FILOSOFANDO O COTIDIANO

O autor define com mestria o significado da FILOSOFIA ESPÍRITA vigente no atual estágio evolutivo em que nos encontramos.
Acompanhe conosco esse processo de encontros e desafios, que definem o Ser em busca de si mesmo através de ações que convergem a favor da paz e da Harmonia.

Educar para o pensar espírita é educar o ser para dimensões conscienciais superiores. Esta educação para o Espírito implica em atualizar as próprias potencialidades, desenvolvendo e ampliando o seu horizonte intelecto-moral em contínua ligação com os Espíritos Superiores que conduzem os destinos humanos.(STS)

Base Estrutural do ©PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS (EFE, 2001): Consulte o rodapé deste Blog.

25 de maio de 2010

O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA


O grande pensador da antiguidade, Pitágoras, afirmava que a Terra era a morada da opinião. Poderíamos asseverar que, se em sua época havia esse reconhecimento, hoje não estamos distantes dessa definição; aproximando-nos dela cada vez mais, distanciando-nos do processo mais importante e sugestivo que já surgiu entre nós, também trazido por um sábio, e que pautava o desenvolvimento do conhecimento a partir de si. Este sábio, Sócrates, humilde pela concepção de Jesus, pois os veros humildes não têm necessidade de agir como “fortes”, já que reconhecem em si mesmos uma parcela de divindade através do exercício das virtudes latentes -, ensinava, ou melhor, guiava os seus seguidores e ouvintes através dos caminhos ásperos da opinião, até o reconhecimento de que os seres humanos muito sabiam dos outros, porém, pouco ou nada sabiam de si mesmos.

O conceito e a ironia socratianos, aplicados no desenvolvimento do verdadeiro e mais profundo de todos os conhecimentos, o saber de si, conduzia o pensamento e o raciocínio, de forma natural, a um outro momento: conheça-se - depois seja sincero com o que descobriu. A humanidade atual parece estar atravessando por esse processo – e é aí que surgem os desvios de rota.

O ser humano habituou-se a reduzir a compreensão das coisas às percepções da própria mente, pois é difícil romper com as estruturas de referência e permitir que o Espírito efetue saltos qualitativos para outras dimensões de conhecimento, transcendendo aos limites impostos por vidas de pensamento estruturado.

Contudo, foi isto o que o prof. Rivail, futuro Allan Kardec, realizou. Ao ser informado dos fenômenos que ocorriam em todo o mundo, em particular na França, em Paris, porém, conhecedor das leis do magnetismo e da inconsequente utilização de seus mecanismos nas mãos de ilusionistas para espetáculos de lazer, transcende a si próprio e às estruturas de saber lineares de sua época, dá um salto de qualidade e vai ao encontro da maior proposta que um ser humano poderia receber: a realização efetiva da própria missão, certamente aceita na vida espiritual, porém passível de alterações oriundas de seu próprio arbítrio, de trazer à consciência humana, de forma despojada de atavismos religiosos, a sua verdadeira e real natureza, a espiritual, com todos os seus desdobramentos. Isto implicaria em assumir um trabalho de peso, onde o discernimento, a impessoalidade e a renúncia estariam presentes a todo instante, exigindo de si doação plena, trabalho intenso, firmeza e coragem constantes.

A humildade do grande sábio, aquela que lhe revela que o conhecimento real é vastíssimo, e que nunca abarca uma só existência, manifesta-se em Rivail e ele então conclui a fase do trabalho imenso que lhe competia, legando aos que chamou de “espíritas” (palavra nova no vocabulário de então), uma herança grandiosa, verdadeira, e que nunca poderia estar sujeita às opiniões transitórias, muito embora estivessem embasadas em níveis de intelectualidade possivelmente invejáveis, porém sempre circunscritas e condicionadas à evolução temporal de quem as elabora, e, portanto, restritivas, limitantes e limitadoras. Assim, o caminho já estava traçado. Liberto das arestas reducionistas, o processo socrático precursor consolida assim, a rota firme e segura pela qual o ser humano poderia transitar, sem receios.

