMA-NOS INCONDICIONALMENTE.

JESUS, MESTRE  AMADO, RECEBA DE NÓS, TEUS IRMÃOS E IRMÃS  QUE AINDA NÃO TE COMPREENDEMOS OS CAMINHOS, A MENSAGEM, A VIDA, OS CONSTANTES CONVITES À NOSSA RENOVAÇÃO,  O NOSSO IMENSO AMOR, A NOSSA IMENSA GRATIDÃO;

QUE NESTA CELEBRAÇÃO DA SUA VOLTA DAS SOMBRAS DA MORTE, POSSAMOS COMPREENDER  A  GRANDIOSIDADE DE TEU SACRIFÍCIO, DE TUA DOAÇÃO, DE TEU AMOR POR TODOS.

(ALGUNS CONCEITOS EMITIDOS PELO VIDEO CORRESPONDEM À VISÃO RELIGIOSA PROTESTANTE)

7 de março de 2013

AS MULHERES NA FILOSOFIA E NA FILOSOFIA ESPÍRITA


(Marjorie Estiano, em bela performance de Laura, em Lado a Lado)


Estaremos lançando, em Março, Mês Especial da Mulher, a coluna As Mulheres na Filosofia e na Filosofia Espírita, no Portal CEFE-Centro de Estudos Filosóficos Espíritas www.filosofiaespirita.org onde, a cada período, falaremos sobre a Conspiração do Silêncio que envolveu e envolve o trabalho intelectual de todas as pensadoras que o mundo conheceu ou de quem nunca sequer ouviu falar – também incluiremos as médiuns e sensitivas que pontilharam de luzes a nossa existência.
E por que não enaltecer as mulheres de hoje, pensadoras, intelectuais, e ao mesmo tempo profissionais, mães, filhas, irmãs, sobrinhas? E por que não incluir as que lutam pelos Direitos Humanospela preservação da Natureza, pela caridade e pelo Amor ; falaremos sobre e pelas Dorothys Steng, Teresas de Calcutá, Hipácias de Alexandria, Aspásias de Mileto, Marias de Magdala, Marias Montessori, pelas Tessas ( mulher metáfora em O Jardineiro Fiel) e sobre muitas, muitas outras.
Aguardem !!

12 de fevereiro de 2013

CARNAVAL OU MOZART? (UM DIÁLOGO ATEMPORAL)


Um dia conversávamos com um Maestro e com uma Pianista. E a nossa conversa girava em torno de, claro, música. Foi quando o Maestro, desviando o assunto, exclamou: Mas, e o carnaval? Onde fica a cultura nesses dias onde tudo é permitido? Quando as mulheres esquecem o pudor e os homens, ah, estes nem se fala!..

O prezado leitor já deve ter percebido que o querido Maestro pertencia à geração dos antigos. Prosseguiu ele: Eu me lembro de quando era criança, apreciava as brincadeiras, os carros que saíam às ruas em desfile. Meu tio-avô era um dos aficcionados da festa de Momo. Ele reunia seus amigos, e todos saíam em seus automóveis, portando máscaras e lança-perfumes - a máscara, para que ninguém os reconhecesse e o lança-perfumes, para que, embriagados no doce aroma, pudessem permitir-se ao divertimento, sem qualquer constrangimento.

E assim era durante os quatro dias. Na quarta-feira - ah,a contradição -, iam todos em fila à Catedral da Sé, vestirem-se de cinzas, pedirem perdão dos excessos cometidos, das homéricas bebedeiras, dos beijos roubados, das palavras mal-ditas, das noites boêmias mal-dormidas. Ah, a consciência !

Ao que a Pianista acrescentou - e as músicas, então? Simples jogos de palavras soltas, sem qualquer pretensão de aculturamento, mas, ao contrário, desprestigiando a cultura brasileira. Veja só Noel Rosa! Veja Pixinguinha! O que Villa-Lobos diria?

E eu, ouvia e meditava. Será que eles tinham ouvido falar de Tom Jobim? De Ari Barroso e do "Aquarela do Brasil"? De Chico Buarque e de suas músicas contra a Revolução de 64, que trouxe a ditadura ao Brasil? De Toquinho e Vinícius? Foi quando deu entrada à sala, o Escritor: Bem, querido Maestro e prezada Pianista, onde fica Lobato nesta história? Sem falar dos universais Castro Alves, Alencar, Victor Hugo, Alexandre Dumas, e Charles Dickens? E Shakespeare? E o nosso Machado? Falando em Universais, disse o Maestro, falemos de Mozart! E bateu palmas, feliz.

Quando ele disse - Mozart - meu coração quedou-se, como num staccato de uma grande sinfonia. E num momento atemporal, onde não existe espaço, nem dimensões como as conhecemos, mas um grande Silêncio, ali, à minha frente, num maravilhoso foco resplandecente de cores e luzes, surgiram como num mosaico em movimento, todos os grandes compositores, pensadores, instrumentistas e virtuoses, poetas, pintores, escultores, educadores, estetas, num portentoso concerto em homenagem à ela, a Arte. E seja por inspiração do grande compositor, ou porque o momento era propício, a sala transformou-se, feéricamente iluminada por lustres invisíveis como de cristal, aumentando suas dimensões, atingindo as esferas celestes, transfigurando os nossos personagens, mudando o teor e o colorido das conversações.

E o Escritor, inspirado, disse: O objetivo essencial da Arte, é a busca e a realização do Belo; é, ao mesmo tempo, a busca de Deus, uma vez que Deus é a fonte primeira e a realização perfeita do Bem e do Belo.

Ao que o Maestro retrucou: Mas quanto mais a inteligência se purifica, se aperfeiçoa e se eleva, mais se impregna da idéia do Belo!

Disse a Pianista: Sim, o objetivo essencial da evolução será, portanto, a busca e a conquista da beleza (em sua essência, sem atavismos e aparências), a fim de realizá-la no ser e em suas obras. Tal é a regra da alma em sua ascensão infinita.

Na Terra, completou o Escritor, nem todos os artistas inspiram-se nesse ideal superior. A maior parte limita-se a imitar o que chamam "a natureza", sem se aperceberem de que esta não é senão um dos aspectos da obra divina. Porém, no espaço, continuou a Pianista, a arte se reveste, ao mesmo tempo, das mais sutis e mais grandiosas formas, e ilumina-se com um reflexo divino.

E o Maestro: meus caros, nada se iguala à Música. Vejam uma “Meditação de Thaís” de Jules Massenet! Quanta grandiosidade, quanta leveza!

E eu, pobre mortal, pensei, mas, e Mozart, e o carnaval?

Continuou o Maestro, lembramos aqui que todo Espírito que emana de Deus não apenas possui uma centelha da inteligência divina, como, ainda, goza de uma parcela do poder criador, poder que ele é chamado a manifestar cada vez mais no decorrer de sua evolução, tanto em suas encarnações planetárias quanto na vida no espaço.

Na Terra, sob o véu da carne, essa inteligência e esse poder ficam diminuídos; e contudo é maravilhoso constatar até que ponto o talento do homem pôde subjugar as forças brutais da matéria, vencer a sua resistência, sua hostilidade, submetê-las às suas necessidades e até mesmo às suas fantasias!

Tornei a pensar, neste caso, Beethoven, Brahms, Bach, Carlos Gomes, Dvorak, Tchaikowsky e outros, seriam exemplos disto?

Certamente, respondeu o Escritor. Mas eu apenas pensei! E ele respondeu-me!

Sim, querida menina, o pensamento cria formas, sons, em um grau mais elevado, por exemplo nas materializações de Espíritos, a vontade destes cria formas, rostos, vestimentas, atributos semelhantes aos que eles possuíam na Terra e que nos permitem reconhecê-los, identificá-los. A vontade lhes dá a consistência necessária para tocar os sentidos dos observadores. Os Espíritos Mozart (até que enfim, pensei novamente), Victorien Sardou e outros erigiram para si palácios ornados de plantas e de flores.

Prosseguiu o Maestro, inspirado pela citação do nome de Mozart: O papel essencial da Arte é expressar a vida com todo o seu poder, sua graça e sua beleza. A Arte se eleva e progride em todos os graus da escala da vida realizando formas cada vez mais nobres e perfeitas, que se aproximam da fonte divina de eterna beleza.



E qual não foi o meu espanto, quando deu entrada à sala, nada mais nada menos que o Filósofo, que, aproximando-se, sorridente, exclamou: A música é uma lei moral. Dá alma ao universo, asas ao pensamento, saída à imaginação, encanto à tristeza, alegria e vida a todas as coisas. Ela é a essência da ordem e eleva em direção a tudo o que é bom, justo e belo, e do qual ela é a forma invisível, mas, no entanto, deslumbrante, apaixonada, eterna.

Prosseguiu nosso Filósofo: O infinito das idéias, dos quadros, das imagens, é como um desafio aos limitados recursos do vocabulário terrestre. Com efeito, como encerrar em palavras, como resumir em palavras todo o esplendor das obras que se desenvolvem nas profundezas dos céus estrelados?

E voltou os olhos ao Educador (que, esqueci-me de citar, quedara em silêncio todo esse tempo). Ao contrário do que se imagina, começou a dizer, todos podemos acessar o Belo, pois ele é lei soberana, objetivo supremo do universo. Todos os problemas do ser e do destino resumem-se em poucas palavras. Cada vida deve ser a construção, a realização do belo, o cumprimento da lei.

Neste instante, todos (eu inclusive), silenciamos a palavra e o pensamento. Não mais nos preocupávamos com as manifestações próximas do carnaval que, se no passado trazia a imagem de uma alegria fortuita e permitida (não seria permissiva?), hoje, enlouquecia os Espíritos, na afanosa tarefa de os fazer voltar as manifestações instintivas de satisfações efêmeras, desequilibrantes, minimizando, senão anulando as capacidades evolutivas em ascensão.

Lembrei-me de Emmanuel: Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças das trevas nos corações e às vezes toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.

A triste festa iria começar em breve. Resquícios de costumes perdidos na Antiguidade de nossa cultura ocidental, pensei, que alegria é esta que se manifesta e exige bebidas, gritos, fantasias, carros alegóricos e desregramentos para se manifestar? E o mais grave: Por quê, se estamos num mundo grande parte cristão? Mas, de pronto, lembrei-me das palavras da personagem Magda, do livro Madalena, A Conversão do Mundo: é o fermento levedando a farinha. Lembremos a parábola de Jesus. Uma medida de fermento faz levedar a massa de farinha, mas para isso tem de misturar-se com ela. O processo de fermentação é lento e apresenta várias fases. O Evangelho está no mundo e vem levedando a sua massa há quase dois mil anos. A massa cresce, mas nova farinha lhe é adicionada a cada geração. A farinha do mundo está num saco invisível, e esse saco tem as dimensões do infinito. E esse pouco mais é o acréscimo da dimensão cristã à consciência humana. O Evangelho é esse acréscimo, uma pequena medida de fermento a levedar a massa do mundo. Nosso conhecimento possível é também uma medida de fermento e precisamos cuidar que ela não se perca, não se deteriore.

