FILOSOFANDO O COTIDIANO

O autor define com mestria o significado da FILOSOFIA ESPÍRITA vigente no atual estágio evolutivo em que nos encontramos.
Acompanhe conosco esse processo de encontros e desafios, que definem o Ser em busca de si mesmo através de ações que convergem a favor da paz e da Harmonia.

Educar para o pensar espírita é educar o ser para dimensões conscienciais superiores. Esta educação para o Espírito implica em atualizar as próprias potencialidades, desenvolvendo e ampliando o seu horizonte intelecto-moral em contínua ligação com os Espíritos Superiores que conduzem os destinos humanos.(STS)

Base Estrutural do ©PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS (EFE, 2001): Consulte o rodapé deste Blog.

27 de dezembro de 2012


TEMPO Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão pra qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente... Para você, Desejo o sonho realizado. O amor esperado. A esperança renovada. Para você, Desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir. Todas as músicas que puder emocionar. Para você neste Ano Novo, Desejo que os amigos sejam mais cúmplices, Que sua família seja mais unida, Que sua vida seja mais bem vivida, Gostaria de lhe desejar tantas coisas, Mas nada seria suficiente... Então ,desejo apenas que você tenha muitos desejos, Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto ao rumo da sua Felicidade!!! Carlos Drummond de Andrade Que Deus abençoe os dias que virão, que sejam plenos de Paz e prósperos de Esperança e de Realizações Sonia Theodoro da Silva

17 de dezembro de 2012

O Guardador de Rebanhos (Fernando Pessoa)


FELIZ NATAL !!!
SÃO OS VOTOS DE TODA A EQUIPE DO PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS!

VISITE O NOVO PORTAL DE ESTUDOS CEFE-CENTRO DE ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS
WWW.FILOSOFIAESPIRITA.ORG


(...) Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural,
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é porque ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre,
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.

A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E a outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é o de saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.
(...) 
Depois eu conto-lhe histórias das cousas só dos homens
E ele sorri, porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos-mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade

Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do sol
A variar os montes e os vales,
E a fazer doer aos olhos os muros caiados.
Depois ele adormece e eu deito-o
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.

Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos,
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate as palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.
...................................
Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu no colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.
.......................................
Esta é a história do meu Menino Jesus,
Por que razão que se perceba
Não há de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?
08-03-1914

3 de dezembro de 2012

CEFE: NOVO PORTAL DE ESTUDOS ESPÍRITAS www.filosofiaespirita.org



CONFORME ANUNCIAMOS, O PORTAL DE ESTUDOS ESPÍRITAS CEFE-CENTRO DE ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS JÁ ESTÁ ON LINE!!
CRIADO EM 03 DE OUTUBRO DE 2012, ELE TEM OS SEUS OBJETIVOS FIXADOS EM SEU PROJETO (MENU INSTITUCIONAL: O PROJETO).

NESTE PORTAL ENCONTRAREMOS OS MÓDULOS DE ESTUDO E PESQUISA EM FILOSOFIA ESPÍRITA, O VER-VISÃO ESPÍRITA DA RELIGIOSIDADE E FILOSOFIA ESPÍRITA E MEDIUNIDADE, ACRESCIDOS DE DOCUMENTÁRIOS, INDICAÇÕES DE FILMES, PALESTRAS, AULAS ESPECIAIS GRAVADAS, DOWNLOADS DE LIVROS ESPÍRITAS, 07 BLOGS DO PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS COM MAIS DE 70.000 ACESSOS, E O CEFE NO EXTERIOR.

NO FUTURO TEREMOS MUITO MAIS - ESTE É UM PORTAL QUE TAMBÉM TEM A PARTICIPAÇÃO DOS ESTUDIOSOS DOS GRUPOS DE ESTUDO EM FILOSOFIA ESPÍRITA E DO VER: SUA DEDICAÇÃO AO ESTUDO E PESQUISA E A ATENÇÃO QUE TÊM DEMONSTRADO À FILOSOFIA ESPÍRITA E À ABORDAGEM DO VER DEMONSTRAM O SEU TOTAL ENGAJAMENTO À PROPOSTA DO ESPÍRITO DA VERDADE, A DO ENOBRECIMENTO DO ESPÍRITO ATRAVÉS DO ESPIRITISMO COMPILADO POR ALLAN KARDEC.

NESTE GRAVE MOMENTO DE NOSSA EVOLUÇÃO, TODAS AS INICIATIVAS QUE POSTULEM A BOA E CORRETA DIVULGAÇÃO E INCENTIVEM AO PLENO ENGAJAMENTO À CAUSA DE JESUS DE NAZARÉ REVISITADA PELA DOUTRINA ESPÍRITA SÃO VÁLIDAS:

"SE VOS DIZEIS ESPÍRITAS, SEDE-O DE FATO" (PAULO APÓSTOLO, LYON, 1861 - ESE, CAP. X, IT.14):

http://www.filosofiaespirita.org

PORTANTO, ESTÃO TODOS CONVIDADOS A PARTICIPAREM DESTA CAUSA: ESTUDO APROFUNDADO, PESQUISA, INTERATIVIDADE, DIVULGAÇÃO, ENGAJAMENTO PLENO.
FRATERNALMENTE,
EQUIPE CEFE-CENTRO DE ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS

OS SETE BLOGS DO PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS CONTINUARÃO A SER UTILIZADOS - TAMBÉM PODEM SER ABERTOS ATRAVÉS DO SITE www.filosofiaespirita.org.

12 de novembro de 2012

A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO, DA PESQUISA, DA REFLEXÃO ESPÍRITAS


Sem dúvida alguma estamos atravessando momentos marcantes em nossa evolução intelecto-moral; os conflitos humanos alcançam proporções antes nunca vistas, pois se espalham pelo planeta de provas, sem respeitar fronteiras, culturas, costumes, etnias...
Por volta da década de 1990, a BBC londrina fez um documentário sobre três grandes cidades: Nova Iorque, Londres, Rio de Janeiro; tratava-se de uma análise sob o ponto de vista social e cultural, e os prováveis conflitos que poderiam advir nessas metrópolis se medidas de contenção e prevenção e posteriores mecanismos educacionais não fossem tomados. As duas primeiras cidades conseguiram superar momentos difíceis - porém, o nosso Rio de Janeiro transformou-se em campo de batalha com a presença do Exército nas favelas. Permanecem os riscos advindos do tráfico de drogas, flagelo mundial, bem como a ausência de primazia para a educação e saúde, além de muitos outros problemas.
Bezerra de Menezes, quando presidente da Câmara dos Deputados do Rio, na segunda metade do século XIX, dizia que era urgente o encaminhamento dos escravos recém libertos e de outros grupos minoritários que se instalavam aos pés dos morros cariocas, "para que evitássemos grandes dramas no futuro."

A pensadora Hannah Arendt analisou o período entre as duas guerras mundiais, descrevendo a base popular que levou ao surgimento dos sistemas totalitários. Ao contrário daqueles dias, a segunda metade do século XX tornou-se um fragmento do realismo cru daqueles dias, porém, desprovido dos rituais que caracterizaram o grande império nacional-socialista e seus marionetes europeus e asiáticos.

Também no início da década de 1990, Hans Magnus Enzensberger, alemão,doutor em filosofia e literatura na Sorbonne em Paris, poeta, ensaísta, tradutor, escreveu um livro traduzido para o português, "Guerra Civil", a partir da coletânea de três ensaios. Neste livro, o prof. Enzensberger faz uma análise dos motivos e das causas que originaram as guerras da Antiguidade, até a ênfase nos século XIX e XX. São suas as palavras, destacadas do livro citado:
Ao contrário das guerras antigas e até das I e II Guerras Mundiais, "o ódio é suficiente para o surgimento dos conflitos nas grandes cidades. A agressão não é dirigida somente ao outro, mas também à vida desprezível que se leva. Segundo as palavras de Hannah Arendt, é como se para os criminosos, viver ou morrer, se tivessem nascido ou jamais tivessem vindo à luz, fosse a mesma coisa."
O livro é uma análise forte e vigorosa das razões que levam jovens adultos a se engajarem em projetos suicidas, sob a mais clara antropofagia materialista.

Urge que revelemos às crianças e aos jovens que eles são Espíritos reencarnantes; que a morte não existe, que eles reencarnaram para o cumprimento de compromissos com o passado e vinculados às realizações do presente que lhes trarão um futuro de Paz e felicidade interior.

Urge cercarmos as nossas crianças e jovens de Conhecimento, o Conhecimento Espírita, que, além de lhes revelar a sua natureza de Espíritos imortais, lhes confere responsabilidade sobre os próprios pensamentos, atos e atitudes, estimulando assim o exercício da ética cristã e espírita, da moral de Jesus de Nazaré.

Urge cercá-los de muito diálogo, do sentimento de segurança emocional que somente o Espiritismo bem conhecido e vivido no lar e na sociedade poderá lhes garantir. Mas acima de tudo, de amor, educação e direcionamento.

Foi pensando em todas essas questões, e estimulados pelos mais de 55.000 acessos em nossos sete (07) Blogs de estudos, que decidimos abrir um Portal que pudesse abranger o Conhecimento espírita de forma objetiva e suscinta, além de orientativa de meios de obtenção do vero Conhecimento Espírita tal como os Espíritos Superiores orientaram a Allan Kardec.

O Portal CENTRO DE ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS conterá os programas estudados nos Grupos de Estudo e Pesquisa, bem como documentários, palestras, links de livros e instituições espíritas no Brasil e no exterior que seguem esses objetivos preconizados pelo Espírito da Verdade, e muito mais.

Já lançado em 03 de outubro de 2012, data em que se comemora o aniversário do Codificador bem como a data em que o abnegado médium Francisco Cândido Xavier foi eleito pelos brasileiros como "O maior brasileiro de todos os tempos”, estará on line em breve.
Aguarde !!

22 de outubro de 2012

AULA ESPECIAL: ESPIRITUALIDADE E CIÊNCIA

Foto: momento da apresentação do dr. Adriano (STS)

Na sequência das Aulas Especiais do Módulo Filosofando o Cotidiano, o Projeto Estudos Filosóficos Espíritas, trouxe-nos, da sua equipe de pesquisadores e estudiosos, a presença do dr. Adriano Pires com o tema Espiritualidade e Ciência:Convergência entre Filosofia, Ciência Espírita e as Modernas Descobertas Científicas; a apresentação trabalhou os conceitos filosóficos de Sócrates, Platão, Aristóteles e Galileu, a fim de embasar o argumento técnico da ciência experimental. Evidenciou que este foi o método utilizado por Kardec e os primeiros cientistas espíritas, enumerando-os. Após esta análise, a apresentação conduziu os participantes a reflexão em torno dos estudos envolvendo a Biologia, a evolução antropológica e a Física de micropartículas com as modernas descobertas científicas.

EM BREVE: PORTAL DE ESTUDOS DO PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS!

4 de outubro de 2012

CHICO XAVIER, O MAIOR BRASILEIRO DE TODOS OS TEMPOS

Momento comemorativo do Evento


Ontem, 03 de outubro, data de aniversário de chegada entre nós do Apóstolo de Jesus, Allan Kardec, Chico Xavier, com mais de 70% dos votos coletados por uma emissora de televisão, foi consagrado como "O maior brasileiro de todos os tempos".