O autoconhecimento, através da bússola espírita, revelaria ao ser humano que ele evolui em espiral ascendente, perpetuamente, e que portanto, se bem compreendido, poderia livrá-lo do medo. Livre do medo, acabaria com o ódio. Livre do ódio, estaria livre da ganância, da inveja, da guerra, do ímpeto de matar, de destruir. Ele, o medo, necessário à conservação da vida, quando patológico – medo do fracasso, da dor, da morte, da humilhação, da solidão, do desamor, de si mesmo, e, em última análise, medo do medo – , é insidioso, manipulado e manipulador, instrumento de forças negativas e destrutivas que se impõe ao que se acovarda diante do convite que o autoconhecimento lhe propõe.

Mensagem clara e enobrecedora, o Espiritismo postula a maiêutica socrática como método de autoconhecimento seguro, ao alcance daquele que não teme conhecer-se para renovar-se, de sair da caverna escura de seus erros de percepção de uma suposta realidade, a das aparências, para alcançar degraus mais altos reabilitando-se junto às leis divinas conscienciais, sendo uno com o Pai, tal como na promessa de Jesus.

Artigo publicado em 3 idiomas no The Journal of Psychological Studies, de Londres, Inglaterra, Ano II, N° 7

The Awakening of Conscience
Sonia Theodoro da Silva
Pythagoras, that great thinker of ancient times, affirmed that Earth was the dwelling place of opinion. We could say that if, Earth was so recognised in his time, we have not moved too far from regarding Earth as a place of opinion today. By moving closer to “this dwelling place of opinion” more and more, we distance ourselves from the most important and suggestive process there has ever been amongst us which was also brought by a wise man, who guided the development of knowledge from Man himself. This wise man, Socrates, was of humble character according to Jesus’ concept as he is considered humble because the truly humble people has no need to appear “strong” since they recognise in themselves a portion of Divinity t-hrough the exercise of their latent virtues. Socrates taught, or rather, guided his followers and listeners through the harsh path of opinion, until they would recognise that human beings knew much about others, yet, very little or nothing about themselves.
Socrates’ concept and irony, when applied to the development of the most profound and true piece of all knowledge: self awareness naturally leads thought and reason to another moment: the knowledge of oneself – know yourself, then be truthful to what you have discovered.
At present, humanity seems to be going through this process, and that is where deviations from route take place. Human beings have become accustomed to reduce the comprehension of things to the perceptions of their our own mind, as it is difficult to break away from established refe-rence points and to allow his Spirit to break new qualitative ground to other dimensions of knowledge, transcending the limits imposed by past experiences of structured thoughts on the same old reference points.
This is what Prof Rivail, later to be known as Allan Kardec, accomplished. On being informed of the phenomena occurring around the whole world, particularly in Paris, and being an expert on the laws of magnetism and of the inconsequent utilisation of its mechanisms in the hands of illusionists for frivolous shows, he transcends himself and the structures of linear knowledge of that time. He thus accepts the greatest charge a human being could accept: the effective fulfillment of one’s own mission, which had certainly been accepted before reincarnation while he was still in the spiritual dimensio true nature, i.e. the spiritual nature, with all its consequences. That was accomplished without religious atavism and demanded from him the undertaking of an extremely heavy workload, in which discernment, impersonality and self-sacrifice were present at every step. This commanded full dedication, hard work, stead-fastness and constant courage.
The humility of this great wise man makes him realise that real knowledge is vast and can never be covered in only one existence. He then completed his immense task, leaving for those who he called spiritists” (therefore introducing a new word in the vocabulary at the time) a true and valuable inheritance which would never be subjected to transitory opinions, even though, they were based on levels of intellectualities possibly enviable, however limited and conditioned to the temporal evolution of those who elaborated them and were, therefore, restricted, bounding and restrictive. So, the path was already traced. The Socratic process, free from reductionist edges, consolidates the firm and secure route by which human beings can travel without fears.
Self-Knowledge, in the spiritist point of view reveals to the human being that it perpetually evolves in an ascending spiral and, therefore, if self-knowledge is well understood, it can free us from fear. Being free from fear means that hatred would end for humanity. Freed from hatred, we would be free from greed, envy, war and the haste to kill and to destroy. Fear is necessary for the preservation of life, yet as a pathology – fear of failure, pain, death, humiliation, loneliness, lack of love, fear of oneself and fear of fear – is insidious, manipulated and manipulator. It is an instrument of negative and destructive forces which imposes itself to those intimidated by the prospect of self-knowledge.
Spiritism, with its clear and elevating message, postulates the Socratic maiuetics as method of safe self-knowledge. This is within reach of those who do not fear to know themselves in order to renovate themselves, to come out of the dark cave of their mistakes of perception of a supposed reality, of appearances, in order to reach higher steps, rehabilitating themselves with the Divine Laws of conscience, becoming one with the Lord like in Jesus’ promise.
Sonia Theodoro da Silva is a translator and studies Philosophy. She lives in São Paulo, Brazil, collaborates in Casas Andre Luis and writes articles for spiritist magazines and newspapers.