Voltei os olhos ao Maestro, à Pianista, ao Escritor, ao Filósofo, ao Educador. Ainda teríamos um bom tempo antes que a humanidade em nós cedesse lugar à Espiritualidade - mas, nesse ínterim, teríamos que passar por uma extensa trajetória de aprendizado e conscientização. Lembrei-me ainda das equipes espirituais no trabalho constante de aprimoramento da ética e da moral, através de seus dignos representantes na Terra e no Espaço. Com Sócrates, a estimular o Ser à busca de si mesmo, no auto-questionamento, na perquirição filosófica constante. E a partir dele, seguiram-se na linha do tempo as figuras dos Grandes Imortais em todos os ramos da Cultura, da Arte, das Ciências Exatas, da Filosofia, da Educação, das Religiões. Foi quando todos eles me disseram: O Espírito humano não pode se elevar até as supremas alturas da Arte cuja fonte é Deus, mas ele pode, ao menos elevar a elas as suas aspirações.
E como transformar as nossas aspirações em anseios de ascensão? Ou seja, qual o caminho a seguir para alcançar uma visão de vida menos materialista, menos embrutecida, menos niilista, menos imediatista, menos omissa?

E eles, sorrindo diante de minhas dúvidas, disseram: Toda ascensão da vida à perfeição eterna, todo esplendor das leis universais, resumem-se em três palavras: Beleza, Sabedoria, e Amor. E acrescentou o Filósofo: Quando nós, seres humanos, encontrarmos dentro de nós mesmos e no outro a projeção Divina do Bem e do Belo, saberemos exteriorizar de forma mais adequada a nossa bagagem interna. Até lá, lutaremos pelo entendimento, pela compreensão; em suma, pelo próprio livre-arbítrio, em seu verdadeiro sentido de condutor e libertador da nossa própria ignorância, o que nos torna, por ora, diante da Existência, ovelhas perdidas e desgarradas do aprisco do Pai, nesta belíssima metáfora de Jesus, que nos tornou parte da Criação Universal sob a Sua Égide. Então, veremos uma nova Renascença na Terra, desta feita, como resposta aos anseios de Espiritualidade dos Seres Humanos, erguidos à sua verdadeira Humanidade.

Silenciei, pois não havia mais nada a dizer.

(Sonia Theodoro da Silva)

(Diálogo virtual, com excertos das palavras de Léon Denis na obra O Espiritismo na Arte); Bibliografia: Madalena, A conversão do mundo, de José Herculano Pires.

PUBLICADO: Revista Internacional de Espiritismo, Ano 89, No.03, Abril 2004, Ano Comemorativo aos 200 Anos de Nascimento de ALLAN KARDEC;
PUBLICADO: Espaço da Autora na Página Colunistas site FEAL: http://www.feal.com.br/artigo.php?car_id=14&col_id=22&t=Carnaval-ou-mozart---um-dialogo-atemporal.

27 de janeiro de 2013

A GRANDE EDUCADORA (Balada aos que sofrem)


Autor Léon Denis / Médium Yvone A. Pereira

Chama-se Dor.

Revela-se na desventura do amante, na desolação da orfandade, na angústia da miséria, no alquebramento da saúde, no esquife do ser querido que se foi deixando atrás de si a lágrima e o luto, no opróbrio da desonra, na humilhação do cárcere, no aviltamento dos prostíbulos, na tragédia dos cadafalsos, na insatisfação dos ideais, na tortura das impossibilidades – no acervo das desilusões contra que se confunde e se decepciona o coração da Humanidade.

Não obstante, a Dor é a grande amiga a zelar pela espécie humana, junto dela exercendo missão elevada e santa.

Estendendo sobre as criaturas suas asas, úmidas sempre do orvalho regenerador das lágrimas, a Dor corrige, educa, aperfeiçoa, exalta, redime e glorifica o sentimento humano a cada vibração que lhe extrai através do sofrimento.

O diamante escravizado em sua ganga sofre inimagináveis dilacerações sob o buril do lapidário até poder ostentar toda a real pureza do grande valor que encerra. Assim também será a nossa alma, que precisará provar o amargor das desventuras para se recobrir dos esplendores das virtudes imortais cujos germens o Sempiterno lhe decalcou no ser desde os longínquos dias do seu princípio!

A alma humana é o diamante raro que a Natureza – Deus – criou para, por si mesmo, aperfeiçoar-se no desdobrar dos milênios, até atingir a plenitude do inimaginável valor que representa, como imagem e semelhança dAquele mesmo Foco que a concebeu. Mas o diamante – Homem – acha-se envolvido das brutezas das paixões inferiores. É um diamante bruto! Chega o dia, porém, em que os germes da imortalidade, nele decalcados, se revolucionam nos refolhos da sua consciência, nele palpitando, então, as ânsias por aquela perfeição que o aguarda, num destino glorificador: - Foi criado para as belezas do Espírito e vê-se bruto o inferior! Destinado a fulgir nos mostruários de esferas redimidas, reconhece-se imperfeito e tardo nas sombras da matéria! Sonha com a sublimização das alegrias em pátrias divinais, onde suas ânsias pelo ideal serão plenamente saciadas, mas se confessa verme, porquanto não aprendeu ainda sequer a dominar os instintos primitivos!

Então o diamante – Homem – inicia, por sua vontade própria, a trajetória indispensável do aperfeiçoamento dos valores que consigo traz em estado ignorado, e entra a sacudir de si a crosta das paixões que o entravam e entenebrecem.

E essa marcha para o Melhor, essa trajetória para o Alto denomina-se Evolução!

A luta, então, apresenta-se rude! É dolorosa, e lenta, e fatigante, e terrível! Dele requer todas as reservas de energias morais, físicas e mentais. Dilacera-lhe o coração, tortura-lhe a alma, e o martirológico, quase sempre, segue com ele, rondando-lhe os passos!

Mas seu destino é imortal, e ele prossegue!

E prosseguindo, vence!...

Então, já não é o bruto de antanho...

O diamante tornou-se jóia preciosa e refulge agora, pleno de méritos e satisfações eternas, nos grandes mostruários da Espiritualidade – esferas de luz que bordam o infinito do Eterno Artista, que é Deus!

A Dor, pois, é para o Espírito humano o que o Sol é para as trevas da noite tempestuosa: - Ressurreição! Porque, se este aclara os horizontes da Terra, levantando com seu brilho majestoso o esplendor da Natureza, aquela desenvolve em nosso ego os magnificentes dons que nele jaziam ignorados: - fecunda a inteligência, depurando o sentimento sob as lições da experiência, educando o caráter, dignificando, elevando, num progredir constante, todo o ser daquele em quem se faz vibrar, tal como o Sol, que vivifica e benfaz as regiões em que se mostra.

A Dor é o Sol da Alma...

A criatura que ainda não sofreu convenientemente carrega em si como que a aridez que desola os pólos glaciais e, como estes, é inacessível às elevadas manifestações do Bem, isto é, às qualidades redentoras que a Dor produz. Nada possuirá para oferecer aos que se lhe aproximam pelos caminhos da existência senão a indiferença que em seu ser se alastra, pois que é na desventura que se aprende a comungar com o Bem, e não pode saber senti-lo quem não teve ainda as fibras da alma tangidas pela inspiração da Dor!

O orgulho e o egoísmo, cancerosas chagas que corrompem as belas tendências do Espírito para os surtos evolutivos que o levarão a redimir-se; as vaidades perturbadoras do senso, as ambições desmedidas, funestas, que não raro arrastam o homem a irremediáveis, precipitosas situações; as torpes paixões que tudo arrebatam e tudo ferem e tudo esmagam na sua voragem avassaladora que infestam a alma humana, inferiorizando-a ao nível da brutalidade, e os quais a Dor, ferindo, cerceia, para implantar depois os fachos imortais de virtudes tais como a humildade, a fé, o desinteresse, a tolerância, a paciência, a prudência, a discrição, o senso do dever e da justiça, os dons do amor e da fraternidade e até os impulsos da abnegação e do sacrifício pelo bem alheio – remanescentes daquelas mesmas sublimes virtudes que de Jesus Nazareno fizeram o mensageiro do Eterno!

Ela, a Dor, é o maior agente do Sempiterno na obra gigantesca da regeneração humana! É a retorta de onde o Sentimento sairá purificado dos vírus maléficos que o infelicitam! Quanto maior o seu jugo, mais benefícios concederá ao nosso ego – tal como o diamante, que mais cintila, alindado, quanto maior for o número dos golpes que lhe talharem as facetas! É a incorruptível amiga e protetora da espécie humana:- zelando pela sua elevação espiritual, inspirando nobres e fraternas virtudes! Ela é quem, no Além-Túmulo, nos leva a meditar, através da experiência, produzindo em nosso ser a ciência de nós mesmos, o critério indispensável para as conquistas do futuro, de que hauriremos reabilitação para a consciência conturbada. É quem, a par do Amor, impele as criaturas à comiseração pelos demais sofredores, e a comiseração é o sentimento que arrasta à Beneficiência. E é ainda ela mesma que nos enternece o coração, fazendo-nos avaliar pelo nosso o infortúnio alheio, predispondo-nos aos rasgos de proteção e bondade; e proteger os infelizes é amar o próximo, enquanto que amar o próximo é amar a Deus, pautando-se pela suprema lei recomendada no Decálogo e exemplificada pelo Divino Mestre!

Por isso mesmo, o coração que sofre não é desgraçado, mas sim venturoso, porque renasce para as auroras da Perfeição, marcha para o destino glorioso, para a comunhão com o Criador Onipotente! Prisioneiro do atraso, o homem somente se desespera sob os embates da Dor porque não a pode compreender ainda. Ela, porém, é magnânima e não maléfica. Não é desventura, é necessidade. Não é desgraça, é progresso. Não é castigo, é lição. Não é aniquilamento, é experiência. Nem é martírio, mas prelúdio de redenção! Notai que – depois do sacrifício na Cruz do Calvário foi que Jesus se aureolou da glória que converterá os séculos:

- “Quando eu for suspenso, atrairei todos a mim”. – Ele próprio o confirmou, falando a seus discípulos.

Sob o seu ferrete é que nos voltamos para aquele misericordioso Pai que é o nosso último e seguro refúgio, a nossa consolação suprema!

As ilusões passageiras da Terra, os prazeres e as alegrias levianas que infestam o mundo, aviltando o sentimento de cada um, nunca fizeram de seus idólatras almas aclaradas pelas chamas do amor a Deus. É que – para levantar na aridez das nossas almas a pira redentora da Fé só há um elemento capaz, e esse elemento é a Dor! Ela, e só ela, é bastante poderosa para reconciliar os homens – filhos pródigos – com o seu Criador e Pai!

Seu concurso é, portanto, indispensável para nos aperfeiçoar o caráter, e inestimável é o seu valor educativo. Serena, vigilante, nobre heróica – ela é o infalível corretivo às ignomínias do coração humano!

Nada há mais belo e respeitável do que uma alma que se conservou serena e comedida em face do infortúnio. Palpita nessa alma a epopéia de todas as vitórias! Responde por um atestado de redenção! Seu triunfo, conquanto ignorado pelo mundo, repercutiu nas regiões felizes do Invisível, onde o comemoraram os santos, os mártires de todos os tempos, os gênios da sabedoria e do bem, almas redimidas e amigas que ali habitam, as quais, como todos os homens que viveram e vivem sobre a Terra, também conheceram as correções da Dor, ela é a lei que aciona a Humanidade nos caminhos para o Melhor até a Perfeição!

Ó almas que sofreis! Enxugai o vosso pranto, calai o vosso desespero! Amai antes a vossa Dor e dela fazei o trono da vossa Imortalidade, pois que, ao findar dessa trajatória de lágrimas a que as existências vos obrigam – é a glorificação eterna que recebereie por prêmio!

Salve, ó Dor bendita, nobre e fiel educadora do coração humano!