Certamente que Chico, com sua notória humildade dispensaria mais esta homenagem, atribuindo-a a Jesus e ao Espiritismo - o que seria de se esperar que assim o fizesse, pois ele nunca quis os holofotes da fama sobre si. Sem dúvida que muitos dos demais indicados legaram, com suas vidas inteiras dedicadas a um ideal específico, o seu exemplo que merece o nosso eterno apreço e admiração: Princesa Isabel e Santos Dumont ("concorrentes" de Chico), Tiradentes, Irmã Dulce, Ayrton Senna, além de outros, nas áreas do esporte, da política, das ciências médicas, etc., porém, o que ficou gravado na memória dos brasileiros foi a presença amorosa de Chico Xavier, como legítimo representante do Amor de Jesus de Nazaré e do Espiritismo, a Sua Promessa de Paz e de amor entre os homens.

Chico Xavier, que em 2012 completa 10 anos de Vida Plena nas dimensões extra-físicas, certamente receberá, com muito carinho e o amor de sempre, mais esta homenagem de pura gratidão de todos os que levaram o seu nome e o do Espiritismo à divulgação plena pelos meios de comunicação.

Para nós encarnados, espíritas, a imensa responsabilidade de continuar a bem representar nos corações, na inteligência e nas obras esse legado de paz e de Amor de Jesus de Nazaré, de Allan Kardec, e de Chico Xavier.

Veja em: http://www.sbt.com.br/omaiorbrasileiro/

23 de setembro de 2012

A PRIMAVERA CHEGOU ! !


E com ela, as nossas esperanças se reavivam... é a Natureza a demonstrar que a vida, não obstante os empeços, as dificuldades, as tormentas, as tempestades, sempre trará de volta o sol, as flores, os campos, a brisa suave, a chuva refrescante, os ventos que limpam e renovam o ar...

A nossa parte deve ser feita; recomeçar e recomeçar sempre, afinal, a reencarnação nos trouxe de volta para o recomeço, não é mesmo?

Vamos continuar, com os compromissos assumidos, com os estudos aprofundados que libertam a nossa consciência, com o exercício do amor ao próximo e à bela, magnífica Natureza que nos acolhe com sua beleza, dizemos, plenos de Vida e de Esperanças:
BEM-VINDA, PRIMAVERA

7 de setembro de 2012

SOBRE O CORAÇÃO DO MUNDO


Aos sete dias do mês de setembro, a libertação da nação brasileira do jugo colonialista é lembrada todos os anos. Nos bastidores desse recorte de nossa história aconteceram atos de heroísmo, de coragem, de lealdade, mas também de perversidade, de crueldade em meio a interesses escusos por parte dos seus atores. Cada país tem a sua história de liberdade e escravidão, de paixão aos seus ideais e de nacionalismo exacerbado e patológico. Buscar as origens, as causas dessa paixão à terra, às suas etnias, às nacionalidades, às teocracias é um excelente trabalho de estudo e pesquisa com base não somente nas ciências humanas, quais sejam, Sociologia, Antropologia, Filosofia bem como nas religiões, mas essencialmente na ciência da reencarnação, que responde prontamente às indagações do “porque tal país é assim”, “porque tais povos guerreiam entre si”, “porque um país democrático se transforma numa nação fundamentalista”, “quem são determinados povos, quais as suas origens”, “porque alguns povos são unidos e outros desunidos”, etc., etc.

Um simples passeio pela história universal desde os primódios das primeiras civilizações nos responderia prontamente: a história se repete, porque somos os mesmos atores no palco das reencarnações.

Sem dúvida que o progresso tecnológico, social, intelectual nos garante uma renovação constante – as gerações se sucedem, porém, os lastros do passado teimam em sobressair acima das conquistas e das realizações.

Certa vez alguém comentou que os romanos seriam os norte-americanos reencarnados numa nova nação, num outro continente, porém com o mesmo ímpeto guerreiro, os mesmos hábitos latentes, o mesmo conjunto iconográfico e simbológico, o mesmo gênero de arquitetura nos edifícios estatais de sua capital federal, o mesmo crescimento em direção à Ciência e as Artes, valores que fizeram dessa nação a grande impulsionadora dos princípios de Liberdade constantes de sua bela e formosa Constituição. Estaria aí a causa oculta do protecionismo à Israel, outrora conquistada, vilipendiada e destruída por seus imperadores e generais? Estaria aí também a causa de seu movimento libertário em prol de uma Europa, outrora componente do seu vasto Império, e no século XX dizimada pela 2ª. Guerra Mundial, invadida pelos prováveis antigos bárbaros reencarnados, com os mesmos impulsos destrutivos em suas conquistas de outrora e que acabaram por contribuir definitivamente para que Roma fosse apagada da história? Sem dúvida, os norte-americanos teriam muito a redimir, embora tenham contribuído pela preservação dos tesouros intelectuais, culturais e religiosos dos povos conquistados pelo Império Romano – aí estaria presente um de seus méritos. A Europa Ocidental e Oriental e os Estados Unidos têm uma história em comum; e juntamente com os povos africanos e orientais todos temos um passado a ser reconstruído com novos valores.

Portanto, acreditamos, por força dos esclarecimentos espíritas, que estamos apenas no começo desse movimento redentor. Dissemos redentor e não redentorista. E quando dizemos redimir não queremos dar a conotação religiosa. Muito ao contrário. Os princípios espíritas são absolutamente claros no que tange a esclarecer que as matrizes dos efeitos estão nas causas geradas pelos próprios seres humanos. E que elas precisam de uma revisão e reconstrução em bases éticas e morais.

Arnold Toynbee disse certa vez que, ao longo de 6.000 anos de civilização (levando-se em conta os primeiros agrupamentos humanos já constituídos e com atividades agrícolas) tivemos apenas 100 anos de paz intercalados. Sem dúvida que aí se encaixa a Pax Romana de César Augusto, que, com Péricles, se enquadram entre os maiores disseminadores e mecenas das Artes em geral, quais sejam a Música, a Pintura, a Escultura, a Literatura, a Dramaturgia, bem como da Arquitetura, da Engenharia, e principalmente da Filosofia, das Ciências Exatas e Humanas.

E o Brasil? Qual o seu papel em todo esse processo? Sem dúvida que esta nação, jovem em idade como nação constituída, carrega consigo os atores do drama universal. Somos todos romanos, palestinos, hebreus, semitas, egípcios, babilônios, sírios, caldeus, assírios, godos, visigodos, africanos, mongóis, etc., etc., e mais recentemente, europeus, chineses, russos, africanos, sul-americanos, norte-americanos, neo-zelandeses, australianos, etc., etc., etc. – não como nacionalidade, mas como origens e culturas. Sem esquecer, no vasto continente americano, os índios nativos e seus costumes e hábitos saudáveis e de amor e preservação à Natureza.

Então, quem seríamos? Faça a pergunta e si mesmo. A sua bagagem espiritual lhe responderá. Porém acima de tudo, tenhamos em mente que o Espiritismo nos conferiu a cidadania universal.

O Brasil, espiritualmente falando, é um espaço reservado a todos os Espíritos que querem se redimir. Transitamos pelo mundo afora realizando para o nosso próprio bem e pelo bem das coletividades humanas, porém, muito erramos, caímos, porque presos às conquistas efêmeras, fossem elas nos campos religioso, científico, filosófico, ou cultural. Trazemos um orgulho de casta latente que se manifesta em preconceitos de toda sorte. Trazemos ímpetos agressivos, porque somos ainda habitantes de um plano evolutivo congênito.

Porém, a nossa cordialidade para com os estrangeiros é notória – reminiscências de uma convivência remota? É provável. A nossa solidariedade é expontânea e, por parte de alguns grupos, que se reúnem em ONGs de atendimento e amparo às minorias e à natureza, comovente. Estariam aí as reminiscências de dramas vividos coletivamente? Pode ser.

O que nos destaca é o fato de que ocupamos uma geografia privilegiada, estamos numa situação econômica atual estável, temos uma tendência inata ao humanismo, visto como filosofia moral que coloca os valores humanos como dignidade, aspirações e capacidades humanas, particularmente a racionalidade como essenciais e até políticas.

O que não podemos fazer é tomar uma atitude predestinada de “povo escolhido” e que vive numa “terra prometida” numa “aliança perpétua com Deus” – isto seria confundir a valorosa nação brasileira com atribuições religiosistas e menores, criando uma relação de suposta superioridade perante o restante do planeta e aos humanos que o habitam.

Como dissemos acima, o Espiritismo nos conferiu a cidadania cósmica – isso significa dizer que, como família universal, estaríamos, no momento, em melhores condições de abrigar, seja pelo renascimento, seja pelo exílio forçado de imigrantes oriundos de países em guerra, ou em declínio econômico, os nossos irmãos humanos, filhos de uma mesma origem comum, a divina.

Portanto, o Espiritismo não cultiva nacionalismos, frutos da exacerbação do orgulho de casta eugênica, mas enaltece a capacidade que o ser humano tem de confraternizar e de ser solidário com o outro ser humano em condições precárias de vida ou entendimento, esteja onde estiver, venha de onde vier. Somos a família universal.

Tenhamos isto em mente e sejamos fraternos aqui ou em qualquer parte do mundo, vivendo os valores cristãos de Jesus de Nazaré e espíritas, por Ele revividos em nosso tempo de resgates, de exílio espiritual, de precariedade moral, mas de muita esperança, e de mútua convivência pacífica.

VEJA TAMBÉM: http://vervisaoespiritadareligiosidade.blogspot.com
http://filosofandocotidiano.blogspot.com
Sonia Theodoro da Silva - Projeto Estudos Filosóficos Espíritas

12 de agosto de 2012

PINGA-FOGO SOBRE TEMAS POLÊMICOS


O Espiritismo não é polêmico - ele resolve todas as polêmicas, pois harmoniza os contrários...; a sua dialética conduz ao pleno entendimento das questões mais prementes da vida humana com lógica e clareza.
No dia 10 de agosto participei de um Pinga-Fogo no Centro Espírita Nosso Lar Casas André Luiz, respondendo perguntas feitas pelo público frequentador de suas Reuniões Públicas. Neste site comento: Capelinos:ainda estão na Terra? ; Infância e Juventude de Jesus de Nazaré; Fertilização in vitro e células-tronco; Homossexualidade; Escritores de obras violentas; Depressão; Os cães estão mais próximos em evolução, ao homem? Fluidos. Também cito fontes de pesquisa para todos os que quiserem se informar em detalhes.

No site http://filosofiaespiritaencantamentoecaminho.blogspot.com você encontrará detalhes de outro Pinga-Fogo que participei, com questões de grande importância, à luz de nossa Doutrina de Luz.
Espero ter colaborado para o esclarecimento dos interessados; O Espiritismo é e será sempre o condutor de nossos conhecimentos - através dele podemos compreender o nosso momento existencial, e o momento tormentoso que o mundo atravessa, por isso, fazemos o convite: ESTUDE-O, ESTUDE-O, ESTUDE-O!


1) HÁ QUEM AFIRME QUE AINDA EXISTEM CAPELINOS AQUI NA TERRA. ELES TÊM CONSCIÊNCIA DISSO? O APRIMORAMENTO DE NOSSA ESPÉCIE SE DEU A PARTIR DA MISTURA COM OS CAPELINOS. COMO SE DEU ISSO NO NÍVEL FÍSICO E ESPIRITUAL?
Nas questões de número 50 a 58 de O Livro dos Espíritos (LE), os Espíritos Superiores respondem a Allan Kardec que a espécie humana desenvolveu-se na Terra em vários lugares e em diversas épocas, dispersando-se e aliando-se às diferentes raças formando novos tipos.
O ser humano, como ser pensante, o que implica em ter consciência de si mesmo, é resultante do progresso evolutivo pelas quais passou ao longo dos milênios, nos diversos reinos anteriores, onde adquiriu, como princípio de inteligência, atração no mineral, sensação no vegetal, instinto no animal. (Ver LE, questões 540, 585 a 613, O Problema do Ser do Destino e da Dor – Léon Denis, O Consolador-Emmanuel, e Evolução em Dois Mundos - André Luiz).
Na questão 115, esclarecem que os Espíritos são criados simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento. Segundo Kardec, é como uma criança que vai aos poucos adquirindo os conhecimentos que lhe falta, ao percorrer as diferentes fases da vida. E os Espíritos complementam: “a vida do homem tem fim, enquanto a dos Espíritos se estende ao infinito”.
Nós podemos entender desta forma, que o Espírito progride sem cessar, o que é afirmado a Kardec nas questões de No. 116 a 120, e quando os Espíritos afirmam a Kardec que o Espírito humano progride, eles estão se referindo a toda a espécie humana, onde quer que ela se manifeste, em qualquer ponto deste ou de qualquer outro planeta, esteja onde estiver.