Das Erwachen des Gewissens
Sônia Theodoro da Silva
Pythagoras, der große Denker alter Zeiten, behauptete, dass die Erde die Wohnstätte der Meinung war. Wir könnten sagen, dass, wenn die Erde in seiner Zeit so erkannt wurde, haben wir uns nicht zu weit weg bewegt, die Erde heute als eine Stätte der Meinung zu betrachten. Indem wir uns mehr und mehr „dieser Wohnstatt der Meinung“ nähern, entfernen wir uns von dem wichtigsten und sinnvollsten Prozess, den es jemals unter uns gab – der auch von einem weisen Mann gebracht wurde, der selbst die Entwicklung der Erkenntnis des Menschen leitete. Dieser weise Mann, Sokrates, war ein demütiger Charakter entsprechend der Vorstellung von Jesus – wie er als demütig betrachtet wird, weil die wahrhaft demütigen Menschen es nicht nötig haben als „stark“ zu erscheinen, da sie in sich einen Anteil an Göttlichkeit erkennen durch das Ausüben ihrer latenten Tugenden. Sokrates lehrte, oder vielmehr, führte seine Jünger und Zuhörer auf den rauen Wegen der Meinung, bis sie erkennen würden, dass menschliche Wesen viel über andere wussten, doch sehr wenig oder nichts über sich selbst.
Sokrates‘ Vorstellung und Ironie, bezogen auf die Entwicklung des umfassendsten und wahren Teils allen Wissens: Selbstwahrnehmung führt naturgemäß Gedanken und Vernunft zu einem anderen Moment: Der Kenntnis von sich selbst – kenne dich selbst, dann sei ehrlich zu was du entdeckt hast. Gegenwärtig scheint die Menschheit durch diesen Prozess zu gehen und das ist, wo Abweichungen vom Weg stattfinden. Menschliche Wesen waren es gewohnt, das Begreifen von Dingen auf die Sichtweise ihres eigenen Verstandes herabzusetzen, da es schwierig ist, von gewohnten Bezugspunkten wegzubrechen und seinem Geist zu erlauben einen neuen qualitativen Boden zu anderen Dimensionen des Wissens aufzubrechen, die Begrenzungen zu überschreiten, die durch vergangene Erfahrungen von strukturierten Gedanken auferlegt waren an den gleichen alten Bezugspunkten.
Dies ist, was Prof. Revail, später bekannt als Allan Kardec, bewerkstelligte. Informiert über das Phänomen, das rund um die ganze Welt geschah, besonders in Paris, und als ein Experte in den Gesetzen des Magnetismus und dem inkonsequenten Gebrauch in den Händen von Zauberern für leichtfertige Vorführungen, übertraf er sich und die Strukturen der linearen Kenntnis seiner Zeit. So akzeptierte er den größten Preis, den ein menschliches Wesen akzeptieren konnte: die wirksame Erfüllung seiner eigenen Mission, welche gewiss vor der Reinkarnation akzeptiert worden ist während er noch in der spirituellen Dimension war. Diese Mission, verantwortlich für Veränderungen, war, wenn wir seinen eigenen freien Willen berücksichtigen, dem menschlichen Gewissen seine eigene wahre Natur zu bringen, d. h. die spirituelle Natur mit all ihren Folgen. Dies wurde erreicht ohne religiöse Atavismen und forderte von ihm die Unternehmung eines außergewöhnlich schweren Arbeitspensums, in dem Urteilsvermögen, Unpersönlichkeit und Selbst-Aufopferung bei jedem Schritt gegenwärtig waren. Dies erforderte volle Hingabe, harte Arbeit, Standhaftigkeit und beständigen Mut.