E glória ao Espiritismo, que nos veio demonstrar a redenção das almas através da Dor!

LÉON DENIS

VISUALIZE O TEXTO "TRISTES EVENTOS", em http://filosofiaespiritaencantamentoecaminho.blogspot.com

10 de janeiro de 2013

ESTAREMOS NÓS, OS ESPÍRITAS, NOS OMITINDO?


Poderíamos elencar uma série de questões e desafios que o nosso país atravessa nos dias atuais. Talvez, neste espaço, não coubesse a quantidade imensa de desafios nos quais o espírita poderia ser chamado a colaborar com todo o Conhecimento de que é portador, mas vamos apenas citar a Lei de Causa e Efeito, que traz às nossas mãos – a cada instante, a cada dia, a cada reencarnação – os resultados de nossas ações para o bem ou para a obscuridade.

Bastaria que olhássemos a vida como ela se apresenta hoje, para atestarmos, para comprovarmos os efeitos de nossas ações do passado; ao abrirmos um livro de História os fatos lá contidos demonstram a natureza humana em seus momentos de realizações, mas também de desvarios trazendo-nos, nos dias atuais, os frutos dessas semeaduras.

Vamos enfocar os grandes temas de nossa pátria – o Brasil enfrenta profundas crises morais; acrescente-se a isto o fato de que as populações das grandes cidades não conseguem livrar-se do tráfico de drogas e das suas consequências; o país, através de seus poderes, aprova leis que visam a exploração desenfreada da Amazonia e sua consequente e paulatina ocupação desmedida – então vamos ficando por aqui e dar relevância a este último, com enfoque ao problema de Belo Monte – convidamos os leitores a assistirem ao vídeo que postamos neste blog do Projeto Estudos Filosóficos Espíritas, e que fala por si.

Em 2011 lançamos a Campanha “Descriminalizar ou educar” através destes blogs, do site da Fundação Espírita André Luiz (http://www.feal.com.br/artigo.php?car_id=59&col_id=22&t=DESCRIMINALIZAR--OU-EDUCAR-?-), bem como de parte da imprensa espírita, onde expusemos as ideias de vários de nossos pesquisadores envolvidos com o Projeto Estudos Filosóficos Espíritas, e contrários à aprovação da legislação que pretende liberar o uso das drogas entrorpecentes, pois entendemos que seria o caminho mais curto para termos uma população de zumbis (veja-se os exemplos da Holanda e da Suécia).

Em 2012 lançamos a Campanha Contra a Descriminalização do Aborto, em iguais veículos (http://www.feal.com.br/artigo.php?car_id=67&col_id=22&t=A-DESCRIMINALIZACAO-DO-ABORTO-ANENCEFALICO-), pois entendemos que este ato traria terríveis consequências morais e espirituais para todos os envolvidos, e para a coletividade.

E voltamos a perguntar - estaremos nós, os espíritas, alheios a tudo isto? Nosso papel neste momento, tão proclamado como sendo de transição, é de agir, é de encaminharmos a população ao conhecimento racional dos princípios espíritas, de forma aberta e claramente, colocando-os não como ameaça para um “futuro tenebroso” caso não sejam assimilados, mas como elucidadores de que causa gerada com plena consciência de seus efeitos acarreta colheita efetiva de sofrimento(s) futuro(s).

É o momento de descentralizarmos e desinstitucionalizarmos o Espiritismo, para que ele possa ser acessado por todos. É o momento de orientar e de indicar caminhos; é ainda, o momento de ocupar-se os espaços da mídia com abordagens consistentes e falar-se de assuntos relevantes sob a visão dos princípios espíritas.

É o momento de assumirmos a simplicidade de Jesus de Nazaré, que curava almas e ensinava a caminhar; é o momento de alicerçar o Conhecimento Espírita em suas bases filosófico-científicas com as pesquisas atuais embasadas em critérios de rigor científico e sequentes às dos pesquisadores pioneiros, e dizer abertamente e sem temor: somos Espíritos imortais sim, somos responsáveis por tudo o que fizermos ou deixarmos de fazer, sim, e com todas as consequências geradas pelas nossas ações, inclusive o nosso alheamento.

É o momento de educarmos nossos filhos, netos e sobrinhos, crianças e jovens, com base na Educação Espírita, para que assumam a sua identidade de Espíritos reencarnantes, sob a orientação segura de uma Doutrina que soma aprimoramento intelectual e sentimentos confraternos.

Emmanuel disse em algum lugar, que não estávamos reencarnados em férias – e que no momento em que mais intensamente precisaríamos lutar com empenho e amor, poderíamos ser distraídos pelos avanços da tecnologia e pelo progresso que nos traria fartura e conforto.

Estaríamos nesse momento? Acredito – minha opinião – que sim. Muito já poderíamos ter feito – da mesma forma como os pioneiros do Bem fizeram - serenamente, mas corajosa e efetivamente.
Certamente que o leme deste barco está nas mãos de Jesus – porém, não esqueçamos que mesmo Ele não prescinde de marinheiros responsáveis para conduzi-lo.

Sonia Theodoro da Silva
www.filosofiaespirita.org

O Espiritismo na TV aberta


Na data de hoje assistimos a mais um debate num canal de TV entre representantes de religiões com a presença de um espírita. Os assuntos abordados giraram em torno do tema “paranormalidade”, e cada representante deu o seu parecer acerca do que a sua religião preconizava a respeito. Sem dúvida que o representante espírita abordou o tema de forma a canalizá-lo para as comprovações de ordem científica a partir dos estudos de Allan Kardec. E não poderia ser de outra forma; contudo, este foco, que deve ser melhor tratado e enfatizado em qualquer entrevista onde o Espiritismo seja convidado a participar, acabou por ser desviado para as questões de ordem religiosa dogmática. Parece-me – e aqui exprimo a minha opinião – que este terreno ainda está extremamente verde; seria como esbarrar num muro intransponível, onde os religiosos se enclausuram quando não querem responder às mais simples questões. E mais uma vez Jesus vaio à tona como a 2ª. pessoa da trindade católica e protestante, como alternativa de argumentação.

Os participantes se dividiram, com o umbandista aliando-se ao protestante contra o espírita, que tentava explicar racionalmente os ensinos de Jesus e a sua vida; a sua citação de uma passagem do livro “Ciência Espírita” do pensador espírita José Herculano Pires para embasar o seu discurso, acabou por ser depreciada e relegada ao plano das improváveis e "pseudo-verdades espíritas".

O enfoque do umbandista pendeu para o que ele chamou de “arrogância de médiuns” que se utilizam da ingenuidade do público para enriquecerem e se encastelarem em pedestais de poder, ao que o protestante aproveitou para citar a famosa passagem do Deuteronômio onde Moisés proibia as comunicações com os espíritos (sem dúvida que em sua época de manifestações medianímicas primitivas Moisés não poderia ter agido de outra forma).

E assim progrediu a entrevista, como um colar de pérolas que perde o fio que as sustenta, na pessoa de uma entrevistadora que não conseguiu manter o bom nível das discussões.

O programa não apresentou nada de novo, nada acrescentou aos telespectadores que, mais uma vez, ficaram sem as necessárias e prementes explicações às magnas questões da vida humana em conflito, e que somente o Espiritismo pode elucidar. Não estamos colocando a Doutrina Espírita por sobre qualquer tradição religiosa apenas lembraríamos de que princípios de fé não são discutíveis pois fazem parte do inconsciente coletivo como verdade indiscutível, portanto como dogmas de fé.

O Espiritismo é constituído de princípios de razão, universais, e que compõem as Leis Divinas - aqui estão as Palavras de Deus - perfeitamente acessíveis através do estudo, da pesquisa, da meditação consciente.

O desfecho demonstrou, mais uma vez, a ausência de interesse geral nas pesquisas científicas que hoje muitos espíritas no Brasil e no exterior fazem, comprovando os princípios espíritas ensinados pelos Espíritos Superiores e profundamente estudados por Kardec e seus continuadores: a existência da vida após a morte, a pluralidade das existências, a comunicabilidade dos Espíritos, a lei de causa e efeito; as pesquisas dos hoje sistematicamente ignorados William Crookes, Ernesto Bozzano, Hernani Guimarães Andrade, ignorados até pelos próprios brasileiros, a mediunidade formidável de um Carmine Mirabelli, filho de imigrantes italianos e morador da Zona Norte de São Paulo, no bairro de Santana, de um Peixotinho, de uma Ana Prado, de uma Elisabeth d'Espérance, de uma Florence Cook, de muitos outros que compõem a história da paranormalidade mundial e que foram estudados por brasileiros espíritas, conscientes da magnitude de significados que esses médiuns traziam consigo. Poderíamos citar centenas de médiuns e pesquisadores sérios que atestaram os princípios espíritas como princípios de Verdade.

Ou seja, mais uma vez o público perdeu a oportunidade de saber porque é refém de uma época onde a violência e a falta de respeito à vida se manifestam, porque sofremos, porque trabalhamos, porque vivemos e afinal, para onde estamos caminhando; o pior cativeiro ainda é a ignorância de sabermo-nos Espíritos reencarnantes com deveres, obrigações, compromissos, e realizações efetivas e consistentes que aguardam as nossas iniciativas.

O encerramento do programa culminou com cada participante divulgando a sua própria instituição, como palavras finais. E mais uma vez o Espiritismo não pode firmar-se com a coragem que lhe é característica, na demonstração de todos esses fatos – hoje sobejamente comprovados cientificamente, porém ainda relegados a segundo plano, ou o que é pior - relegados a material pertencente ao ocultismo, ao sobrenatural, à demoniologia. Lamentável.

Sonia Theodoro da Silva
www.filosofiaespirita.org

27 de dezembro de 2012


TEMPO Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão pra qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente... Para você, Desejo o sonho realizado. O amor esperado. A esperança renovada. Para você, Desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir. Todas as músicas que puder emocionar. Para você neste Ano Novo, Desejo que os amigos sejam mais cúmplices, Que sua família seja mais unida, Que sua vida seja mais bem vivida, Gostaria de lhe desejar tantas coisas, Mas nada seria suficiente... Então ,desejo apenas que você tenha muitos desejos, Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto ao rumo da sua Felicidade!!! Carlos Drummond de Andrade Que Deus abençoe os dias que virão, que sejam plenos de Paz e prósperos de Esperança e de Realizações Sonia Theodoro da Silva

17 de dezembro de 2012

O Guardador de Rebanhos (Fernando Pessoa)


FELIZ NATAL !!!
SÃO OS VOTOS DE TODA A EQUIPE DO PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS!

VISITE O NOVO PORTAL DE ESTUDOS CEFE-CENTRO DE ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS
WWW.FILOSOFIAESPIRITA.ORG


(...) Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural,
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é porque ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre,
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.

A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E a outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é o de saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.
(...) 
Depois eu conto-lhe histórias das cousas só dos homens
E ele sorri, porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos-mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade

Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do sol
A variar os montes e os vales,
E a fazer doer aos olhos os muros caiados.
Depois ele adormece e eu deito-o
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.

Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos,
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate as palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.
...................................
Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu no colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.
.......................................
Esta é a história do meu Menino Jesus,
Por que razão que se perceba
Não há de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?
08-03-1914

3 de dezembro de 2012

CEFE: NOVO PORTAL DE ESTUDOS ESPÍRITAS www.filosofiaespirita.org



CONFORME ANUNCIAMOS, O PORTAL DE ESTUDOS ESPÍRITAS CEFE-CENTRO DE ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS JÁ ESTÁ ON LINE!!
CRIADO EM 03 DE OUTUBRO DE 2012, ELE TEM OS SEUS OBJETIVOS FIXADOS EM SEU PROJETO (MENU INSTITUCIONAL: O PROJETO).