No livro A Gênese, de Allan Kardec, cap. XI – Emigrações e imigrações dos Espíritos, entendemos que estas acontecem num processo incessante de reencarnações e desencarnações no âmbito deste planeta Terra entre os seus habitantes, aqueles que comungam da mesma psicosfera evolutiva (intelecto-moral), o mesmo acontecendo entre a comunidade planetária, como parte de um processo evolutivo existencial universal.
Assim sendo, Allan Kardec, reportando-se a Instruções dos Espíritos, afirma que uma grande imigração de Espíritos provenientes de outro planeta ou planetas se deu na Terra, dando origem à raça simbolizada pela pessoa de Adão, e por essa razão chamada de raça adâmica.
Esta raça é a “mais adiantada do que as que a tinham precedido neste planeta, a mais inteligente, e que impele ao progresso todas as outras.” Trazem habilidades artísticas, científicas, filosóficas, sem haver passado a sua infância espiritual na Terra.
A Gênese (acima citada): “Adão e seus descendentes são apresentados na gênese bíblica como homens sobremaneira inteligentes, pois que, desde a 2ª. geração constroem cidades, cultivam a terra, trabalham os metais.(...) Na cronologia chinesa de 30.000 anos, existem documentos que comprovam que o Egito, a Índia e outros lugares eram povoados e floresciam há mais de 3.000 anos. Há ainda relações entre a América e os antigos egípcios.”

Na Revista Espírita de janeiro de 1862 há um artigo de Allan Kardec sobre a interpretação dos anjos decaídos e da perda do paraíso; para esses Espíritos, os habitantes da Terra não passavam de animais vivendo num ambiente ingrato e hostil: daí a origem da teoria da Metempsicose, estudada por Pitágoras que a aprendeu de iniciados egípcios. “A vaga lembrança intuitiva que guardavam da terra donde vieram é como uma longínqua miragem a lhes recordar o que perderam por culpa própria.”

Aqui estariam as origens do EUGENISMO SELETIVO, ou seja, a teoria segundo a qual existe uma raça ariana, pura: este foi um dos principais objetivos do movimento nazista, que postula a raça ariana como a melhor dentre as demais.
Segundo Allan Kardec, esses Espíritos – ditos capelinos - seriam os anjos ou Espíritos decaídos, aqui vindos em expiação; “a raça adâmica apresenta todos os caracteres de uma raça proscrita, exilada para a Terra, onde tiveram a missão de fazer progredir os homens rudes que aqui viviam. Sua superioridade intelectual é notória, nos diversos ramos da cultura onde se desenvolveram.

A promessa de um Salvador lhes foi feita, um caminho que os levaria de volta ao “paraíso perdido” e que agora era habitado por Espíritos moralmente superiores. O mito do MESSIAS cresceu entre essas populações, assim como o mito do “pecado original” referenciando as ações praticadas em seu planeta de origem, o mito do paraíso perdido e da árvore do conhecimento, e tantos outros relatados na Bíblia e nos livros sagrados da Antiguidade. A “lembrança” desses Espíritos, de sua situação de exilados, manifestou-se, portanto, através dos mitos, das crenças religiosas e das superstições presentes até o momento.”
A ciência, através da Antropologia, da Sociologia e da Arqueologia trazem vestígios civilizatórios de cidades e culturas bem mais avançadas num dado período da história humana.
De acordo com John Murphy e José Herculano Pires, autores da teoria dos Horizontes Culturais, poderíamos situar a presença marcante dessas culturas desenvolvidas pelas almas encarnadas desses exilados, a partir do Horizonte Agrícola (ref. O Espírito e o Tempo), o mesmo estudado por Ernesto Bozzano e Herbert Spencer.
Portanto, a interferência desses Espíritos que se encarnaram e reencarnaram sucessivamente na Terra se deu em todos os âmbitos culturais, científicos, filosóficos e religiosos, não anulando, contudo, o mérito dos habitantes nativos da Terra.
Emmanuel, em A Caminho da Luz menciona que alguns ainda poderiam estar reencarnados na Terra, entre aqueles mais renitentes e rebeldes.
Não há, contudo, notícias de que hoje – 2012 – ainda estariam entre os habitantes da Terra, referindo-nos às comunicações seguras da mediunidade autênticamente espírita, com base no “Controle Universal do Ensino dos Espíritos”.
Também não há fonte segura – nem espírita nem científica - que ateste a inferência genética desses Espíritos na genética dos habitantes da Terra. A sua interferência se deu no campo cultural, científico, artístico, filosófico e religioso.
(CURIOSIDADE: um artigo publicado na Revista Espírita em 1867 de Camille Flammarion – ligado ao Observatório de Paris, membro da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, aclamado astrônomo – sobre um Espírito que se identifica como habitante de um planeta do sistema de Capela, comunicação esta não endossada por Allan Kardec.)

2) O QUE O ESPIRITISMO TEM A DIZER SOBRE O PERÍODO DE 12 AOS 33 ANOS DE CRISTO, ANTES DELE COMEÇAR A PREGAR?
As fontes históricas atuais nas quais podemos nos basear para atestar a vinda de Jesus de Nazaré à Terra são bem escassas: dispomos dos 4 Evangelhos canonicos, das referências de Paulo de Tarso em suas cartas epistolares, de citações de Flavio Josefo, em seu livro “Antiguidades Judaicas”, escrito em 93 d.C., muito embora, neste livro, haja inserções posteriores tidas como duvidosas feitas provavelmente durante o período niceano (Concílio de Nicéia, em 325 d.C.). Fontes do século 19, como Ernst Renan, o primeiro historiador que analisa criticamente a personagem mítica criada em torno de Jesus de Nazaré, e historiadores atuais, como Will Durant (“César e Cristo”), dentre outros (consulte-se também "Cristianismo e Espiritismo" de Léon Denis).

Os evangelistas, pouco falam acerca da infância e juventude de Jesus; com oito dias de idade teria sido circuncidado segundo os costumes judaicos. José, seu pai, era carpinteiro e Jesus teria seguido esta profissão por algum tempo. Um menino de 12 anos já é considerado adulto, por isso teve permissão de adentrar ao Templo onde dialogou com os sacerdotes, com seu espírito claro e inquisitivo. Durant descreve o período histórico em que Jesus teria passado sua infância e juventude como um dos mais místicos sob o ponto de vista religioso, e conflituosos, sob o ponto de vista político, visto que a Palestina estava sob domínio romano (IMPERADOR Tibério, enteado de Caio Júlio Cesar Otávio, o imperador da Pax Romana).
Aí poderiam estar as causas da ausência de fatos comprobatórios de sua real existência histórica entre nós.

Os historiadores interpretam os Evangelhos canônicos como fonte questionável e duvidosa, já que sofreram inúmeras alterações e inserções ao longo do tempo. Os Evangelhos considerados apócrifos pela Igreja, isto é, sem a inspiração divina, e excluídos dos textos originais que formaram, ao longo do tempo, a atual Bíblia, contudo, mencionam muitas passagens acerca da infância de Jesus e de sua juventude, porém sem nenhum apoio histórico comprobatório. Nessas passagens, Jesus teria tido desde uma vida normal de criança e adolescente, cercado por sua família até viajado por outras terras e culturas, inclusive vivido junto aos essênios.

Com base no Conhecimento Espírita, Jesus era – e é um Espírito da mais alta envergadura moral que podemos jamais analisar, pois falta-nos compreensão para tal. Podemos nos aproximar vagamente de sua Natureza, quando os ESPÍRITOS SUPERIORES nos informam acerca da Escala intelecto-moral pelas quais um Espírito atravessa em seu processo ascencional – questões de número 100 a 110 de O Livro dos Espíritos.
Jesus de Nazaré não foi deus corporificado, não é a segunda pessoa da Trindade, não foi um deus olímpico, não é o Messias judaico, não é o Messias cristão herdeiro daquele, não veio fundar uma religião, não veio à Terra para nos salvar ou para pagar pelos nossos pecados, Jesus não voltará à Terra.
Jesus, o Mestre, acompanha a nossa evolução com olhos amorosos e sábios - deste Amor e Sabedoria que ainda não podemos compreender, por isso o envolvemos em nossa mística natural, porém imersa ainda nas sombras de nosso tempo.
Ele veio à Terra pelos meios naturais, pois nem Ele mesmo poderia contrariar as Leis Divinas que vive em plenitude de consciência. Viveu até os 33 anos; segundo a tradição cristã, os seus últimos 3 anos passou pregando e vivendo as Leis Divinas, consubstanciadas numa pequena frase: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Jamais poderia aprender com alguém, pois é Mestre – não voltará à Terra em um novo corpo, pois já voltou em Espírito, na Codificação Espírita, como Espírito da Verdade, enviando o seu discípulo dileto, Allan Kardec, para que reconstruísse o que os homens destruíram ou modificaram ao longo do tempo.
Ele está perto de todos os que buscam vivenciar os seus ensinamentos – e é O Evangelho Segundo o Espiritismo quem no-lo traz de volta à nossa convivência.


3) PODERIAM EXPLICAR SOBRE A FERTILIZAÇÃO “IN VITRO” E O QUE ACONTECE COM OS EMBRIÕES QUE NÃO SÃO UTILIZADOS? EM QUE MOMENTO SE DÁ A UNIÃO ENTRE O ESPÍRITO E O CORPO FÍSICO DURANTE A GESTAÇÃO?
O Espiritismo informa que a união do Espírito à matéria corporal se dá no momento da concepção. O Espírito vai perdendo gradativamente a própria consciência, à medida em que o embrião se desenvolve no útero materno. Findos os nove meses, uma nova reencarnação se abre ao Espírito – agora Alma, que seguirá os seus projetos e compromissos, conforme os tenha assumido na dimensão extra-física, ou submeter-se–á a uma reencarnação expiatória, segundo os seus registros do passado comprometedor.
Todos somos, portanto, herdeiros de nós mesmos e das nossas ações.
Com relação aos embriões fecundados artificialmente em laboratório, são descartados à medida em que não há interesse em conservá-los por parte das instituições mantenedoras.
Contudo, vamos reformular a pergunta : HÁ ESPÍRITOS LIGADOS EM TAIS EMBRIÕES? EM CASO AFIRMATIVO, O QUE ACONTECE COM ELES AO SEREM OS SEUS EMBRIÕES DESCARTADOS? E, NO CASO DAS EXPERIÊNCIAS COM CÉLULAS TRONCO? HÁ ESPÍRITOS?
Com base nos ensinamentos dos Espíritos Superiores na Codificação, podemos deduzir qe: (base em http://www.palavraespirita.com.br/pe_conteudo.php?id_edicao=121&texto=3&detalhe=0)