Die Bescheidenheit dieses großen klugen Mannes lässt ihn erkennen, dass wirkliches Wissen riesig ist und niemals in nur einer Existenz erfasst werden kann. Er vollendete dann seine riesige Aufgabe, indem er für jene, die er „Spiritisten“ (deswegen ein neues Wort in seiner Zeit vorstellte) nannte, ein wahres und kostbares Erbe hinterlässt, welches niemals kurzlebigen Meinungen unterworfen würde. Auch wenn sie auf Ebenen möglicherweise beneidenswerter Verstandesmäßigkeiten basierten, jedoch begrenzt und eingeschränkt auf die zeitliche Entwicklung jener, die sich entwickelten und deshalb begrenzt, begrenzend und beengend waren. So war der Weg schon aufgespürt. Der sokratische Prozess, frei von reduktionistischen Grenzen festigt den beständigen und sicheren Weg, auf welchem menschliche Wesen ohne Ängste reisen können.
Selbst-Erkenntnis, vom spiritistischen Ansichtspunkt, enthüllt dem menschlichen Wesen, dass es sich ununterbrochen entwickelt in einer aufsteigenden Spirale und deshalb kann Selbst-Erkenntnis, wenn sie gut verstanden wird, frei von Angst sein. Frei von Angst zu sein heißt, dass Hass für die Menschheit aufhören würde. Frei von Hass würden wir frei sein von Gier, Neid, Krieg und der Hast zu töten und zu zerstören. Angst ist notwendig für die Erhaltung des Lebens, doch als Pathologie – Angst vor Fehlern, Schmerz, Tod, Demütigung, Einsamkeit, Mangel an Liebe, Angst vor sich selbst und Angst vor der Angst – ist sie heimtückisch, manipuliert und Manipulator. Sie ist ein Instrument negativer und zerstörerischer Kräfte, die sich jenen aufzwingen, die durch den Ausblick auf Selbst-Erkenntnis eingeschüchtert werden.
Spiritismus mit seiner klaren und erhebenden Botschaft stellt die sokratische Mäeutik auf, als Methode einer sicheren Selbst-Erkenntnis. Dies ist im Bereicher derjenigen, die nicht fürchten, sich selbst zu erkennen, um sich zu erneuern, um aus der dunklen Höhle der Fehler ihrer Sichtweise einer vermeintlichen Wirklichkeit, von Erscheinungen herauszukommen, um höhere Stufen zu erreichen, sich wieder einzugliedern mit den Göttlichen Gesetzen des Gewissens, um eins zu werden mit dem Herrn, wie in Jesus‘ Versprechen.
Sônia Theodoro da Silva ist Übersetzerin und promoviert in Philosophie. Sie lebt in São Paulo, Brasilien, arbeitet bei Casas André Luiz und schreibt Artikel für spiritistische Magazine und Zeitungen.