NESTE PORTAL ENCONTRAREMOS OS MÓDULOS DE ESTUDO E PESQUISA EM FILOSOFIA ESPÍRITA, O VER-VISÃO ESPÍRITA DA RELIGIOSIDADE E FILOSOFIA ESPÍRITA E MEDIUNIDADE, ACRESCIDOS DE DOCUMENTÁRIOS, INDICAÇÕES DE FILMES, PALESTRAS, AULAS ESPECIAIS GRAVADAS, DOWNLOADS DE LIVROS ESPÍRITAS, 07 BLOGS DO PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS COM MAIS DE 70.000 ACESSOS, E O CEFE NO EXTERIOR.

NO FUTURO TEREMOS MUITO MAIS - ESTE É UM PORTAL QUE TAMBÉM TEM A PARTICIPAÇÃO DOS ESTUDIOSOS DOS GRUPOS DE ESTUDO EM FILOSOFIA ESPÍRITA E DO VER: SUA DEDICAÇÃO AO ESTUDO E PESQUISA E A ATENÇÃO QUE TÊM DEMONSTRADO À FILOSOFIA ESPÍRITA E À ABORDAGEM DO VER DEMONSTRAM O SEU TOTAL ENGAJAMENTO À PROPOSTA DO ESPÍRITO DA VERDADE, A DO ENOBRECIMENTO DO ESPÍRITO ATRAVÉS DO ESPIRITISMO COMPILADO POR ALLAN KARDEC.

NESTE GRAVE MOMENTO DE NOSSA EVOLUÇÃO, TODAS AS INICIATIVAS QUE POSTULEM A BOA E CORRETA DIVULGAÇÃO E INCENTIVEM AO PLENO ENGAJAMENTO À CAUSA DE JESUS DE NAZARÉ REVISITADA PELA DOUTRINA ESPÍRITA SÃO VÁLIDAS:

"SE VOS DIZEIS ESPÍRITAS, SEDE-O DE FATO" (PAULO APÓSTOLO, LYON, 1861 - ESE, CAP. X, IT.14):

http://www.filosofiaespirita.org

PORTANTO, ESTÃO TODOS CONVIDADOS A PARTICIPAREM DESTA CAUSA: ESTUDO APROFUNDADO, PESQUISA, INTERATIVIDADE, DIVULGAÇÃO, ENGAJAMENTO PLENO.
FRATERNALMENTE,
EQUIPE CEFE-CENTRO DE ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS

OS SETE BLOGS DO PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS CONTINUARÃO A SER UTILIZADOS - TAMBÉM PODEM SER ABERTOS ATRAVÉS DO SITE www.filosofiaespirita.org.

12 de novembro de 2012

A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO, DA PESQUISA, DA REFLEXÃO ESPÍRITAS


Sem dúvida alguma estamos atravessando momentos marcantes em nossa evolução intelecto-moral; os conflitos humanos alcançam proporções antes nunca vistas, pois se espalham pelo planeta de provas, sem respeitar fronteiras, culturas, costumes, etnias...
Por volta da década de 1990, a BBC londrina fez um documentário sobre três grandes cidades: Nova Iorque, Londres, Rio de Janeiro; tratava-se de uma análise sob o ponto de vista social e cultural, e os prováveis conflitos que poderiam advir nessas metrópolis se medidas de contenção e prevenção e posteriores mecanismos educacionais não fossem tomados. As duas primeiras cidades conseguiram superar momentos difíceis - porém, o nosso Rio de Janeiro transformou-se em campo de batalha com a presença do Exército nas favelas. Permanecem os riscos advindos do tráfico de drogas, flagelo mundial, bem como a ausência de primazia para a educação e saúde, além de muitos outros problemas.
Bezerra de Menezes, quando presidente da Câmara dos Deputados do Rio, na segunda metade do século XIX, dizia que era urgente o encaminhamento dos escravos recém libertos e de outros grupos minoritários que se instalavam aos pés dos morros cariocas, "para que evitássemos grandes dramas no futuro."

A pensadora Hannah Arendt analisou o período entre as duas guerras mundiais, descrevendo a base popular que levou ao surgimento dos sistemas totalitários. Ao contrário daqueles dias, a segunda metade do século XX tornou-se um fragmento do realismo cru daqueles dias, porém, desprovido dos rituais que caracterizaram o grande império nacional-socialista e seus marionetes europeus e asiáticos.

Também no início da década de 1990, Hans Magnus Enzensberger, alemão,doutor em filosofia e literatura na Sorbonne em Paris, poeta, ensaísta, tradutor, escreveu um livro traduzido para o português, "Guerra Civil", a partir da coletânea de três ensaios. Neste livro, o prof. Enzensberger faz uma análise dos motivos e das causas que originaram as guerras da Antiguidade, até a ênfase nos século XIX e XX. São suas as palavras, destacadas do livro citado:
Ao contrário das guerras antigas e até das I e II Guerras Mundiais, "o ódio é suficiente para o surgimento dos conflitos nas grandes cidades. A agressão não é dirigida somente ao outro, mas também à vida desprezível que se leva. Segundo as palavras de Hannah Arendt, é como se para os criminosos, viver ou morrer, se tivessem nascido ou jamais tivessem vindo à luz, fosse a mesma coisa."
O livro é uma análise forte e vigorosa das razões que levam jovens adultos a se engajarem em projetos suicidas, sob a mais clara antropofagia materialista.

Urge que revelemos às crianças e aos jovens que eles são Espíritos reencarnantes; que a morte não existe, que eles reencarnaram para o cumprimento de compromissos com o passado e vinculados às realizações do presente que lhes trarão um futuro de Paz e felicidade interior.

Urge cercarmos as nossas crianças e jovens de Conhecimento, o Conhecimento Espírita, que, além de lhes revelar a sua natureza de Espíritos imortais, lhes confere responsabilidade sobre os próprios pensamentos, atos e atitudes, estimulando assim o exercício da ética cristã e espírita, da moral de Jesus de Nazaré.

Urge cercá-los de muito diálogo, do sentimento de segurança emocional que somente o Espiritismo bem conhecido e vivido no lar e na sociedade poderá lhes garantir. Mas acima de tudo, de amor, educação e direcionamento.

Foi pensando em todas essas questões, e estimulados pelos mais de 55.000 acessos em nossos sete (07) Blogs de estudos, que decidimos abrir um Portal que pudesse abranger o Conhecimento espírita de forma objetiva e suscinta, além de orientativa de meios de obtenção do vero Conhecimento Espírita tal como os Espíritos Superiores orientaram a Allan Kardec.

O Portal CENTRO DE ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS conterá os programas estudados nos Grupos de Estudo e Pesquisa, bem como documentários, palestras, links de livros e instituições espíritas no Brasil e no exterior que seguem esses objetivos preconizados pelo Espírito da Verdade, e muito mais.

Já lançado em 03 de outubro de 2012, data em que se comemora o aniversário do Codificador bem como a data em que o abnegado médium Francisco Cândido Xavier foi eleito pelos brasileiros como "O maior brasileiro de todos os tempos”, estará on line em breve.
Aguarde !!

22 de outubro de 2012

AULA ESPECIAL: ESPIRITUALIDADE E CIÊNCIA

Foto: momento da apresentação do dr. Adriano (STS)

Na sequência das Aulas Especiais do Módulo Filosofando o Cotidiano, o Projeto Estudos Filosóficos Espíritas, trouxe-nos, da sua equipe de pesquisadores e estudiosos, a presença do dr. Adriano Pires com o tema Espiritualidade e Ciência:Convergência entre Filosofia, Ciência Espírita e as Modernas Descobertas Científicas; a apresentação trabalhou os conceitos filosóficos de Sócrates, Platão, Aristóteles e Galileu, a fim de embasar o argumento técnico da ciência experimental. Evidenciou que este foi o método utilizado por Kardec e os primeiros cientistas espíritas, enumerando-os. Após esta análise, a apresentação conduziu os participantes a reflexão em torno dos estudos envolvendo a Biologia, a evolução antropológica e a Física de micropartículas com as modernas descobertas científicas.

EM BREVE: PORTAL DE ESTUDOS DO PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS!

4 de outubro de 2012

CHICO XAVIER, O MAIOR BRASILEIRO DE TODOS OS TEMPOS

Momento comemorativo do Evento


Ontem, 03 de outubro, data de aniversário de chegada entre nós do Apóstolo de Jesus, Allan Kardec, Chico Xavier, com mais de 70% dos votos coletados por uma emissora de televisão, foi consagrado como "O maior brasileiro de todos os tempos".

Certamente que Chico, com sua notória humildade dispensaria mais esta homenagem, atribuindo-a a Jesus e ao Espiritismo - o que seria de se esperar que assim o fizesse, pois ele nunca quis os holofotes da fama sobre si. Sem dúvida que muitos dos demais indicados legaram, com suas vidas inteiras dedicadas a um ideal específico, o seu exemplo que merece o nosso eterno apreço e admiração: Princesa Isabel e Santos Dumont ("concorrentes" de Chico), Tiradentes, Irmã Dulce, Ayrton Senna, além de outros, nas áreas do esporte, da política, das ciências médicas, etc., porém, o que ficou gravado na memória dos brasileiros foi a presença amorosa de Chico Xavier, como legítimo representante do Amor de Jesus de Nazaré e do Espiritismo, a Sua Promessa de Paz e de amor entre os homens.

Chico Xavier, que em 2012 completa 10 anos de Vida Plena nas dimensões extra-físicas, certamente receberá, com muito carinho e o amor de sempre, mais esta homenagem de pura gratidão de todos os que levaram o seu nome e o do Espiritismo à divulgação plena pelos meios de comunicação.

Para nós encarnados, espíritas, a imensa responsabilidade de continuar a bem representar nos corações, na inteligência e nas obras esse legado de paz e de Amor de Jesus de Nazaré, de Allan Kardec, e de Chico Xavier.

Veja em: http://www.sbt.com.br/omaiorbrasileiro/

23 de setembro de 2012

A PRIMAVERA CHEGOU ! !


E com ela, as nossas esperanças se reavivam... é a Natureza a demonstrar que a vida, não obstante os empeços, as dificuldades, as tormentas, as tempestades, sempre trará de volta o sol, as flores, os campos, a brisa suave, a chuva refrescante, os ventos que limpam e renovam o ar...

A nossa parte deve ser feita; recomeçar e recomeçar sempre, afinal, a reencarnação nos trouxe de volta para o recomeço, não é mesmo?

Vamos continuar, com os compromissos assumidos, com os estudos aprofundados que libertam a nossa consciência, com o exercício do amor ao próximo e à bela, magnífica Natureza que nos acolhe com sua beleza, dizemos, plenos de Vida e de Esperanças:
BEM-VINDA, PRIMAVERA

7 de setembro de 2012

SOBRE O CORAÇÃO DO MUNDO


Aos sete dias do mês de setembro, a libertação da nação brasileira do jugo colonialista é lembrada todos os anos. Nos bastidores desse recorte de nossa história aconteceram atos de heroísmo, de coragem, de lealdade, mas também de perversidade, de crueldade em meio a interesses escusos por parte dos seus atores. Cada país tem a sua história de liberdade e escravidão, de paixão aos seus ideais e de nacionalismo exacerbado e patológico. Buscar as origens, as causas dessa paixão à terra, às suas etnias, às nacionalidades, às teocracias é um excelente trabalho de estudo e pesquisa com base não somente nas ciências humanas, quais sejam, Sociologia, Antropologia, Filosofia bem como nas religiões, mas essencialmente na ciência da reencarnação, que responde prontamente às indagações do “porque tal país é assim”, “porque tais povos guerreiam entre si”, “porque um país democrático se transforma numa nação fundamentalista”, “quem são determinados povos, quais as suas origens”, “porque alguns povos são unidos e outros desunidos”, etc., etc.