“Primeiramente, o Espiritismo”, (bem como as religiões), “posiciona-se contra o aborto justamente porque após a concepção já temos vida, pois o Espírito está ligado ao corpo físico, que naquele momento possui apenas uma célula. A descrição de um renascimento é feito com detalhes em ‘Missionários da Luz’, livro de autoria do Espírito André Luiz, psicografado por Chico Xavier. Ali, o Espírito Segismundo tem sua forma perispiritual reduzida” (como todos os seres humanos) “ - e, antes mesmo da concepção, aproxima-se psiquicamente de sua futura mãe – ambos passam a conviver numa mesma psicosfera mental. Em seguida, ocorre a concepção. Neste exemplo, a família é estruturada e a gravidez, planejada. Por isso, afirma o Espírito Alexandre, não há dois renascimentos absolutamente iguais. Vamos encontrar, na Terra, as mais diversas situações: reencarnações compulsórias, inconscientes, automáticas, indesejadas ou interrompidas. A tecnologia da fertilização in vitro pode ter criado um “novo tipo de reencarnação”, e se isso realmente acontece, há Espíritos ligados aos embriões...”
Esse é o argumento apresentado por Associações Médico Espíritas no Brasil para rejeitar a pesquisa com células-tronco embrionárias, recomendando que sejam utilizadas as células-tronco adultas, presentes em diversos tecidos e no cordão umbilical.
Porém, ao se congelar, o embrião não mais oferece condição de vida, quando então o Espírito se desligaria do embrião.
“Allan Kardec toca no assunto quando pergunta aos Espíritos sobre os natimortos, na questão 356 de O Livro dos Espíritos. Os Espíritos respondem que existem corpos que nunca tiveram um Espírito ligado a eles. ‘Nada tinha que se efetuar para eles’, demonstrando que há uma direção inteligente a conduzir as nossas existências.
São informações e opiniões importantes para nossa análise do tema, porque o Espiritismo jamais se colocará contrário ao progresso científico, desde que seus meios e fins sejam éticos e benéficos. Vale a pena refletir sobre as células-tronco.
Se Deus permitiu que nossos laboratórios alcançassem o inimaginável estágio de interferir nos processos microscópicos da vida, talvez seja um sinal de que podemos dispor de ética e responsabilidade para utilizar tais recursos para o bem. Os embriões podem vir a ser instrumentos para a terapia que está sendo objetivada com essas pesquisas.
Certeza, talvez não tenhamos. Mas esperança, isso sim.”

4) O QUE É HOMOSSEXUALIDADE? O PORQUE DA HOMOSSEXUALIDADE? COMO O ESPIRITISMO E OS ESPÍRITAS DEVEM SE COMPORTAR DIANTE DO HOMOSSEXUALISMO? E A FAMÍLIA E O HOMOSSEXUAL? O QUE A DOUTRINA ESPÍRITA NOS ENSINA?
Nas questões 200 a 202, de O LE, os Espíritos Superiores nos informam que os sexos dependem das constituições orgânicas, ou seja, um Espírito, portanto desencarnado, não é homem ou mulher com características fisiológicas. Um Espírito pode animar corpos masculinos e femininos em diversas existências, para que as provas e deveres específicos a serem enfrentados lhe garantam ocasiões de progresso. Se reencarnasse somente como homem ou somente como mulher, só saberia o que aquele sexo sabe.
Portanto, o Espírito traz em seu psiquismo as duas polaridades, masculina e feminina, que se manifestarão fisiológicamente, ora uma, ora outra, conforme as necessidades de aprendizado evolutivo na qual se situe nas reencarnações que o aguardam.
Essas manifestações ou reencarnações ora em corpos masculinos ora em corpos femininos se dão de forma a garantirem ao Espírito o equilíbrio emocional e fisio-psíquico de que necessita, através de um longo preparo nas dimensões espirituais de forma a assegurar ao Espírito, o sucesso de sua reencarnação.
Um Espírito Puro, da categoria de Jesus, alcançou o equilíbrio e a harmonia perfeitos entre ambas as polaridades.

“Sexo, Problemas e Soluções”, questão 782: “A homossexualidade é a ação da libido sobre uma das polaridades psíquicas, cujas características são opostas às características psíquicas exigíveis para a harmonia do Espírito com o seu corpo físico. Essa influência da libido, contrária à identidade psíquica do Espírito com a sua função reencarnatória, é determinada por fatores de natureza espiritual.”
Desde a Antiguidade, seja oriental ou ocidental, o homossexualismo era praticado de forma natural, constituindo, em algumas culturas, um rito de passagem da infância para a idade adulta. Em outras culturas, a homossexualidade promíscua e a permissividade heterossexual estavam presentes em rituais religiosos comunais, fossem pagãos ou cristãos, como no medievo (período medieval), quando, na noite de ano-novo, abriam-se as portas da psique coletiva e dava-se início ao festum fatuorum (Festa dos Loucos) para os clérigos, que durava 4 dias e 4 noites (Alain de Botton, “Religião para Ateus”).

A sexualidade humana precisa ser compreendida e respeitada pois faz parte das Leis Naturais, compondo as Leis morais de Sociedade, Reprodução, Conservação e Progresso. O Espírito encarnado sofre as influências do corpo físico, do meio onde vive e das circunstâncias que o cercam (SPS, 799); neste século onde tudo é aprovado e permitido pelo poder midiático, cabe ao ser humano perguntar-se: isto me convém?
(SPS, 801) As deficiências morais, a influência do meio, o tipo de educação sexual recebida, a influência negativa de mentes encarnadas ou desencarnadas, as interferências de um corpo físico em desequilíbrio, o abuso das energias sexuais na atual existência corpórea e em existências anteriores, o condicionamento cultural milenar e desajustes emocionais podem ser considerados exemplos de fatores ligados ao desequilíbrio psíquico causador de distúrbios sexuais.

Toda experiência reencarnatória representa uma aquisição do Espírito (JHPires, Pesquisa sobre o amor, pg.82), que passará a integrar as suas funções cognitivas em forma de categorias da intuição. Enquanto não desaparecerem os resíduos do inconsciente, a experiência superada pode ser reativada pela imprudência e pelo abuso. (...) A sexualidade é a condição que deve concretizar no tempo histórico o poder criador do homem e da mulher, na conjugação efetiva dos elementos biológicos, sob a regência do Amor. O sexo é o instrumento dessa realização genética que exige do casal humano a doação total dos poderes espirituais e corporais nele concentrados, no ato da criação. A mecânica sexual do gozo pelo gozo é um aviltamento da função genésica, cuja finalidade última é a encarnação do Ser, primeiro passo da ontogênese terrena. Nos casais evoluídos o ato sexual não se reduz ao prazer sensorial.
(PSA, pg.85) Hoje, graças a Bergson e outros filósofos da Moral (não religiosa, estudo do desenvolvimento do senso moral na Filosofia), todos reconhecemos a ligação genética entre Consciência e moral. Essa relação explica as variações da Moral, sua evolução histórica através de fases bem definidas e as razões profundas de sua influÊncia no campo das questões de ordem sexual.
Jesus ensinou que o amor ao próximo é o princípio do respeito à Vida. Respeitemo-la, portanto, sob qualquer forma em que se manifeste.

5) ESCREVI UM LIVRO POLICIAL SOBRE CRIMES E VIOLÊNCIA EM QUE OS PERSONAGENS COMBATEM O CRIME. ELE SERÁ PUBLICADO E UMA AMIGA ME DISSE QUE VOU PARA O UMBRAL PORQUE A LEITURA INFLUENCIARÁ NEGATIVAMENTE AS PESSOAS. ISSO PODE ACONTECER?
O Espiritismo é uma doutrina filosófica, com bases de experimentação científica e com repercussões ético-morais. Isso significa que neutraliza todas as concepções religiosas e que se sustentam nas punições após a morte. O que a sua amiga disse equivaleria, numa linguagem religiosa, dizer que o Sr. iria para o sofrimento eterno, nos caldeirões da incúria.
O Espiritismo filosófico esclarece, aclara, e estimula a reflexão profunda acerca da Vida e seus valores. Contudo, é preciso estudá-lo, estudá-lo, estudá-lo, para que não caiamos nas interpretações religiosas e espiritualistas, de cunho mítico e místico, que nada acrescentam, ao contrário, eternizam a ausência de explicações lógicas e justas para a humanidade, com relação aos objetivos existenciais sejam nesta vida corpórea como na vida em outras dimensões, escravizando-nos a um menor padrão mental.
O Espiritismo esclarece que somos responsáveis pelos nossos pensamentos e atos; pensamentos, quer se concretizem ou não, e atos como deliberação, decisão e ação.
O que pensamos, falamos, escrevemos, fazemos, acarreta sintonias do mesmo padrão. Ex.: se pensamos, falamos, escrevemos, fazemos o Bem, atraímos o Bem; se pensamos, falamos, escrevemos, fazemos com base na ausência do Bem, atraímos o mesmo padrão.
O mal que grassa hoje em nossos pensamentos e sentimentos é obra de nossas próprias criações. Cultivamos sentimentos obscuros como a inveja, o ciúme, a maledicência, o orgulho, a maldade, a omissão, o descrédito, a ignorância pura e simples.
O Espiritismo é um convite, da mais alta envergadura moral que as Falanges Espirituais do Bem, sob a orientação de Jesus de Nazaré trabalharam por encaminhar à Humanidade.
Porém, continuamos renitentes e hesitantes em aceitá-lo. As consequências dessa omissão deliberada, estão chegando, a cada dia que passa. Se pensarmos e agirmos no clima da violência e da morte, como quer a mídia, por esemplo, que sobrecarrega o subconsciente humano individual e coletivo, de barbárie, como se fosse possível voltarmos aos primórdios de nossa evolução, só podemos atrair ao nosso convívio Espíritos desencarnados que transitam na barbárie.
Exemplos: as mortes por violência no trânsito, o alcoolismo e as drogas, o sexo descartável, os filmes que exaltam as reações violentas, os seriados de TV e novelas que induzem e estimulam à vingança, ao ódio, à vivência nas sombras do psiquismo estão aí em abundância.
Certamente, que a criação e a adesão a esse padrão atrairá outros padrões congêneres, escravizando criadores e adeptos nos mesmos níveis obssessivos e patológicos, gerando infelicidade e enfermidades de etiologia obscura seja nesta ou em próximas reencarnações. E o que é mais triste, tudo isso por opção própria.

6) A DEPRESSÃO PODE ESTAR RELACIONADA À OBSESSÃO?
A depressão – não a tristeza, que é normal, assim como a nostalgia – mas a depressão como sentimento de profunda melancolia sem alterações durante um longo tempo é passível, se diagnosticada como depressão, de atrair processos obsessivos.
Portanto, o tratamento espiritual aliado à terapêutica médica bem conduzida, a mudança de padrão mental, o estudo e a reflexão com bases espíritas, o Evangelho no Lar e a vontade de melhoria, são fatores que conduzem ao restabelecimento do paciente.