El Despertar de la Consciencia
Sonia Theodoro da Silva
El gran pensador de la antigüe-dad, Pitágoras, afirmaba que la Tierra era la morada de la opinión. Podríamos asegurar que, si en su época había ese reconocimiento, hoy no estamos lejos de esa definición. Aproximándonos a ella cada vez más, nos alejamos del proceso más importante y sugestivo que ya sur-gió entre nosotros, también traído por un sabio, que pautaba el desenvolvimiento del conocimiento a partir del propio hombre. Ese sabio, Sócrates, humilde por la concepción de Jesús pues los verdaderos humildes no tienen necesidad de actuar como “fuertes” ya que reconocen en sí mismos una parte de divinidad a través del ejercicio de las virtudes latentes, enseñaba, o mejor, guiaba sus seguidores y oyentes a través de los caminos ásperos de la opinión, hasta el reconocimiento de que los seres humanos mucho sabían de los otros, sin embargo, poco o nada sabían de si mismos.
El concepto y la ironía socráticos, aplicados en el desenvolvimiento del verdadero y más profundo de todos los conocimientos, el saber de sí, conducía el pensamiento y el raciocinio, de forma natural, a otro mo-mento: conocerse después ser sincero con lo que descubrió. La humanidad actual parece estar atravesando por ese proceso; y es ahí que surgen los desvíos de ruta. El ser humano se acostumbró a reducir la comprensión de las cosas a percepciones de la propia mente, pues es difícil romper con las estructuras de referencia y permitir que el Espíritu efectúe saltos cualitativos para otras dimensiones de conocimiento, tras-cendiendo a los límites impuestos por vidas de pensamiento estructurado.
Fue eso que él profesor Rivail, futuro Allan Kardec, realizó. Al ser informado de los fenómenos que ocurrían en todo el mundo, en particular en Francia, en París, pero conocedor de las leyes del magnetismo y de la inconsecuente utilización de sus mecanismos en las manos de ilusionistas para espectáculos de ocio, trasciende a sí mismo y a las estructuras de saber lineales de su época, da un salto de calidad y va al encuentro de la mayor propuesta que el ser humano podría recibir: la realización efectiva de la propia misión, ciertamente acepta en la vida espiritual, no obstante, pasible de alteraciones oriundas de su pro-pio libre albedrío, de traer a la cons-ciencia humana, de forma despojada de atavismos religioso, su verdadera y real naturaleza, la espiritual, con todos sus desdoblamientos. Eso im plicaría asumir un trabajo de peso, en el que el discernimiento, la impersonalidad y la renuncia estarían presentes en todo momento, exigiendo de sí donación plena, trabajo intenso, firmeza y coraje constantes.
La humildad del gran sabio, aquella que le revela que el conocimiento real es enorme y que nunca abarca una sola existencia, se manifiesta en Rivail y él entonces concluye la fase del trabajo inmenso que le competía, legando, a los que llamó “espiritas” (palabra nueva en el vocabulario de entonces), una herencia grandiosa, verdadera y que nunca podría estar sujeta a las opiniones transitorias, entretanto estuviesen ofuscadas en niveles de intelectualidades posiblemente envi-diables, sin embargo siempre circunscritas y condicionadas a la evolución temporal de quien las elabora, y, por lo tanto, restrictivas, limitantes y limitadoras. Así, el camino ya estaba hecho. Liberto de las aristas reduccionistas, el proceso socrático precursor consolida, así, la ruta firme y segura por la cual el ser humano podría transitar sin recelos.
El auto-conocimiento, a través de la brújula espirita, revelaría al ser humano que él evoluciona en espiral ascendente, perpetuamente, y que, por tanto, si bien comprendido, podría librarlo del miedo. Libre del miedo, acabaría con el odio. Libre del odio, estaría libre de la ganan-cia, de la envidia, de la guerra, del ímpetu de matar, de destruir. Él, el miedo, necesario a la conservación de la vida, cuando patológico miedo del fracaso, del dolor, de la muerte, de la humillación, de la soledad, del desamor, de sí mismo, y, en último análisis, miedo del miedo es insidio-so, manipulado y manipulador, instrumento de fuerzas negativas y destructivas que se imponen al que se acobarda delante de la invitación que el auto-conocimiento le propone.
“Hay una necesidad urgente de reprogramarse la mente”
Mensaje claro y ennoblecedor, el Espiritismo postula la mayéutica socrática como método de auto-conocimiento seguro al alcance de aquel que no teme conocerse para renovarse, salir de la caverna oscu-ra de sus errores de percepción de una supuesta realidad, la de las apariencias, para alcanzar los pelda-ños más altos, rehabilitándose junto a las leyes divinas en conciencia, siendo uno con el Padre tal como en la promesa de Jesús.
Sonia Theodoro da Silva es traductora y studa Filosofía, vive en São Paulo, Brasil, colabora en la Casa André Luiz y escribe para revistas y periódico espiritas.

EFE Filosofia Espírita

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