Um simples passeio pela história universal desde os primódios das primeiras civilizações nos responderia prontamente: a história se repete, porque somos os mesmos atores no palco das reencarnações.

Sem dúvida que o progresso tecnológico, social, intelectual nos garante uma renovação constante – as gerações se sucedem, porém, os lastros do passado teimam em sobressair acima das conquistas e das realizações.

Certa vez alguém comentou que os romanos seriam os norte-americanos reencarnados numa nova nação, num outro continente, porém com o mesmo ímpeto guerreiro, os mesmos hábitos latentes, o mesmo conjunto iconográfico e simbológico, o mesmo gênero de arquitetura nos edifícios estatais de sua capital federal, o mesmo crescimento em direção à Ciência e as Artes, valores que fizeram dessa nação a grande impulsionadora dos princípios de Liberdade constantes de sua bela e formosa Constituição. Estaria aí a causa oculta do protecionismo à Israel, outrora conquistada, vilipendiada e destruída por seus imperadores e generais? Estaria aí também a causa de seu movimento libertário em prol de uma Europa, outrora componente do seu vasto Império, e no século XX dizimada pela 2ª. Guerra Mundial, invadida pelos prováveis antigos bárbaros reencarnados, com os mesmos impulsos destrutivos em suas conquistas de outrora e que acabaram por contribuir definitivamente para que Roma fosse apagada da história? Sem dúvida, os norte-americanos teriam muito a redimir, embora tenham contribuído pela preservação dos tesouros intelectuais, culturais e religiosos dos povos conquistados pelo Império Romano – aí estaria presente um de seus méritos. A Europa Ocidental e Oriental e os Estados Unidos têm uma história em comum; e juntamente com os povos africanos e orientais todos temos um passado a ser reconstruído com novos valores.

Portanto, acreditamos, por força dos esclarecimentos espíritas, que estamos apenas no começo desse movimento redentor. Dissemos redentor e não redentorista. E quando dizemos redimir não queremos dar a conotação religiosa. Muito ao contrário. Os princípios espíritas são absolutamente claros no que tange a esclarecer que as matrizes dos efeitos estão nas causas geradas pelos próprios seres humanos. E que elas precisam de uma revisão e reconstrução em bases éticas e morais.

Arnold Toynbee disse certa vez que, ao longo de 6.000 anos de civilização (levando-se em conta os primeiros agrupamentos humanos já constituídos e com atividades agrícolas) tivemos apenas 100 anos de paz intercalados. Sem dúvida que aí se encaixa a Pax Romana de César Augusto, que, com Péricles, se enquadram entre os maiores disseminadores e mecenas das Artes em geral, quais sejam a Música, a Pintura, a Escultura, a Literatura, a Dramaturgia, bem como da Arquitetura, da Engenharia, e principalmente da Filosofia, das Ciências Exatas e Humanas.

E o Brasil? Qual o seu papel em todo esse processo? Sem dúvida que esta nação, jovem em idade como nação constituída, carrega consigo os atores do drama universal. Somos todos romanos, palestinos, hebreus, semitas, egípcios, babilônios, sírios, caldeus, assírios, godos, visigodos, africanos, mongóis, etc., etc., e mais recentemente, europeus, chineses, russos, africanos, sul-americanos, norte-americanos, neo-zelandeses, australianos, etc., etc., etc. – não como nacionalidade, mas como origens e culturas. Sem esquecer, no vasto continente americano, os índios nativos e seus costumes e hábitos saudáveis e de amor e preservação à Natureza.

Então, quem seríamos? Faça a pergunta e si mesmo. A sua bagagem espiritual lhe responderá. Porém acima de tudo, tenhamos em mente que o Espiritismo nos conferiu a cidadania universal.

O Brasil, espiritualmente falando, é um espaço reservado a todos os Espíritos que querem se redimir. Transitamos pelo mundo afora realizando para o nosso próprio bem e pelo bem das coletividades humanas, porém, muito erramos, caímos, porque presos às conquistas efêmeras, fossem elas nos campos religioso, científico, filosófico, ou cultural. Trazemos um orgulho de casta latente que se manifesta em preconceitos de toda sorte. Trazemos ímpetos agressivos, porque somos ainda habitantes de um plano evolutivo congênito.

Porém, a nossa cordialidade para com os estrangeiros é notória – reminiscências de uma convivência remota? É provável. A nossa solidariedade é expontânea e, por parte de alguns grupos, que se reúnem em ONGs de atendimento e amparo às minorias e à natureza, comovente. Estariam aí as reminiscências de dramas vividos coletivamente? Pode ser.

O que nos destaca é o fato de que ocupamos uma geografia privilegiada, estamos numa situação econômica atual estável, temos uma tendência inata ao humanismo, visto como filosofia moral que coloca os valores humanos como dignidade, aspirações e capacidades humanas, particularmente a racionalidade como essenciais e até políticas.

O que não podemos fazer é tomar uma atitude predestinada de “povo escolhido” e que vive numa “terra prometida” numa “aliança perpétua com Deus” – isto seria confundir a valorosa nação brasileira com atribuições religiosistas e menores, criando uma relação de suposta superioridade perante o restante do planeta e aos humanos que o habitam.

Como dissemos acima, o Espiritismo nos conferiu a cidadania cósmica – isso significa dizer que, como família universal, estaríamos, no momento, em melhores condições de abrigar, seja pelo renascimento, seja pelo exílio forçado de imigrantes oriundos de países em guerra, ou em declínio econômico, os nossos irmãos humanos, filhos de uma mesma origem comum, a divina.

Portanto, o Espiritismo não cultiva nacionalismos, frutos da exacerbação do orgulho de casta eugênica, mas enaltece a capacidade que o ser humano tem de confraternizar e de ser solidário com o outro ser humano em condições precárias de vida ou entendimento, esteja onde estiver, venha de onde vier. Somos a família universal.

Tenhamos isto em mente e sejamos fraternos aqui ou em qualquer parte do mundo, vivendo os valores cristãos de Jesus de Nazaré e espíritas, por Ele revividos em nosso tempo de resgates, de exílio espiritual, de precariedade moral, mas de muita esperança, e de mútua convivência pacífica.

VEJA TAMBÉM: http://vervisaoespiritadareligiosidade.blogspot.com
http://filosofandocotidiano.blogspot.com
Sonia Theodoro da Silva - Projeto Estudos Filosóficos Espíritas

12 de agosto de 2012

PINGA-FOGO SOBRE TEMAS POLÊMICOS


O Espiritismo não é polêmico - ele resolve todas as polêmicas, pois harmoniza os contrários...; a sua dialética conduz ao pleno entendimento das questões mais prementes da vida humana com lógica e clareza.
No dia 10 de agosto participei de um Pinga-Fogo no Centro Espírita Nosso Lar Casas André Luiz, respondendo perguntas feitas pelo público frequentador de suas Reuniões Públicas. Neste site comento: Capelinos:ainda estão na Terra? ; Infância e Juventude de Jesus de Nazaré; Fertilização in vitro e células-tronco; Homossexualidade; Escritores de obras violentas; Depressão; Os cães estão mais próximos em evolução, ao homem? Fluidos. Também cito fontes de pesquisa para todos os que quiserem se informar em detalhes.

No site http://filosofiaespiritaencantamentoecaminho.blogspot.com você encontrará detalhes de outro Pinga-Fogo que participei, com questões de grande importância, à luz de nossa Doutrina de Luz.
Espero ter colaborado para o esclarecimento dos interessados; O Espiritismo é e será sempre o condutor de nossos conhecimentos - através dele podemos compreender o nosso momento existencial, e o momento tormentoso que o mundo atravessa, por isso, fazemos o convite: ESTUDE-O, ESTUDE-O, ESTUDE-O!


1) HÁ QUEM AFIRME QUE AINDA EXISTEM CAPELINOS AQUI NA TERRA. ELES TÊM CONSCIÊNCIA DISSO? O APRIMORAMENTO DE NOSSA ESPÉCIE SE DEU A PARTIR DA MISTURA COM OS CAPELINOS. COMO SE DEU ISSO NO NÍVEL FÍSICO E ESPIRITUAL?
Nas questões de número 50 a 58 de O Livro dos Espíritos (LE), os Espíritos Superiores respondem a Allan Kardec que a espécie humana desenvolveu-se na Terra em vários lugares e em diversas épocas, dispersando-se e aliando-se às diferentes raças formando novos tipos.
O ser humano, como ser pensante, o que implica em ter consciência de si mesmo, é resultante do progresso evolutivo pelas quais passou ao longo dos milênios, nos diversos reinos anteriores, onde adquiriu, como princípio de inteligência, atração no mineral, sensação no vegetal, instinto no animal. (Ver LE, questões 540, 585 a 613, O Problema do Ser do Destino e da Dor – Léon Denis, O Consolador-Emmanuel, e Evolução em Dois Mundos - André Luiz).
Na questão 115, esclarecem que os Espíritos são criados simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento. Segundo Kardec, é como uma criança que vai aos poucos adquirindo os conhecimentos que lhe falta, ao percorrer as diferentes fases da vida. E os Espíritos complementam: “a vida do homem tem fim, enquanto a dos Espíritos se estende ao infinito”.
Nós podemos entender desta forma, que o Espírito progride sem cessar, o que é afirmado a Kardec nas questões de No. 116 a 120, e quando os Espíritos afirmam a Kardec que o Espírito humano progride, eles estão se referindo a toda a espécie humana, onde quer que ela se manifeste, em qualquer ponto deste ou de qualquer outro planeta, esteja onde estiver.

No livro A Gênese, de Allan Kardec, cap. XI – Emigrações e imigrações dos Espíritos, entendemos que estas acontecem num processo incessante de reencarnações e desencarnações no âmbito deste planeta Terra entre os seus habitantes, aqueles que comungam da mesma psicosfera evolutiva (intelecto-moral), o mesmo acontecendo entre a comunidade planetária, como parte de um processo evolutivo existencial universal.
Assim sendo, Allan Kardec, reportando-se a Instruções dos Espíritos, afirma que uma grande imigração de Espíritos provenientes de outro planeta ou planetas se deu na Terra, dando origem à raça simbolizada pela pessoa de Adão, e por essa razão chamada de raça adâmica.
Esta raça é a “mais adiantada do que as que a tinham precedido neste planeta, a mais inteligente, e que impele ao progresso todas as outras.” Trazem habilidades artísticas, científicas, filosóficas, sem haver passado a sua infância espiritual na Terra.
A Gênese (acima citada): “Adão e seus descendentes são apresentados na gênese bíblica como homens sobremaneira inteligentes, pois que, desde a 2ª. geração constroem cidades, cultivam a terra, trabalham os metais.(...) Na cronologia chinesa de 30.000 anos, existem documentos que comprovam que o Egito, a Índia e outros lugares eram povoados e floresciam há mais de 3.000 anos. Há ainda relações entre a América e os antigos egípcios.”