7) ESTUDOS MOSTRAM QUE OS CÃES SÃO OS MAIS PRÓXIMOS DO HOMEM NO QUE SE REFERE À INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Os cães SÃO ANTECESSORES DOS HOMENS NA EVOLUÇÃO ESPIRITUAL?
O Espiritismo detalha a evolução do Princípio Inteligente nos Reinos anteriores ao Reino Hominal, no processo evolutivo. Ao alcançar o nível da racionalidade, deixa de ser um princípio de inteligência para ser uma Inteligência Racional, ou seja, capaz de raciocinar, de deliberar, de decidir. (Por IVAN DE CARVALHO SANTOS LIMA
Biólogo e editor da Folha Biológica ): “Fica muito difícil definir, entre as espécies da natureza, aquelas mais “evoluídas” de outras “menos evoluídas”, quando se percebe que EVOLUÍDO, como conceito, é bastante subjetivo e EVOLUÇÃO, como processo, não é retilíneo, mas ramificado, como uma árvore.
? Porque se diz comumente que os animais são mais evoluídos que os vegetais?
Porque aqueles se aproximam mais do “ideal”, o ser humano. (Quanta modéstia...) Não somos mais ou menos evoluídos que os vegetais, apenas adaptados a ambientes diferentes, ou realizando as mesmas funções por mecanismos diferentes.
Se o conceito de evolução for regido por complexidade ou eficiência, os vegetais podem então ser considerados mais evoluídos que os animais pelo menos no aspecto da nutrição.
Além de a realizarem com uma eficiência inigualável, os vegetais são capazes de fabricar o próprio alimento, porque apresentam um aparato de substâncias químicas muito mais complexo que aquele utilizado por nós.
Torna-se preferível utilizar o termo “mais bem adaptado” a “mais evoluído” quando se quer Ter noção comparativa. Assim, automaticamente somos forçados a raciocinar; mais evoluído sob que aspecto? Mais bem adaptado em relação a que?
Os primatas são um fracasso como grupo quando comparados aos insetos. Estes últimos respondem por dois terços de todas as espécies de animais do planeta.
Conclusão: os insetos estão bem mais adaptados que os seres humanos. Menor tamanho significa maior quantidade de alimento disponível. Apêndices articulados e, na maioria das vezes, asas, significam agilidade. Produzem, com freqüência, centenas ou milhares de ovos, o que significa maior produção e maior capacidade de disseminação.
A evolução é acima de tudo um fenômeno mágico, fascinante e misterioso, pois desafia as leis que induzem à simplicidade para aquisição de estabilidade. Quanto mais simples, mais estável.
A nossa esperança é que todos acordemos para o fato de que a evolução não ocorre apenas no plano material. É necessário, atentar para a necessidade de evolução intelectual, moral e espiritual, que se processam independentemente ou em conjunto.”
Portanto, não podemos comparar os seres das outras cadeias evolutivas como “menores ou maiores” em evolução, pois cada qual tem a sua função na Natureza. E como se dá a transposição de um Reino para outro? A partir do momento em que se haja adquirido todos os fatores preponderantes ao desenvolvimento da inteligência e dos sentimentos, estes últimos contudo, com maior ênfase no ser humano dotado de raciocínio; a “passagem” de um reino para o outro se dá nas dimensões extra-físicas.

8) O QUE É FLUIDO?
Existem várias definições para Fluido:
Um fluido é uma substância que se deforma continuamente quando submetida a tensões, não importando o quão pequena possa ser essa tensão. Num subconjunto das fases da matéria, os fluidos incluem os líquidos, os gases, os plasmas e, de certa maneira, os sólidos plásticos.
Os fluidos compartilham a propriedade de não resistir a deformação e apresentam a capacidade de fluir (também descrita como a habilidade de tomar a forma de seus recipientes). Estas propriedade são tipicamente em decorrência da sua incapacidade de suportar uma tensão de cisalhamento (ou corte) em equilíbrio estático. Enquanto em um sólido, a resistência é função da deformação, em um fluido a resistência é uma função da razão de deformação. Uma consequência deste comportamento é o Princípio de Pascal o qual caracteriza o importante papel da pressão na caracterização do estado fluido.
Os fluidos também são divididos em líquidos e gases. Líquidos formam uma superfície livre, isto é, quando em repouso apresentam uma superfície estacionária não determinada pelo recipiente que contém o líquido. Os gases apresentam a propriedade de se expandirem livremente quando não confinados (ou contidos) por um recipiente, não formando portanto uma superfície livre.
A distinção entre sólidos e fluidos não é tão obvia quanto parece. A distinção é feita pela comparação da viscosidade da matéria: por exemplo asfalto, mel, lama são substâncias que podem ser consideradas ou não como um fluido, dependendo do período das condições e do período de tempo no qual são observadas.
O estudo de um fluidos é feito pela mecânica dos fluidos a qual esta subdividida em dinâmica dos fluidos e estática dos fluidos dependendo se o fluido esta ou não em movimento. (Fonte: Wikipedia)

O Espiritismo através de estudos feitos por Allan Kardec, que foi um especialista em magnetismo, amplia os conceitos científicos com o desenvolvimento das pesquisas com relação ao Fluido Vital e ao Fluido Cósmico (este último, o elemento primordial, o arkhé dos gregos antigos). No livro A Gênese podemos encontrar todo um Capítulo, o cap. 14, acerca desses estudos. Com relação ao Fluido cósmico:
“O fluido cósmico universal é, como já foi demonstrado, a matéria elementar primitiva, cujas modificações e transformações constituem a inumerável variedade dos corpos da Natureza.
Como princípio elementar do Universo, ele assume dois estados distintos:
o de eterização ou imponderabilidade, que se pode considerar o primitivo estado normal
e o de materialização ou de ponderabilidade, que é, de certa maneira, consecutivo àquele (mundo visível). (Ver: Partícula de Higgs)
O ponto intermédio é o da transformação_do_fluido_em_matéria tangível. Mas, ainda aí, não há transição brusca, porquanto podem considerar-se os nossos fluidos_imponderáveis como termo médio entre os dois estados. No estado de eterização, o fluido cósmico não é uniforme; sem deixar de ser etéreo, sofre modificações tão variadas em gênero e mais numerosas talvez do que no estado de matéria_tangível. Essas modificações constituem fluidos distintos que, embora procedentes do mesmo princípio, são dotados de propriedades especiais e dão lugar aos fenômenos peculiares ao mundo invisível.”

Este foi um dos grandes momentos para a Doutrina Espírita, ao desenvolver a Teoria do Elemento Primordial, uma busca que até hoje intriga os cientistas atuais, e que a Física Quântica pretende elucidar.

Pesquisa e redação: SONIA THEODORO DA SILVA

8 de agosto de 2012

O REINO


"O jovem carpinteiro nos deu o exemplo do exemplo, ou seja, ensinou-nos, pelo exemplo, que é esta (Amor) a maior força transformadora do Mundo. (...) Todos os que O conhecem sentem-se atraídos por Ele (...) procuremos segui-lO, não como um salvador que nos livra dos pecados, mas como um guia que nos ensina o Caminho do Reino." (Excertos do livro O Reino, JHPires).

O texto abaixo, de autoria de Neide Fonseca (pesquisadora e orientanda do Projeto Estudos Filosóficos Espíritas), foi construído com base no programa das aulas presenciais do VER-Visão Espirita da Religiosidade (http://vervisaoespiritadaeligiosidade.blogspot.com). Trata-se de análise informal do conteúdo analógico do livro O REINO, de autoria do prof. José Herculano Pires e orientado pelo Projeto Estudos Filosóficos Espíritas.

ASPECTOS QUE CONDUZEM AO ENTENDIMENTO DA IMPLANTAÇÃO DO REINO DOS CÉUS SOBRE A TERRA, CONFORME OS DIZERES DE JESUS.

1. Como José Herculano Pires, no livro “O Reino” conduz esta ideia?
O autor nos conduz à ideia do Reino dos Céus a partir do olhar para nos mesmos: analisar nossos sentimentos, descobrir o que orienta as nossas ações, o nosso modo de viver, os nossos valores. Se recorrermos aos dizeres e à vivencia de Jesus, veremos que Ele deixou um roteiro para fazermos esse mergulho interior e ao final e ao cabo perceber que esse Reino dos Céus começa dentro de nós.
Na Grécia antiga, no antigo Templo de Apolo em Delfos, há uma inscrição que ainda hoje é objeto de reflexão:
“Advirto-te, sejas quem fores... Em ti se encontra oculto o tesouro dos tesouros!... Homem!... Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses”.
Muito tempo depois Sócrates refletiria e nos faria refletir sobre essa inscrição (http://filosofiaespiritaencantamentoecaminho.blogspot.com.br/). “Conhece-te a ti mesmo”.
Ao nos conhecermos em profundidade veremos que, de fato, o tesouro dos tesouros que para mim pessoalmente trata-se do o Reino dos Céus mencionado pelo Mestre, encontra-se oculto dentro de cada ser humano.
A presença de Santo Agostinho na Codificação vem dar um significado mais amplo ainda a essa busca pelo autoconhecimento, na resposta à pergunta 919-A, de “O Livro dos Espíritos”, ao afirmar que “O conhecimento de si mesmo é a chave do progresso individual”, e exemplifica como alcançar esse Reino de paz.
Para isso é importante a fé raciocinada, porque somente através da razão, do conhecimento, poderemos analisar o sentido da vida, a finalidade de tudo.

2. O que representa para você o Reino dos Céus?
Certa feita, Jesus perguntou a Tadeu: - “qual o principal objetivo das atividades de tua vida”?
E Tadeu respondeu-lhe: - “Mestre, estou procurando realizar o Reino de Deus no coração”.
(Livro “Boa Nova” – Francisco Candido Xavier pelo Espírito Humberto de Campos).
Vejamos então que Jesus não perguntou qual o principal objetivo de tua vida, mas sim, qual o principal objetivo das atividades de tua vida. O Reino dos Céus pode, portanto, representar a paz interior alcançada, mesmo diante dos maiores desafios da vida, porque ancorada na certeza da imortalidade. E neste sentido, todas as atividades da minha vida, desde os simples afazeres domésticos até as tentativas de direcioná-las para a edificação desse Reino, que como diz o prof. Herculano Pires, é objetivo, concreto e pertence a este mundo.
A Doutrina Espírita nos proporciona uma melhor compreensão do “Conhece-te a ti mesmo”. Isso porque “a fé espírita é raciocinada, .....ela sustenta o ser em sua trajetória de luz”. (http://filosofiaespiritaencantamentoecaminho.blogspot.com.br/).

3. É possível implantar o Reino ainda hoje nos corações humanos?
Sim, é possível desde que comecemos por nos mesmos, também pelos exemplos à família e ao entorno e, por consequência, numa visão mais ampla, ao mundo. Transformemo-nos e transformaremos o mundo!
O processo é bastante longo, sem atalhos, pois que a edificação do Reino não comporta atalhos. Porém para implantá-lo é preciso desconstruir outros pequenos reinos que cultuamos há milênios, a exemplo, do reino do egoísmo; da preguiça; da discórdia; da inveja; etc., etc.
Para tanto, é preciso ver para além das aparências, ou seja, analisar profundamente tudo o que nos cerca metodicamente, pacientemente; trata-se do bom combate, como Paulo de Tarso definiu a sua própria existência, sem violências, embora as potestades do ar e da terra lutem com armas nada ortodoxas como a obsessão e o materialismo sempre crescentes no momento atual.
Para se chegar ao Reino só existe um meio: o roteiro traçado por Jesus. Qualquer outro meio que não este nos levará a atalhos infindáveis e obscuros; a ética e a moral são componentes preponderantes para se alcançar o Reino dos Céus.
Existem duas formas de “perder” a vida:
A primeira é agarrar-se às coisas transitórias;
A segunda é seguir o roteiro de luz que o Mestre nos deixou.