Na Revista Espírita de janeiro de 1862 há um artigo de Allan Kardec sobre a interpretação dos anjos decaídos e da perda do paraíso; para esses Espíritos, os habitantes da Terra não passavam de animais vivendo num ambiente ingrato e hostil: daí a origem da teoria da Metempsicose, estudada por Pitágoras que a aprendeu de iniciados egípcios. “A vaga lembrança intuitiva que guardavam da terra donde vieram é como uma longínqua miragem a lhes recordar o que perderam por culpa própria.”

Aqui estariam as origens do EUGENISMO SELETIVO, ou seja, a teoria segundo a qual existe uma raça ariana, pura: este foi um dos principais objetivos do movimento nazista, que postula a raça ariana como a melhor dentre as demais.
Segundo Allan Kardec, esses Espíritos – ditos capelinos - seriam os anjos ou Espíritos decaídos, aqui vindos em expiação; “a raça adâmica apresenta todos os caracteres de uma raça proscrita, exilada para a Terra, onde tiveram a missão de fazer progredir os homens rudes que aqui viviam. Sua superioridade intelectual é notória, nos diversos ramos da cultura onde se desenvolveram.

A promessa de um Salvador lhes foi feita, um caminho que os levaria de volta ao “paraíso perdido” e que agora era habitado por Espíritos moralmente superiores. O mito do MESSIAS cresceu entre essas populações, assim como o mito do “pecado original” referenciando as ações praticadas em seu planeta de origem, o mito do paraíso perdido e da árvore do conhecimento, e tantos outros relatados na Bíblia e nos livros sagrados da Antiguidade. A “lembrança” desses Espíritos, de sua situação de exilados, manifestou-se, portanto, através dos mitos, das crenças religiosas e das superstições presentes até o momento.”
A ciência, através da Antropologia, da Sociologia e da Arqueologia trazem vestígios civilizatórios de cidades e culturas bem mais avançadas num dado período da história humana.
De acordo com John Murphy e José Herculano Pires, autores da teoria dos Horizontes Culturais, poderíamos situar a presença marcante dessas culturas desenvolvidas pelas almas encarnadas desses exilados, a partir do Horizonte Agrícola (ref. O Espírito e o Tempo), o mesmo estudado por Ernesto Bozzano e Herbert Spencer.
Portanto, a interferência desses Espíritos que se encarnaram e reencarnaram sucessivamente na Terra se deu em todos os âmbitos culturais, científicos, filosóficos e religiosos, não anulando, contudo, o mérito dos habitantes nativos da Terra.
Emmanuel, em A Caminho da Luz menciona que alguns ainda poderiam estar reencarnados na Terra, entre aqueles mais renitentes e rebeldes.
Não há, contudo, notícias de que hoje – 2012 – ainda estariam entre os habitantes da Terra, referindo-nos às comunicações seguras da mediunidade autênticamente espírita, com base no “Controle Universal do Ensino dos Espíritos”.
Também não há fonte segura – nem espírita nem científica - que ateste a inferência genética desses Espíritos na genética dos habitantes da Terra. A sua interferência se deu no campo cultural, científico, artístico, filosófico e religioso.
(CURIOSIDADE: um artigo publicado na Revista Espírita em 1867 de Camille Flammarion – ligado ao Observatório de Paris, membro da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, aclamado astrônomo – sobre um Espírito que se identifica como habitante de um planeta do sistema de Capela, comunicação esta não endossada por Allan Kardec.)

2) O QUE O ESPIRITISMO TEM A DIZER SOBRE O PERÍODO DE 12 AOS 33 ANOS DE CRISTO, ANTES DELE COMEÇAR A PREGAR?
As fontes históricas atuais nas quais podemos nos basear para atestar a vinda de Jesus de Nazaré à Terra são bem escassas: dispomos dos 4 Evangelhos canonicos, das referências de Paulo de Tarso em suas cartas epistolares, de citações de Flavio Josefo, em seu livro “Antiguidades Judaicas”, escrito em 93 d.C., muito embora, neste livro, haja inserções posteriores tidas como duvidosas feitas provavelmente durante o período niceano (Concílio de Nicéia, em 325 d.C.). Fontes do século 19, como Ernst Renan, o primeiro historiador que analisa criticamente a personagem mítica criada em torno de Jesus de Nazaré, e historiadores atuais, como Will Durant (“César e Cristo”), dentre outros (consulte-se também "Cristianismo e Espiritismo" de Léon Denis).

Os evangelistas, pouco falam acerca da infância e juventude de Jesus; com oito dias de idade teria sido circuncidado segundo os costumes judaicos. José, seu pai, era carpinteiro e Jesus teria seguido esta profissão por algum tempo. Um menino de 12 anos já é considerado adulto, por isso teve permissão de adentrar ao Templo onde dialogou com os sacerdotes, com seu espírito claro e inquisitivo. Durant descreve o período histórico em que Jesus teria passado sua infância e juventude como um dos mais místicos sob o ponto de vista religioso, e conflituosos, sob o ponto de vista político, visto que a Palestina estava sob domínio romano (IMPERADOR Tibério, enteado de Caio Júlio Cesar Otávio, o imperador da Pax Romana).
Aí poderiam estar as causas da ausência de fatos comprobatórios de sua real existência histórica entre nós.

Os historiadores interpretam os Evangelhos canônicos como fonte questionável e duvidosa, já que sofreram inúmeras alterações e inserções ao longo do tempo. Os Evangelhos considerados apócrifos pela Igreja, isto é, sem a inspiração divina, e excluídos dos textos originais que formaram, ao longo do tempo, a atual Bíblia, contudo, mencionam muitas passagens acerca da infância de Jesus e de sua juventude, porém sem nenhum apoio histórico comprobatório. Nessas passagens, Jesus teria tido desde uma vida normal de criança e adolescente, cercado por sua família até viajado por outras terras e culturas, inclusive vivido junto aos essênios.

Com base no Conhecimento Espírita, Jesus era – e é um Espírito da mais alta envergadura moral que podemos jamais analisar, pois falta-nos compreensão para tal. Podemos nos aproximar vagamente de sua Natureza, quando os ESPÍRITOS SUPERIORES nos informam acerca da Escala intelecto-moral pelas quais um Espírito atravessa em seu processo ascencional – questões de número 100 a 110 de O Livro dos Espíritos.
Jesus de Nazaré não foi deus corporificado, não é a segunda pessoa da Trindade, não foi um deus olímpico, não é o Messias judaico, não é o Messias cristão herdeiro daquele, não veio fundar uma religião, não veio à Terra para nos salvar ou para pagar pelos nossos pecados, Jesus não voltará à Terra.
Jesus, o Mestre, acompanha a nossa evolução com olhos amorosos e sábios - deste Amor e Sabedoria que ainda não podemos compreender, por isso o envolvemos em nossa mística natural, porém imersa ainda nas sombras de nosso tempo.
Ele veio à Terra pelos meios naturais, pois nem Ele mesmo poderia contrariar as Leis Divinas que vive em plenitude de consciência. Viveu até os 33 anos; segundo a tradição cristã, os seus últimos 3 anos passou pregando e vivendo as Leis Divinas, consubstanciadas numa pequena frase: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Jamais poderia aprender com alguém, pois é Mestre – não voltará à Terra em um novo corpo, pois já voltou em Espírito, na Codificação Espírita, como Espírito da Verdade, enviando o seu discípulo dileto, Allan Kardec, para que reconstruísse o que os homens destruíram ou modificaram ao longo do tempo.
Ele está perto de todos os que buscam vivenciar os seus ensinamentos – e é O Evangelho Segundo o Espiritismo quem no-lo traz de volta à nossa convivência.


3) PODERIAM EXPLICAR SOBRE A FERTILIZAÇÃO “IN VITRO” E O QUE ACONTECE COM OS EMBRIÕES QUE NÃO SÃO UTILIZADOS? EM QUE MOMENTO SE DÁ A UNIÃO ENTRE O ESPÍRITO E O CORPO FÍSICO DURANTE A GESTAÇÃO?
O Espiritismo informa que a união do Espírito à matéria corporal se dá no momento da concepção. O Espírito vai perdendo gradativamente a própria consciência, à medida em que o embrião se desenvolve no útero materno. Findos os nove meses, uma nova reencarnação se abre ao Espírito – agora Alma, que seguirá os seus projetos e compromissos, conforme os tenha assumido na dimensão extra-física, ou submeter-se–á a uma reencarnação expiatória, segundo os seus registros do passado comprometedor.
Todos somos, portanto, herdeiros de nós mesmos e das nossas ações.
Com relação aos embriões fecundados artificialmente em laboratório, são descartados à medida em que não há interesse em conservá-los por parte das instituições mantenedoras.
Contudo, vamos reformular a pergunta : HÁ ESPÍRITOS LIGADOS EM TAIS EMBRIÕES? EM CASO AFIRMATIVO, O QUE ACONTECE COM ELES AO SEREM OS SEUS EMBRIÕES DESCARTADOS? E, NO CASO DAS EXPERIÊNCIAS COM CÉLULAS TRONCO? HÁ ESPÍRITOS?
Com base nos ensinamentos dos Espíritos Superiores na Codificação, podemos deduzir qe: (base em http://www.palavraespirita.com.br/pe_conteudo.php?id_edicao=121&texto=3&detalhe=0)

“Primeiramente, o Espiritismo”, (bem como as religiões), “posiciona-se contra o aborto justamente porque após a concepção já temos vida, pois o Espírito está ligado ao corpo físico, que naquele momento possui apenas uma célula. A descrição de um renascimento é feito com detalhes em ‘Missionários da Luz’, livro de autoria do Espírito André Luiz, psicografado por Chico Xavier. Ali, o Espírito Segismundo tem sua forma perispiritual reduzida” (como todos os seres humanos) “ - e, antes mesmo da concepção, aproxima-se psiquicamente de sua futura mãe – ambos passam a conviver numa mesma psicosfera mental. Em seguida, ocorre a concepção. Neste exemplo, a família é estruturada e a gravidez, planejada. Por isso, afirma o Espírito Alexandre, não há dois renascimentos absolutamente iguais. Vamos encontrar, na Terra, as mais diversas situações: reencarnações compulsórias, inconscientes, automáticas, indesejadas ou interrompidas. A tecnologia da fertilização in vitro pode ter criado um “novo tipo de reencarnação”, e se isso realmente acontece, há Espíritos ligados aos embriões...”
Esse é o argumento apresentado por Associações Médico Espíritas no Brasil para rejeitar a pesquisa com células-tronco embrionárias, recomendando que sejam utilizadas as células-tronco adultas, presentes em diversos tecidos e no cordão umbilical.
Porém, ao se congelar, o embrião não mais oferece condição de vida, quando então o Espírito se desligaria do embrião.
“Allan Kardec toca no assunto quando pergunta aos Espíritos sobre os natimortos, na questão 356 de O Livro dos Espíritos. Os Espíritos respondem que existem corpos que nunca tiveram um Espírito ligado a eles. ‘Nada tinha que se efetuar para eles’, demonstrando que há uma direção inteligente a conduzir as nossas existências.
São informações e opiniões importantes para nossa análise do tema, porque o Espiritismo jamais se colocará contrário ao progresso científico, desde que seus meios e fins sejam éticos e benéficos. Vale a pena refletir sobre as células-tronco.
Se Deus permitiu que nossos laboratórios alcançassem o inimaginável estágio de interferir nos processos microscópicos da vida, talvez seja um sinal de que podemos dispor de ética e responsabilidade para utilizar tais recursos para o bem. Os embriões podem vir a ser instrumentos para a terapia que está sendo objetivada com essas pesquisas.
Certeza, talvez não tenhamos. Mas esperança, isso sim.”

4) O QUE É HOMOSSEXUALIDADE? O PORQUE DA HOMOSSEXUALIDADE? COMO O ESPIRITISMO E OS ESPÍRITAS DEVEM SE COMPORTAR DIANTE DO HOMOSSEXUALISMO? E A FAMÍLIA E O HOMOSSEXUAL? O QUE A DOUTRINA ESPÍRITA NOS ENSINA?
Nas questões 200 a 202, de O LE, os Espíritos Superiores nos informam que os sexos dependem das constituições orgânicas, ou seja, um Espírito, portanto desencarnado, não é homem ou mulher com características fisiológicas. Um Espírito pode animar corpos masculinos e femininos em diversas existências, para que as provas e deveres específicos a serem enfrentados lhe garantam ocasiões de progresso. Se reencarnasse somente como homem ou somente como mulher, só saberia o que aquele sexo sabe.
Portanto, o Espírito traz em seu psiquismo as duas polaridades, masculina e feminina, que se manifestarão fisiológicamente, ora uma, ora outra, conforme as necessidades de aprendizado evolutivo na qual se situe nas reencarnações que o aguardam.
Essas manifestações ou reencarnações ora em corpos masculinos ora em corpos femininos se dão de forma a garantirem ao Espírito o equilíbrio emocional e fisio-psíquico de que necessita, através de um longo preparo nas dimensões espirituais de forma a assegurar ao Espírito, o sucesso de sua reencarnação.
Um Espírito Puro, da categoria de Jesus, alcançou o equilíbrio e a harmonia perfeitos entre ambas as polaridades.

“Sexo, Problemas e Soluções”, questão 782: “A homossexualidade é a ação da libido sobre uma das polaridades psíquicas, cujas características são opostas às características psíquicas exigíveis para a harmonia do Espírito com o seu corpo físico. Essa influência da libido, contrária à identidade psíquica do Espírito com a sua função reencarnatória, é determinada por fatores de natureza espiritual.”
Desde a Antiguidade, seja oriental ou ocidental, o homossexualismo era praticado de forma natural, constituindo, em algumas culturas, um rito de passagem da infância para a idade adulta. Em outras culturas, a homossexualidade promíscua e a permissividade heterossexual estavam presentes em rituais religiosos comunais, fossem pagãos ou cristãos, como no medievo (período medieval), quando, na noite de ano-novo, abriam-se as portas da psique coletiva e dava-se início ao festum fatuorum (Festa dos Loucos) para os clérigos, que durava 4 dias e 4 noites (Alain de Botton, “Religião para Ateus”).

A sexualidade humana precisa ser compreendida e respeitada pois faz parte das Leis Naturais, compondo as Leis morais de Sociedade, Reprodução, Conservação e Progresso. O Espírito encarnado sofre as influências do corpo físico, do meio onde vive e das circunstâncias que o cercam (SPS, 799); neste século onde tudo é aprovado e permitido pelo poder midiático, cabe ao ser humano perguntar-se: isto me convém?
(SPS, 801) As deficiências morais, a influência do meio, o tipo de educação sexual recebida, a influência negativa de mentes encarnadas ou desencarnadas, as interferências de um corpo físico em desequilíbrio, o abuso das energias sexuais na atual existência corpórea e em existências anteriores, o condicionamento cultural milenar e desajustes emocionais podem ser considerados exemplos de fatores ligados ao desequilíbrio psíquico causador de distúrbios sexuais.

Toda experiência reencarnatória representa uma aquisição do Espírito (JHPires, Pesquisa sobre o amor, pg.82), que passará a integrar as suas funções cognitivas em forma de categorias da intuição. Enquanto não desaparecerem os resíduos do inconsciente, a experiência superada pode ser reativada pela imprudência e pelo abuso. (...) A sexualidade é a condição que deve concretizar no tempo histórico o poder criador do homem e da mulher, na conjugação efetiva dos elementos biológicos, sob a regência do Amor. O sexo é o instrumento dessa realização genética que exige do casal humano a doação total dos poderes espirituais e corporais nele concentrados, no ato da criação. A mecânica sexual do gozo pelo gozo é um aviltamento da função genésica, cuja finalidade última é a encarnação do Ser, primeiro passo da ontogênese terrena. Nos casais evoluídos o ato sexual não se reduz ao prazer sensorial.
(PSA, pg.85) Hoje, graças a Bergson e outros filósofos da Moral (não religiosa, estudo do desenvolvimento do senso moral na Filosofia), todos reconhecemos a ligação genética entre Consciência e moral. Essa relação explica as variações da Moral, sua evolução histórica através de fases bem definidas e as razões profundas de sua influÊncia no campo das questões de ordem sexual.
Jesus ensinou que o amor ao próximo é o princípio do respeito à Vida. Respeitemo-la, portanto, sob qualquer forma em que se manifeste.

5) ESCREVI UM LIVRO POLICIAL SOBRE CRIMES E VIOLÊNCIA EM QUE OS PERSONAGENS COMBATEM O CRIME. ELE SERÁ PUBLICADO E UMA AMIGA ME DISSE QUE VOU PARA O UMBRAL PORQUE A LEITURA INFLUENCIARÁ NEGATIVAMENTE AS PESSOAS. ISSO PODE ACONTECER?
O Espiritismo é uma doutrina filosófica, com bases de experimentação científica e com repercussões ético-morais. Isso significa que neutraliza todas as concepções religiosas e que se sustentam nas punições após a morte. O que a sua amiga disse equivaleria, numa linguagem religiosa, dizer que o Sr. iria para o sofrimento eterno, nos caldeirões da incúria.
O Espiritismo filosófico esclarece, aclara, e estimula a reflexão profunda acerca da Vida e seus valores. Contudo, é preciso estudá-lo, estudá-lo, estudá-lo, para que não caiamos nas interpretações religiosas e espiritualistas, de cunho mítico e místico, que nada acrescentam, ao contrário, eternizam a ausência de explicações lógicas e justas para a humanidade, com relação aos objetivos existenciais sejam nesta vida corpórea como na vida em outras dimensões, escravizando-nos a um menor padrão mental.
O Espiritismo esclarece que somos responsáveis pelos nossos pensamentos e atos; pensamentos, quer se concretizem ou não, e atos como deliberação, decisão e ação.
O que pensamos, falamos, escrevemos, fazemos, acarreta sintonias do mesmo padrão. Ex.: se pensamos, falamos, escrevemos, fazemos o Bem, atraímos o Bem; se pensamos, falamos, escrevemos, fazemos com base na ausência do Bem, atraímos o mesmo padrão.
O mal que grassa hoje em nossos pensamentos e sentimentos é obra de nossas próprias criações. Cultivamos sentimentos obscuros como a inveja, o ciúme, a maledicência, o orgulho, a maldade, a omissão, o descrédito, a ignorância pura e simples.
O Espiritismo é um convite, da mais alta envergadura moral que as Falanges Espirituais do Bem, sob a orientação de Jesus de Nazaré trabalharam por encaminhar à Humanidade.
Porém, continuamos renitentes e hesitantes em aceitá-lo. As consequências dessa omissão deliberada, estão chegando, a cada dia que passa. Se pensarmos e agirmos no clima da violência e da morte, como quer a mídia, por esemplo, que sobrecarrega o subconsciente humano individual e coletivo, de barbárie, como se fosse possível voltarmos aos primórdios de nossa evolução, só podemos atrair ao nosso convívio Espíritos desencarnados que transitam na barbárie.
Exemplos: as mortes por violência no trânsito, o alcoolismo e as drogas, o sexo descartável, os filmes que exaltam as reações violentas, os seriados de TV e novelas que induzem e estimulam à vingança, ao ódio, à vivência nas sombras do psiquismo estão aí em abundância.
Certamente, que a criação e a adesão a esse padrão atrairá outros padrões congêneres, escravizando criadores e adeptos nos mesmos níveis obssessivos e patológicos, gerando infelicidade e enfermidades de etiologia obscura seja nesta ou em próximas reencarnações. E o que é mais triste, tudo isso por opção própria.

6) A DEPRESSÃO PODE ESTAR RELACIONADA À OBSESSÃO?
A depressão – não a tristeza, que é normal, assim como a nostalgia – mas a depressão como sentimento de profunda melancolia sem alterações durante um longo tempo é passível, se diagnosticada como depressão, de atrair processos obsessivos.
Portanto, o tratamento espiritual aliado à terapêutica médica bem conduzida, a mudança de padrão mental, o estudo e a reflexão com bases espíritas, o Evangelho no Lar e a vontade de melhoria, são fatores que conduzem ao restabelecimento do paciente.

7) ESTUDOS MOSTRAM QUE OS CÃES SÃO OS MAIS PRÓXIMOS DO HOMEM NO QUE SE REFERE À INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Os cães SÃO ANTECESSORES DOS HOMENS NA EVOLUÇÃO ESPIRITUAL?
O Espiritismo detalha a evolução do Princípio Inteligente nos Reinos anteriores ao Reino Hominal, no processo evolutivo. Ao alcançar o nível da racionalidade, deixa de ser um princípio de inteligência para ser uma Inteligência Racional, ou seja, capaz de raciocinar, de deliberar, de decidir. (Por IVAN DE CARVALHO SANTOS LIMA
Biólogo e editor da Folha Biológica ): “Fica muito difícil definir, entre as espécies da natureza, aquelas mais “evoluídas” de outras “menos evoluídas”, quando se percebe que EVOLUÍDO, como conceito, é bastante subjetivo e EVOLUÇÃO, como processo, não é retilíneo, mas ramificado, como uma árvore.
? Porque se diz comumente que os animais são mais evoluídos que os vegetais?
Porque aqueles se aproximam mais do “ideal”, o ser humano. (Quanta modéstia...) Não somos mais ou menos evoluídos que os vegetais, apenas adaptados a ambientes diferentes, ou realizando as mesmas funções por mecanismos diferentes.
Se o conceito de evolução for regido por complexidade ou eficiência, os vegetais podem então ser considerados mais evoluídos que os animais pelo menos no aspecto da nutrição.
Além de a realizarem com uma eficiência inigualável, os vegetais são capazes de fabricar o próprio alimento, porque apresentam um aparato de substâncias químicas muito mais complexo que aquele utilizado por nós.
Torna-se preferível utilizar o termo “mais bem adaptado” a “mais evoluído” quando se quer Ter noção comparativa. Assim, automaticamente somos forçados a raciocinar; mais evoluído sob que aspecto? Mais bem adaptado em relação a que?
Os primatas são um fracasso como grupo quando comparados aos insetos. Estes últimos respondem por dois terços de todas as espécies de animais do planeta.
Conclusão: os insetos estão bem mais adaptados que os seres humanos. Menor tamanho significa maior quantidade de alimento disponível. Apêndices articulados e, na maioria das vezes, asas, significam agilidade. Produzem, com freqüência, centenas ou milhares de ovos, o que significa maior produção e maior capacidade de disseminação.
A evolução é acima de tudo um fenômeno mágico, fascinante e misterioso, pois desafia as leis que induzem à simplicidade para aquisição de estabilidade. Quanto mais simples, mais estável.
A nossa esperança é que todos acordemos para o fato de que a evolução não ocorre apenas no plano material. É necessário, atentar para a necessidade de evolução intelectual, moral e espiritual, que se processam independentemente ou em conjunto.”
Portanto, não podemos comparar os seres das outras cadeias evolutivas como “menores ou maiores” em evolução, pois cada qual tem a sua função na Natureza. E como se dá a transposição de um Reino para outro? A partir do momento em que se haja adquirido todos os fatores preponderantes ao desenvolvimento da inteligência e dos sentimentos, estes últimos contudo, com maior ênfase no ser humano dotado de raciocínio; a “passagem” de um reino para o outro se dá nas dimensões extra-físicas.