Assim como há duas formas de encontrar a vida.
A primeira é pela dor. Pela porta larga.
A segunda é pelo amor, posto que disse Jesus: “Aquele que perder a vida por Amor de mim, a encontrará”.
Portanto, para implantar o Reino é necessário que cada um de nós saiba qual é nossa finalidade no mundo; como é possível desvendar a nossa essência, ou como indagava Nietzsche: Como tornar-me aquilo que sou? Sabendo que somos filhos de Deus, herdeiros de tudo o que Ele criou e cria constantemente, sabendo que somos centelha divina, portanto, como tal, por que ajo de forma contrá ria? Por que odeio àquele que deveria considerar meu irmão? Por que ajo sem ética com aqueles que não pertencem ao meu grupo? Esse mundo que vivo agora é aparente ou real?
Muito interessante a reflexão de Leandro Chevitarese em:
(http://www.cpflcultura.com.br/2011/06/03/um-mundo-sem-finalidade-e-que-nao-segue-uma-ordem-moral-%e2%80%93-leandro-chevitarese-2/), de que precisamos sair da Caverna tão bem descrita por Platão, como alegoria da dualidade luz/sombras, o mundo das aparências, passar pelo período de libertação (como o próprio processo de autoconhecimento) e depois retornar à caverna com a intenção de mostrar através de uma nova ética, uma nova moral, que existe o mundo real e verdadeiro - o Reino.
Na Alegoria da Caverna podemos também fazer a seguinte reflexão: o próprio movimento de ir e vir das obscuridades que a caverna oculta, pode significar a volta para dentro de nós mesmos, o mergulho interior de onde emergiremos melhores.

No capítulo XXIII de O Evangelho Segundo o Espiritismo – Moral estranha, Jesus nos aconselha a abandonar pai, mãe e filhos para vivenciar o Reino dos Céus desde aqui da Terra. Essa forte linguagem utilizada por Jesus para nos fazer meditar sobre o apego às coisas transitórias, inclusive a família carnal, é um exemplo do quanto devemos nos transformar para passarmos pela porta estreita,passagem esta onde só cabe uma pessoa por vez. Ao mesmo tempo somos advertidos de que ninguém pode ser feliz rodeado de infelicidade, ou seja, de que vale atingir o Reino sozinho?
Por isso a construção do Reino é ao mesmo tempo individual e coletiva.

Citações: PIRES, J.H., O REINO;
Revisão: Sonia Theodoro da Silva.

3 de agosto de 2012

AS VIAGENS DE ALLAN KARDEC: 1862-2012

1a.Viagem: 1860; 2a. Viagem: 1861; 3a. e última Viagem: 1862

É curioso notar como a divulgação doutrinária alcançou os corações compromissados com a Causa espírita, no século XIX. Estamos habituados a ver, em Kardec, o missionário que conseguiu realizar um trabalho de grande envergadura, em tempo record, e com o máximo critério metodológico que o conduziu à excelência de uma obra, que já trazia em si o selo do Espírito da Verdade.

No entanto, há, também, no Codificador, a veia do tribuno - e mais - do Mestre aconselhador, benevolente, criterioso, pois à época, tais qualidades e recursos eram de premente necessidade para que o trabalho se concretizasse, embasado na seriedade e na fidelidade aos ensinos dos Espíritos Superiores.

No outono de 1860, parte Kardec de Paris, em direção a Lyon. Já concluíra O Livro dos Espíritos, três anos antes, e o opúsculo O que é o Espiritismo, em 1859, e trabalhava com afinco, na elaboração da Revista Espírita. Contudo, sabia que o maior trabalho ainda estava por vir. Por isso, limitaria as suas disposições a seis viagens apenas. Não podia comprometer a feitura da obra, toda ela dependente de introspecção, e de acurada pesquisa e trato metodológicos, como bem explicitaria em O Livro dos Médiuns, um ano depois, e que já trazia no bojo de suas experiências pedagógicas, como evidenciava em seu Plano Proposto para a melhoria da Educação Pública, em 1828.

Em retorno à sua cidade natal, surpreso de lá constatar o crescimento do Espiritismo, já ouvira de um Espírito, o comentário seguinte: Por que te espantas? Lyon é a cidade dos mártires. A fé ali ainda é viva! Ela dará apóstolos ao Espiritismo. Se Paris é a cabeça, Lyon é o coração! Referia-se o Espírito comunicante às personagens do Cristianismo primitivo, sacrificados à época dos imperadores romanos Séptimo Severo e Caracala. Lyon, pela sua posição geográfica, havia sido o centro político administrativo do mundo gaulês. Para ela, afluiam diversas estradas importantes, convertendo-se, por isso mesmo, em residência quase que obrigatória de numerosas personalidades representativas romanas. Relata Emmanuel, que para ali convergiram a arte e a ciência, o comércio e a indústria. Todavia, apesar do crescimento e da soberba vida intelectual, dolorosa carnificina de cristãos lá ocorreu em 202 d.C. . Por vários dias perdurou a perseguição, com assassínios em massa. Abnegados seguidores de Jesus erigiram sua memória à posteridade, como os grandes símbolos da Bondade, da Fé, da Mansuetude, da Tolerância, da Humildade, da cooperação fraternal e da diligência que empregavam no aperfeiçoamento de si mesmos, sacrificados à sanha dos perseguidores implacáveis, ali aclimatados pela força da conquista. Experimentados pela dor, amavam-se os irmãos na fé, segundo os padrões do Senhor. Em toda a parte, a organização evangélica orava para servir e dar, em vez de orar para ser servida e receber.

Prossegue Emmanuel, revelando que amavam-se reciprocamente, estendendo os raios de sua abnegação afetiva por todos os núcleos da luta humana, jamais traindo a vocação de ajudar sem recompensa, ainda mesmo diante dos mais renitentes algozes.

Recebendo instruções de dedicados servidores da Causa Cristã, seguidores do apóstolo João, a Ecclesia de Lyon primava pelas realizações intelectuais e pelas obras de assistência, eternizando as mais vivas tradições do Evangelho de Jesus de Nazaré.

Foi nesta cidade que nasceu o prof. Rivail, e lá realizou sua primeira prédica da Causa Espírita. Lá chegando, constatou que não mais existia a casa que lhe servira à infância, consumida em uma inundação, em 1840. Recebido a 19 de setembro de 1860, no Centro Espírita de Broteaux, é acolhido à porta pelo Sr. Dijou e esposa. Este é, na História, o primeiro encontro de dirigentes espíritas. À sua frente, consubstancia-se o grande feito que compete à Doutrina Espírita realizar, e é em sublime epístola, que o Espírito Erasto, dirigindo-se à comunidade lionesa, registra o encontro fraterno.

Ali, é fomentada a primeira base de divulgação do Espiritismo pela oratória, que, daquele momento em diante, seguiria seus passos, inquebrantável e grandioso, através de seus discípulos Léon Denis, Gabriel Delanne, Camille Flammarion, incentivando outros corações, como um rastro luminoso e perpétuo, a prosseguir pelos séculos porvindouros. Kardec retornará ainda à cidade dos mártires cristãos em 1861. Lá, aborda seu tema predileto, a Caridade. Em 1862, deixa Paris para a terceira e mais extensa viagem. A novembro do mesmo ano, registra, na Revista Espírita, as suas informações: Durante uma viagem de seis semanas e um percurso de 693 léguas, estivemos em vinte cidades, e assistimos a mais de cinqüenta reuniões. O resultado nos deu uma grande satisfação moral, sob o duplo aspecto das observações colhidas e da constatação dos imensos progressos do Espiritismo. Curioso notar a característica de observador das transformações pelas quais o Espiritismo atravessava, já em sua época. Diz Kardec: É evidente a diminuição dos médiuns de efeitos físicos, à medida que se multiplicam os médiuns de comunicações inteligentes. É que, como os Espíritos o afirmam, a fase da curiosidade passou e já vivemos um segundo período, o da filosofia. E acrescenta, o terceiro, que começará em pouco, será o de sua aplicação à reforma da Humanidade. Sábias palavras, de quem sabia, como profundo conhecedor da alma humana, do papel primaz de remodelador de consciências, que o Espiritismo traz nos conteúdos pedagógicos que formam o seu corpo de Doutrina.

Podemos entender, notadamente na questão 216 de O Livro dos Espíritos, o caráter evolutivo do Espírito que, perpassando pelas reencarnações sucessivas e nas fases de refazimento/aprendizado no mundo espiritual de onde se origina, que está em si mesmo o potencial de transformação para melhor. Observando as manifestações de grupos os mais diversos que hoje se dedicam à preservação do ecossistema do planeta como Greenpeace, WWF e tantos outros , e ainda as ONGs ligadas à assistência do ser humano desvalido e abandonado da atenção de governos indiferentes e estritamente voltados à luta pelo poder, vemos que cabe ao espírita, membro de outra minoria criativa, na expressão de Arnold Toynbee, o cultivo, a preservação, a divulgação do fator moral, que sublima a vida, que a correlaciona com os ensinos do Mestre de Nazaré, que contextualiza a saga humana num só dístico: Fora da Caridade não há Salvação.

Caridade-Fraternidade, que combate a dicotomia do Ente/Ser, iluminando-lhe a fronte e os destinos; que o eleva à categoria de criatura divina, soerguendo-lhe dos erros e enganos em que, obstinadamente, teima em experienciar;

Caridade-Humanista, que o aproxima de outro coração e que equaciona problemas de relacionamento humano numa só expressão: respeito mútuo;

Caridade-Transformação, que solapa o egoísmo e o orgulho ingentes na alma humana, transmutando-a, desvestindo-a do mis-en-scène social no qual derrapa e cai, como num despenhadeiro de trevas e solidão;

Caridade-Solidariedade, que estende as mãos e a inteligência aos eleitos pela Lei, na divina fase de recomposição de experiências, e que, padecentes do sustento espiritual, locupletam-se no crime e nos desregramentos de toda sorte. A sublime admoestação foi lançada. Caberá a nós, que nos dizemos espíritas, primar pela extensão do conceito CARIDADE, que, neste plano de trevas e enganos, refulge qual holofote luminoso a conduzir os que tiverem Boa-Vontade.

Bibliografia: Viagem Espírita em 1862 - Allan Kardec; Ave Cristo - Emmanuel/Francisco C.Xavier

28 de julho de 2012

O MUNDO QUE QUEREMOS (2)



Ontem, 27 de julho de 2012, as Olimpíadas de Londres foram abertas. Muito mais do que apenas disputar, há o consenso de participação, de autosuperação, de confraternização entre os povos, entre atletas de diferentes culturas dos cinco continentes, num dos aspectos que podem unir a todos: o esporte, além da música. E ambos estavam presentes na festa de Abertura de ontem.

Os ingleses encenaram quadros sobre a história do Reino Unido (lógico), com apelo shakespeariano à união e ao destemor (discurso de Rei Lear com o ator Kenneth Branagh) mas também deixaram claro que apoiam iniciativas que induzam à Paz e a Confraternização. Um exemplo disto foi a presença da brasileira Marina Silva, que entrou carregando a bandeira com os anéis olímpicos juntamente com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o maestro argentino Daniel Barenboim (veja o nosso artigo logo abaixo) e prêmios Nobel da Paz. A ex-ministra brasileira é reconhecida internacionalmente por seu trabalho em defesa do meio ambiente. O único momento dissonante da festa foi a entrega da bandeira por parte dos portadores representantes da Paz a militares das três armas - num significativo "recado" subliminar porém evidente de que quem mantém a "paz" é a guerra; a presença dos guarda-costas junto a presidentes ou seus representantes, e do aparato militar presente na cidade que o diga.

A Filosofia Espírita, que chegou até nós num dos momentos mais importantes de nossa evolução, num país que, embora portador da bandeira "Igualdade, Fraternidade e Liberdade" foi quase destruído pela 1a. Guerra Mundial e na sua sequência (já que apenas fora assinado um armistício em 1917), deixa claro que essa duplicidade, essa convivência entre a Paz e a guerra tem que terminar. Seja porque ela é fomentada pelos interesses mesquinhos dos líderes das nações, seja porque o ser humano ainda a mantém ( a guerra) dentro de si.