8) O QUE É FLUIDO?
Existem várias definições para Fluido:
Um fluido é uma substância que se deforma continuamente quando submetida a tensões, não importando o quão pequena possa ser essa tensão. Num subconjunto das fases da matéria, os fluidos incluem os líquidos, os gases, os plasmas e, de certa maneira, os sólidos plásticos.
Os fluidos compartilham a propriedade de não resistir a deformação e apresentam a capacidade de fluir (também descrita como a habilidade de tomar a forma de seus recipientes). Estas propriedade são tipicamente em decorrência da sua incapacidade de suportar uma tensão de cisalhamento (ou corte) em equilíbrio estático. Enquanto em um sólido, a resistência é função da deformação, em um fluido a resistência é uma função da razão de deformação. Uma consequência deste comportamento é o Princípio de Pascal o qual caracteriza o importante papel da pressão na caracterização do estado fluido.
Os fluidos também são divididos em líquidos e gases. Líquidos formam uma superfície livre, isto é, quando em repouso apresentam uma superfície estacionária não determinada pelo recipiente que contém o líquido. Os gases apresentam a propriedade de se expandirem livremente quando não confinados (ou contidos) por um recipiente, não formando portanto uma superfície livre.
A distinção entre sólidos e fluidos não é tão obvia quanto parece. A distinção é feita pela comparação da viscosidade da matéria: por exemplo asfalto, mel, lama são substâncias que podem ser consideradas ou não como um fluido, dependendo do período das condições e do período de tempo no qual são observadas.
O estudo de um fluidos é feito pela mecânica dos fluidos a qual esta subdividida em dinâmica dos fluidos e estática dos fluidos dependendo se o fluido esta ou não em movimento. (Fonte: Wikipedia)

O Espiritismo através de estudos feitos por Allan Kardec, que foi um especialista em magnetismo, amplia os conceitos científicos com o desenvolvimento das pesquisas com relação ao Fluido Vital e ao Fluido Cósmico (este último, o elemento primordial, o arkhé dos gregos antigos). No livro A Gênese podemos encontrar todo um Capítulo, o cap. 14, acerca desses estudos. Com relação ao Fluido cósmico:
“O fluido cósmico universal é, como já foi demonstrado, a matéria elementar primitiva, cujas modificações e transformações constituem a inumerável variedade dos corpos da Natureza.
Como princípio elementar do Universo, ele assume dois estados distintos:
o de eterização ou imponderabilidade, que se pode considerar o primitivo estado normal
e o de materialização ou de ponderabilidade, que é, de certa maneira, consecutivo àquele (mundo visível). (Ver: Partícula de Higgs)
O ponto intermédio é o da transformação_do_fluido_em_matéria tangível. Mas, ainda aí, não há transição brusca, porquanto podem considerar-se os nossos fluidos_imponderáveis como termo médio entre os dois estados. No estado de eterização, o fluido cósmico não é uniforme; sem deixar de ser etéreo, sofre modificações tão variadas em gênero e mais numerosas talvez do que no estado de matéria_tangível. Essas modificações constituem fluidos distintos que, embora procedentes do mesmo princípio, são dotados de propriedades especiais e dão lugar aos fenômenos peculiares ao mundo invisível.”

Este foi um dos grandes momentos para a Doutrina Espírita, ao desenvolver a Teoria do Elemento Primordial, uma busca que até hoje intriga os cientistas atuais, e que a Física Quântica pretende elucidar.

Pesquisa e redação: SONIA THEODORO DA SILVA

8 de agosto de 2012

O REINO


"O jovem carpinteiro nos deu o exemplo do exemplo, ou seja, ensinou-nos, pelo exemplo, que é esta (Amor) a maior força transformadora do Mundo. (...) Todos os que O conhecem sentem-se atraídos por Ele (...) procuremos segui-lO, não como um salvador que nos livra dos pecados, mas como um guia que nos ensina o Caminho do Reino." (Excertos do livro O Reino, JHPires).

O texto abaixo, de autoria de Neide Fonseca (pesquisadora e orientanda do Projeto Estudos Filosóficos Espíritas), foi construído com base no programa das aulas presenciais do VER-Visão Espirita da Religiosidade (http://vervisaoespiritadaeligiosidade.blogspot.com). Trata-se de análise informal do conteúdo analógico do livro O REINO, de autoria do prof. José Herculano Pires e orientado pelo Projeto Estudos Filosóficos Espíritas.

ASPECTOS QUE CONDUZEM AO ENTENDIMENTO DA IMPLANTAÇÃO DO REINO DOS CÉUS SOBRE A TERRA, CONFORME OS DIZERES DE JESUS.

1. Como José Herculano Pires, no livro “O Reino” conduz esta ideia?
O autor nos conduz à ideia do Reino dos Céus a partir do olhar para nos mesmos: analisar nossos sentimentos, descobrir o que orienta as nossas ações, o nosso modo de viver, os nossos valores. Se recorrermos aos dizeres e à vivencia de Jesus, veremos que Ele deixou um roteiro para fazermos esse mergulho interior e ao final e ao cabo perceber que esse Reino dos Céus começa dentro de nós.
Na Grécia antiga, no antigo Templo de Apolo em Delfos, há uma inscrição que ainda hoje é objeto de reflexão:
“Advirto-te, sejas quem fores... Em ti se encontra oculto o tesouro dos tesouros!... Homem!... Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses”.
Muito tempo depois Sócrates refletiria e nos faria refletir sobre essa inscrição (http://filosofiaespiritaencantamentoecaminho.blogspot.com.br/). “Conhece-te a ti mesmo”.
Ao nos conhecermos em profundidade veremos que, de fato, o tesouro dos tesouros que para mim pessoalmente trata-se do o Reino dos Céus mencionado pelo Mestre, encontra-se oculto dentro de cada ser humano.
A presença de Santo Agostinho na Codificação vem dar um significado mais amplo ainda a essa busca pelo autoconhecimento, na resposta à pergunta 919-A, de “O Livro dos Espíritos”, ao afirmar que “O conhecimento de si mesmo é a chave do progresso individual”, e exemplifica como alcançar esse Reino de paz.
Para isso é importante a fé raciocinada, porque somente através da razão, do conhecimento, poderemos analisar o sentido da vida, a finalidade de tudo.

2. O que representa para você o Reino dos Céus?
Certa feita, Jesus perguntou a Tadeu: - “qual o principal objetivo das atividades de tua vida”?
E Tadeu respondeu-lhe: - “Mestre, estou procurando realizar o Reino de Deus no coração”.
(Livro “Boa Nova” – Francisco Candido Xavier pelo Espírito Humberto de Campos).
Vejamos então que Jesus não perguntou qual o principal objetivo de tua vida, mas sim, qual o principal objetivo das atividades de tua vida. O Reino dos Céus pode, portanto, representar a paz interior alcançada, mesmo diante dos maiores desafios da vida, porque ancorada na certeza da imortalidade. E neste sentido, todas as atividades da minha vida, desde os simples afazeres domésticos até as tentativas de direcioná-las para a edificação desse Reino, que como diz o prof. Herculano Pires, é objetivo, concreto e pertence a este mundo.
A Doutrina Espírita nos proporciona uma melhor compreensão do “Conhece-te a ti mesmo”. Isso porque “a fé espírita é raciocinada, .....ela sustenta o ser em sua trajetória de luz”. (http://filosofiaespiritaencantamentoecaminho.blogspot.com.br/).

3. É possível implantar o Reino ainda hoje nos corações humanos?
Sim, é possível desde que comecemos por nos mesmos, também pelos exemplos à família e ao entorno e, por consequência, numa visão mais ampla, ao mundo. Transformemo-nos e transformaremos o mundo!
O processo é bastante longo, sem atalhos, pois que a edificação do Reino não comporta atalhos. Porém para implantá-lo é preciso desconstruir outros pequenos reinos que cultuamos há milênios, a exemplo, do reino do egoísmo; da preguiça; da discórdia; da inveja; etc., etc.
Para tanto, é preciso ver para além das aparências, ou seja, analisar profundamente tudo o que nos cerca metodicamente, pacientemente; trata-se do bom combate, como Paulo de Tarso definiu a sua própria existência, sem violências, embora as potestades do ar e da terra lutem com armas nada ortodoxas como a obsessão e o materialismo sempre crescentes no momento atual.
Para se chegar ao Reino só existe um meio: o roteiro traçado por Jesus. Qualquer outro meio que não este nos levará a atalhos infindáveis e obscuros; a ética e a moral são componentes preponderantes para se alcançar o Reino dos Céus.
Existem duas formas de “perder” a vida:
A primeira é agarrar-se às coisas transitórias;
A segunda é seguir o roteiro de luz que o Mestre nos deixou.

Assim como há duas formas de encontrar a vida.
A primeira é pela dor. Pela porta larga.
A segunda é pelo amor, posto que disse Jesus: “Aquele que perder a vida por Amor de mim, a encontrará”.
Portanto, para implantar o Reino é necessário que cada um de nós saiba qual é nossa finalidade no mundo; como é possível desvendar a nossa essência, ou como indagava Nietzsche: Como tornar-me aquilo que sou? Sabendo que somos filhos de Deus, herdeiros de tudo o que Ele criou e cria constantemente, sabendo que somos centelha divina, portanto, como tal, por que ajo de forma contrá ria? Por que odeio àquele que deveria considerar meu irmão? Por que ajo sem ética com aqueles que não pertencem ao meu grupo? Esse mundo que vivo agora é aparente ou real?
Muito interessante a reflexão de Leandro Chevitarese em:
(http://www.cpflcultura.com.br/2011/06/03/um-mundo-sem-finalidade-e-que-nao-segue-uma-ordem-moral-%e2%80%93-leandro-chevitarese-2/), de que precisamos sair da Caverna tão bem descrita por Platão, como alegoria da dualidade luz/sombras, o mundo das aparências, passar pelo período de libertação (como o próprio processo de autoconhecimento) e depois retornar à caverna com a intenção de mostrar através de uma nova ética, uma nova moral, que existe o mundo real e verdadeiro - o Reino.
Na Alegoria da Caverna podemos também fazer a seguinte reflexão: o próprio movimento de ir e vir das obscuridades que a caverna oculta, pode significar a volta para dentro de nós mesmos, o mergulho interior de onde emergiremos melhores.

No capítulo XXIII de O Evangelho Segundo o Espiritismo – Moral estranha, Jesus nos aconselha a abandonar pai, mãe e filhos para vivenciar o Reino dos Céus desde aqui da Terra. Essa forte linguagem utilizada por Jesus para nos fazer meditar sobre o apego às coisas transitórias, inclusive a família carnal, é um exemplo do quanto devemos nos transformar para passarmos pela porta estreita,passagem esta onde só cabe uma pessoa por vez. Ao mesmo tempo somos advertidos de que ninguém pode ser feliz rodeado de infelicidade, ou seja, de que vale atingir o Reino sozinho?
Por isso a construção do Reino é ao mesmo tempo individual e coletiva.

Citações: PIRES, J.H., O REINO;
Revisão: Sonia Theodoro da Silva.

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