Um sinal inequívoco de que a maioria opta pelas ações em prol da Confraternização universal, com apoio aos Pacificadores, foi a presença deles carregando a bandeira branca das Olímpíadas, bem como a presença dos corajosos atletas dos países que se encontram em guerra atualmente, a destacar os sírios e o olhar de seu porta bandeira, ao mesmo tempo alegre, pela presença na festa olímpica e triste pela tragédia que ocorre em seu país.

O mundo que queremos passa pelo respeito à Vida, de qualquer forma manifesta. Os ensinamentos dos grandes mestres e do maior deles, Jesus de Nazaré, evocam sempre essa mensagem: fomos criados pelo e para o Amor - amor sublimado que se expressa através de gestos como esse que acabamos de ver. Porém, os pequenos gestos do cotidiano refletem a nossa adesão ao Bem, aquele Bem definitivo que todos ansiamos ver nos outros, mas que poucas vezes temos exercitado em nós mesmos de forma definitiva.

Fotos: arquivo Sonia Theodoro da Silva; Imagens: TV Record, São Paulo.

26 de julho de 2012

CONCERTO DE ABERTURA DAS OLIMPÍADAS



Convidamos a todos a ouvir pela Rádio Cultura FM e a assistir pela TV, dia 27 de julho, 6a. feira, a partir das 14:30hs, a transmissão da Festa de Abertura dos Jogos Olímpicos de 2012 em Londres. O Concerto de Abertura apresentará a bela peça Ode à Alegria, do Concerto No. 9 de Beethoven, com a orquestra formada por israelenses, árabes e palestinos, num veemente apelo à Paz naquela região, por intermédio da música - ouça trechos no vídeo ao lado. Abaixo, os comentários sobre a orquestra, obtido pelo You Tube, no link da apresentação:

The West-Eastern Divan Orchestra was founded by Daniel Barenboim and the late Edward Said. It consists of young, highly talented Israeli and Arabian musicians and was founded to increase the dialogue between young people in the Middle East and represent the peaceful collaboration of the two cultures. In standard comparable to the most established orchestras, it combines tonal beauty and transparency with youthful expressiveness, passion and exuberance. This technically brilliant and incredibly enthusiastic orchestra brings out all levels of Beethoven's 9th symphony and we listen to Beethoven at his very best: exuberant, emotional, lucid, tender, clear, triumphant... simply magnificent! Needless to say, Daniel Barenboim conducts excellently and outstanding singers Angela Denoke, Waltraud Meier, Burkhard Fritz and René Pape contribute tremendously to this unforgettable concert. The standing ovations are well deserved!

5 de julho de 2012

ALLAN KARDEC e a REVISTA ESPÍRITA

FOTO: O educador Luciano Novais na Aula Especial do Módulo Os Pensadores Espíritas, do Projeto Estudos Filosóficos Espíritas

A REVISTA ESPÍRITA, de ALLAN KARDEC, representa a maior fonte de pesquisas para os espíritas conscientes de seu papel junto à própria consciência e à sociedade.
O prof. Rivail, como discípulo dileto de Jesus de Nazaré legou-nos a herança de seu trabalho, pareceres e ponderações sobre os mais diversos temas, extremamente atuais, e que representam o acervo científico-filosófico-religioso do Espiritismo.

Consultar os seus volumes, pesquisar em seus fascículos não somente enriquece, mas revigora e estimula o nosso pensamento, oferecendo-nos outra visão de mundo, desprovida de atavismos pessoais ou históricos, e de sistemas filosófico-dogmáticos e cientificistas.

12 de junho de 2012

ECOLOGIA ESPIRITUAL: O MUNDO QUE QUEREMOS...



O MUNDO QUE QUEREMOS passa pela necessidade de cuidarmos... de que exatamente? De tudo o que nos cerca - hoje, mais do que nunca precisamos adotar o comportamento de Cuidadores. Aquele que cuida também ama, também é zelador do bem estar de todos; essa atitude convida a que tenhamos um novo olhar sobre tudo. Desde o pequeno vaso de plantas em nossos lares, a árvore da rua (e que quase sempre está em péssimo estado de conservação), o animal que passa, o pequeno animal que temos em casa. Estes são cuidados imediatos e visíveis, portanto chamam a nossa atenção.

Mas existe um outro tipo de cuidado que, por ser invisível, extremamente necessário, mas cuja ação enfrenta os nossos interesses imediatos, acaba por ser deixado de lado, posto à parte, pois não atende ao nosso imediatismo. É o automóvel - hoje vendido a preços irrisórios, portanto de fácil acesso - e a poluição que ele causa, é a imobilidade do trânsito, é a sua indústria mantenedora. É o incrível excesso de embalagens nos supermercados - sacos plásticos? Já foram superados pela incrível quantidade de outros compostos químicos que compõem caixas, caixinhas e caixões de produtos comestíveis, de limpeza, etc., etc.

O ser humano é contraditório - a cada medida de preservação que toma, em seguida vem outra que anula a providência tomada. Será uma necessidade interna, de compensação psicológica? Talvez. Preferimos acreditar que muitos ainda sofremos de uma imensa imaturidade espiritual.

O Cuidador não somente toma pequenas decisões de preservação, mas toma grandes decisões de mudança de hábitos pessoais e familiares, é aquele que educa mas que também age de acordo. De nada adianta clamarmos pela preservação de nossas florestas se continuamos a poluir o ar, a permitir que as Prefeituras cortem árvores ao invés de cuidar para que não se deteriorem. De nada adianta economizarmos água se continuamos a utilizar produtos não degradáveis, a jogar lixo nas ruas, etc. etc.

Iniciativas como a RIO+20 sempre serão bem vindas - porém, acima dessas decisões globais e governamentais, a decisão de não poluir e de cuidar e de preservar passa por NÓS. Todos nós temos esse poder - o que nos distingue é como o utilizamos. Planeta de regeneração ? Como cuidamos desse planeta hoje ?
Platão, em sua época, se preocupava com o desmatamento das florestas nos arredores de Atenas, para a construção e reparos da frota de navios grega. E você, hoje, no século XXI? Já tomou a sua decisão de Cuidar do espaço que lhe coube neste Planeta?

O Vitor e a Fatima já tomaram essa iniciativa; a lagarta da foto foi recolhida nos jardins do Centro Espírita Nosso Lar, em São Paulo, para que tivesse a sua vida preservada dos predadores naturais - ela crescerá e se transformará em linda borboleta - tal como gostaríamos que esse planeta fosse; de lagarta que ainda é, para o despertamento belo e grandioso nas asas de uma borboleta colorida e plena de Vida. Faça a sua parte, seja um Cuidador.


3 de junho de 2012

AS REENCARNAÇÕES ATRIBUÍDAS A ALLAN KARDEC, LÉON DENIS E EMMANUEL – BREVE COMENTÁRIO


(Escrito por Sonia Theodoro da Silva)
A curiosidade sobre a vida e reencarnações dos grandes personagens que cercaram a Codificação entre nós, a começar por Allan Kardec, seguido de perto pelo consolidador do Espiritismo em terras francesas, Léon Denis, e no Brasil a personalidade ilustre de seu continuador, o Espírito Emmanuel, é muito grande. Natural, pois, uma vez que sobre eles recaem a imensa responsabilidade de conduzir o Espiritismo ao entendimento humano seja no plano das formas ou nas dimensões do inteligível.

Neste ano de 2012 comemoramos 155 anos da publicação de O Livro dos Espíritos e 10 anos de Vida plena na Imortalidade do querido médium Francisco Cândido Xavier, bem como 71 anos de publicação da biografia romanceada de Paulo de Tarso, “Paulo e Estêvão” - aliás, sobre o grandioso livro acerca do Apóstolo dos Gentios, sobre Estêvão, o primeiro mártir cristão, bem como os detalhes da vida e missão dos apóstolos de Jesus de Nazaré, numa complementação grandiosa e detalhada aos Atos dos Apóstolos de O Novo Testamento, há uma mensagem psicografada por Chico Xavier em 25/06/1941, sob o título “Sobre ‘Paulo e Estêvão’” onde o próprio Emmanuel delibera: “...os últimos retoques ao livro da biografia romanceada de Paulo de Tarso poderemos concluir em breves dias....” (EMMANUEL, 2008, pg. 159).
Posteriormente, em mensagem transmitida ao mesmo médium em 08/04/1942, sob o título “Fixando os pensamentos em Cristo” (EMMANUEL, 2008, pg. 173), Emmanuel se refere ao livro volumoso terminado no ano anterior e deliberando que não seria prudente editá-lo em dois volumes, sob pena de falhar com o seu contributo à uma educação mais acessível ao povo, já que elevaria sobremaneira o seu preço ao varejo. Podemos concluir que o livro pode ter sido editado em 1942, porém o seu término, conforme suas próprias palavras de autor, deu-se em 1941. Segundo J. Herculano Pires, é um livro que por si só justificaria o apostolado mediúnico de Chico Xavier, e que deve ser lido, estudado, e meditado; segundo o pensador espírita, trata-se do maior livro da literatura mediúnica mundial.

Voltando às nossas reflexões sobre as reencarnações dos mestres espíritas, as vivências conhecidas do prof. Rivail, segundo ele próprio nos revela em Obras Póstumas, e sobejamente conhecido de todos, é o da reencarnação como sacerdote druida cujo nome adota como pseudônimo, ou seja, Allan Kardec. Posteriormente, renasce como Jan Huss e finalmente como Hypolite Léon Denizard Rivail. Com referência a Léon Denis, sua reencarnação como John Wycliffe dá o testemunho de perseverança aos ensinamentos de Jesus desprovidos da marcante deturpação niceana e que se perpetua até os nossos dias. As reencarnações intermediárias entre as personalidades citadas e supostamente a eles atribuídas ainda não são conhecidas e carecem de respaldo de seus coadjuvantes.

Com respeito ao Espírito que conhecemos por Emmanuel, a sua presença e interferência nos destinos das grandes comunidades egípcia, romana, européia (após a queda do Império Romano e em diversos países), e finalmente Brasil, para aqui retornar em Espírito, como responsável pelo imenso trabalho de coordenação da face filosófico-religiosa do Espiritismo, trabalhando o pensamento espírita mas também e profundamente a religiosidade espírita com base nos ensinamentos redivivos de Jesus de Nazaré, fica patente o seu profundo envolvimento com o Espiritismo. O livro “O Consolador” é uma das obras de estudos mais marcantes de sua lavra.

À relutância ou dúvidas com relação à existência histórica de alguns personagens citados nos romances da autoria desse Espírito gostaríamos de lembrar que a História humana ainda está sendo escrita. Como exemplo, façamos um recorte em determinada época do passado, mormente o período pós cristão-apóstólico mais precisamente os séculos III e IV d.C., um período de conflitos extremos, de lutas num império romano decadente, onde as perseguições aos cristãos legítimos (pois seguiam fielmente os ensinamentos de Jesus de Nazaré, ainda não envolto pelo misticismo e a mitologia criados através do Concílio de Nicéia e reafirmados em Concílios posteriores) por “cristãos” aliados ao poder político vigente bem como a mesclagem de conceitos, ritos, rituais, de outros povos ou crenças era evidente, e vieram a deturpar em definitivo a mensagem renovadora de Jesus até os nossos dias. Portanto, por este só fato e muitos outros, podemos vagamente encontrar os dados que procuramos ou nada encontrar, já que registros oficiais desse período foram destruídos em diversos momentos. Se até os nossos dias se questiona a existência da famosa Biblioteca de Alexandria, o que não se justificaria, já que existem provas cabais não somente de sua existência mas de várias invasões por ela sofridas ao longo do tempo e, por último, a sua destruição definitiva, no século IV, bem como os tesouros científicos, filosóficos e culturais que ela abrigava, encerrando um período de grande produção intelectual para adentrar uma fase de fanatismos e prepotência religiosa e política. O Homem Conquistador jamais deixaria que o Homem Sábio ensombrasse a sua influência, arrogância e domínio.

A mediunidade, consagrada pelo Espiritismo, se encarregou de revelar os aspectos obscuros da nossa História bem como da própria História de Jesus, encobertos pelo passado. Ao estudar em escolas ditas abertas de Jerusalém, pude pessoalmente constatar a imensa influência religiosa predominante que ainda busca obscurecer os dados principais da vida do Mestre, de seus seguidores, discípulos e apóstolos.

No que se refere a Emmanuel, não confundamos a sua reencarnação como Basílio, na qualidade de pensador cristão, nascido no III século d.C. em Roma, filho de pais gregos, habitante da ilha de Chipre, e cuja história está narrada na segunda parte do livro “Ave Cristo”, com o triste personagem dos bastidores posteriores ao Concílio de Nicéia, Basílio de Cesaréia. Nascido em 329 e morto em 379 d.C., este ultimo foi um teólogo, escritor cristão do quarto século, um dos padres capadócios e doutor da Igreja. Assim se referem a este Basílio as nossas fontes de pesquisa consultadas: “Dedicou as suas maiores energias a defender a doutrina da consubstancialidade do Verbo, definida solenemente no Primeiro Concílio de Nicéia (325). Junto com São Gregório de Nazianzo e São Gregório de Nissa, contribuiu de maneira decisiva na tarefa de precisão conceptual dos termos com os quais a Igreja viria a expor o dogma trinitário, preparando, desta maneira, o Primeiro Concílio de Constantinopla (381) que enunciou de forma definitiva a doutrina sobre a Santíssima Trindade. Sua produção literária compreende trabalhos dogmáticos, ascéticos, pedagógicos e litúrgicos. A ele se deve a fixação definitiva de uma das mais conhecidas missas orientais: a Divina Liturgia de S.Basílio.“ A biografia deste Basílio é bem extensa e corroborada pela Igreja, conforme testemunho dos Papas João Paulo II e Bento XVI.

Se analisarmos a vida de Emmanuel, com base no Espiritismo, veremos que um Espírito como este jamais poderia retroagir em sua trajetória ascencional (assim como nenhum Espírito retroaje em evolução intelecto-moral) em direção ao testemunho de amor e de fidelidade aos verdadeiros ensinamentos de Jesus. Ao longo de suas existências pós-Roma, quando, na pele de Publius Lentulus Cornelius sofre a sua primeira e forte conscientização de seus deveres como homem de Estado, esposo e pai (vide “Há 2.000 Anos”), posteriormente como o escravo Nestório (vide “50 Anos Depois”), como o humilde pensador Basílio (vide “Ave Cristo”), e assim sucessivamente, ficam evidentes os próprios ensinamentos dos Espíritos superiores que assessoraram a Kardec, dizendo que um Espírito, na escala evolutiva que lhe compete, jamais poderia voltar aos momentos primevos e rudes de sua evolução moral.

Assim como o incompreendido Jesus de Nazaré, deificado, ressurgiu com o Espiritismo, que no-lo apresenta como o modelo de ascenção espiritual cabível a todos os seres humanos, os grandes mestres de nosso pensamento, e que registraram os seus próprios testemunhos, vida, ensinamentos, fidelidade a Jesus e ao Espiritismo, continuam incompreendidos e mal interpretados pela vacuidade existencial que nos toma de assalto neste milênio de conflitos e obscuridades, muito embora a Doutrina Espírita nos forneça caminhos lúcidos para esta caminhada.

Fontes de Pesquisa:
• O Livro dos Espíritos, Allan Kardec (ed.Edicel, trad. J.Herculano Pires, 1982);
• Obras Póstumas, Allan Kardec (ed. FEB, 2006);
• Deus Conosco, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier (ed. Vinha de Luz, 2008);
• SPINELLI, Miguel. Helenização e Recriação de Sentidos. A Filosofia na época da expansão do Cristianismo - Séculos, II, III e IV. Porto Alegre: Edipucrs, 2002, pp. 237–327;
• Lettres, distribuées d´ap. L´ordre historique, Basilius (le Grand, archevêque de Césarée, saint), Jean-Louis Génin, Paris, La Librarie Eclésiastique de Rusant 1827;
• Ave Cristo, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier (ed.FEB, 1982);
• Paulo e Estêvão, Emmanuel/ Francisco Cândido Xavier (ed.FEB, 1981);
• Léon Denis na Intimidade, Claire Baumard (ed. O Clarim, 1981);
• A Esquina de Pedra, Wallace L.V.Rodrigues (ed. O Clarim, 1975);
• César e Cristo, Will Durant (ed. Record, 1971);
• The Holy Land, Sami Awad (ed. Palphot Ltd., Israel, 1987);
• Paulo e o Império, Richard A. Horsley (ed. Paulus, 1997);
• Para entender Allan Kardec, D.Incontri (ed. Lachatre 2004);
• O Mistério do Bem e do Mal, J.Herculano Pires- cap. O Mistério de Paulo (ed. C. Frat., 1989);
• http://www.puc-rio.br/parcerias/sbp/pdf/16-miguelr.pdf (SPINELLI, Miguel, Platonismo Cristão? Que Platonismo? Boletim do CPA, Campinas, nº 15, jan./jun. 2003).
• Filmes biográficos de Allan Kardec (Jan Huss e Léon Denis (John Wycliffe) estão no blog http://filosofiaespiritaencantamentoecaminho.blogspot.com).

27 de maio de 2012

Tolerância e Negligência

Quadro:"Emaús", de Michelângelo Uma das atitudes mais difíceis de serem assimiladas pelo ser humano é a de ser tolerante, mormente quando se tratar de tolerância religiosa. No século XVII um fato abalou a França e foi motivo de um livro publicado e amplamente discutido por Voltaire (Tratado sobre a Tolerância): a condenação à morte de um protestante inocente, na cidade de Toulouse, tradicionalmente católica, sentença esta proferida sob forte influência de ânimos exaltados dos católicos. O assunto é atualíssimo, na medida em que não somente erros judiciários, mas o próprio cotidiano de países teocráticos estimulam a intolerância religiosa em grande escala em todo o mundo. O próprio século XX demonstrou, como pano de fundo, os motivos pelos quais países se envolveram em guerras de extermínio motivados pela ascendência de lideranças sob a influência deste ou daquele ponto de vista religioso com suas consequências nefastas. Por outro lado, negligenciar atitudes que poderiam minimizar ou até extirpar da convivência humana a ausência de respeito pelas múltiplas crenças existentes no planeta, é negar ao ser humano o direito à manifestação de sua fé, seja ela com qual roupagem se apresente. Neste mister, Allan Kardec, no rastro de Jesus de Nazaré enfatizou o caráter universal do Espiritismo, como “auxiliar das religiões” naquilo que todas elas possam ter em comum: o amor a Deus e ao próximo como a nós mesmos. (Publicado no The Journal of Psychological Society, na Inglaterra, Alemanha, França, Itália e Espanha, maio-junho 2012)

13 de abril de 2012

A DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO ANENCEFÁLICO



Em nosso blog http://filosofandocotidiano.blogspot.com e os abaixo mencionados, trouxemos, ao longo da semana, o artigo da dra. Neide, participante da Equipe do Projeto Estudos Filosóficos Espíritas sobre o aspecto jurídico e espírita da questão do anecéfalo.
Assistindo na íntegra pelo canal TV Justiça, as justificativas dos eminentes ministros do Supremo Tribunal Federal, com base nas decisões de outros países sobre a mesma questão, nos testemunhos de mulheres que passaram por esta experiência dolorosa, no testemunho de pais que levaram seus filhos portadores de anencefalia parcial à presença de alguns ministros desse tribunal, nas argumentações com base na lógica filosófico-jurídica, nas argumentações da medicina sobre quando começa a vida e quando se acaba, todas com a finalidade de justificarem uma decisão que a princípio sinalizava já ter sido tomada, em maioria, pelos eminentes representantes de nossa maior instância jurídica sobre a descriminalização do aborto anencefálico, temos o nosso pensamento reforçado sobre uma questão: NUNCA FOI TÃO NECESSÁRIA A EXATA, CORRETA e JUSTA DIVULGAÇÃO DOS PRINCÍPIOS QUE NORTEIAM A FILOSOFIA ESPÍRITA, quanto agora.
Toda a retórica das argumentações pautou-se na inexistência da vida, mesmo que subjetiva no feto anencéfalo, alguns com ênfase nos princípios que a Medicina traz como indicativos de morte orgânica, com base nos sinais elétricos que o cérebro já não mais emite não obstante preservadas outras funções, outros com base na argumentação de que a instância máxima a decidir sobre se há vida ou não caberia ao Supremo e egrégio Tribunal brasileiro.
(...)
O Espiritismo, como corpo de Doutrina, não polemiza – jamais confronta opiniões, pois seus princípios não se baseiam nelas, e sim numa grandiosa síntese conceptual com base no Conhecimento lógico, pesquisado, comprovável e verdadeiro. Nunca afetaria as decisões humanas, confrontando-as, dado o seu aspecto eminentemente educativo.
O conhecimento da reencarnação como lei biológica, comprovável pelas pesquisas de eminentes médicos espíritas e espiritualistas principalmente na área da Psiquiatria, com pesquisas monografadas em Universidades conceituadas nos EUA e Europa, as pesquisas das chamadas EQM-Experiências de Quase Morte, no Brasil e EUA, praticamente ignoradas pela grande imprensa ou por ela minimamente abordadas poderia ter sido um forte argumento para a abertura de um fórum de discussões sobre a vida, e os princípios que a norteiam.

Poderíamos acrescentar que, como cidadãos de um país que lidera a América Latina e que hoje consegue ser ouvido no mundo, é de temer-se a ausência de políticas públicas que visem – acima de tudo – a Educação e a preservação da Vida sob qualquer forma em que ela se manifeste. Nossa civilização materialista pensa de forma excludente; o pensamento eugênico, que subjaz em nossas consciências nos faz transgredir as leis divinas de forma continuada através da adesão injustificada às inúmeras formas de violência que visam à “paz” e à “tranquilidade psíquica” de uma minoria.
Podemos repetir – nunca foi tão necessária a boa, correta e justa divulgação dos princípios espíritas contidos em sua Filosofia. E reforçá-los com as pesquisas científicas do pioneiros espíritas do passado – ora ignorado – e as do presente ainda não reconhecidas.

A responsabilidade por tais atos de agressão recairá à consciência individual. É uma estranha forma de evoluir... porém, a dor e o sofrimento intensos causados pela herança das guerras mundiais do século XX, o repúdio à igualdade de direitos, a liberdade inconsequente, o preconceito arrasador, o egoísmo feroz representaram e representam livre e expontânea adesão de todos os envolvidos. Triste herança que colhemos até os nossos dias. E o futuro ? Como será ?

Bibliografia:
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec; O Problema do Ser, do Destino e da Dor, Léon Denis; O Livro dos Espíritos, Apresentação: “Espíritismo, 3ª. Síntese Conceptual”, JHPires, Ed. LAKE, 1957.
Fontes Internet/TV
http://filsosofiaespiritaencantamentoecaminho.blogspot.com ; www.br.msn.com (reportagens de 11, 12 de abril); TV Justiça, canal 64.
Foto:
Paciente Samuel A. Armas, nos braços do pai, com alguns meses de vida.
Artigo na íntegra: www.feal.com.br/colunistas Sonia Theodoro da Silva.

EFE Filosofia Espírita

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Centro Espírita Nosso Lar Casas André Luiz

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Carl Sagan - Biblioteca de Alexandria e o Conhecimento clássico

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