FILOSOFANDO O COTIDIANO

O autor define com mestria o significado da FILOSOFIA ESPÍRITA vigente no atual estágio evolutivo em que nos encontramos.
Acompanhe conosco esse processo de encontros e desafios, que definem o Ser em busca de si mesmo através de ações que convergem a favor da paz e da Harmonia.

Educar para o pensar espírita é educar o ser para dimensões conscienciais superiores. Esta educação para o Espírito implica em atualizar as próprias potencialidades, desenvolvendo e ampliando o seu horizonte intelecto-moral em contínua ligação com os Espíritos Superiores que conduzem os destinos humanos.(STS)

Base Estrutural do ©PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS (EFE, 2001): Consulte o rodapé deste Blog.

23 de setembro de 2012

A PRIMAVERA CHEGOU ! !


E com ela, as nossas esperanças se reavivam... é a Natureza a demonstrar que a vida, não obstante os empeços, as dificuldades, as tormentas, as tempestades, sempre trará de volta o sol, as flores, os campos, a brisa suave, a chuva refrescante, os ventos que limpam e renovam o ar...

A nossa parte deve ser feita; recomeçar e recomeçar sempre, afinal, a reencarnação nos trouxe de volta para o recomeço, não é mesmo?

Vamos continuar, com os compromissos assumidos, com os estudos aprofundados que libertam a nossa consciência, com o exercício do amor ao próximo e à bela, magnífica Natureza que nos acolhe com sua beleza, dizemos, plenos de Vida e de Esperanças:
BEM-VINDA, PRIMAVERA

7 de setembro de 2012

SOBRE O CORAÇÃO DO MUNDO


Aos sete dias do mês de setembro, a libertação da nação brasileira do jugo colonialista é lembrada todos os anos. Nos bastidores desse recorte de nossa história aconteceram atos de heroísmo, de coragem, de lealdade, mas também de perversidade, de crueldade em meio a interesses escusos por parte dos seus atores. Cada país tem a sua história de liberdade e escravidão, de paixão aos seus ideais e de nacionalismo exacerbado e patológico. Buscar as origens, as causas dessa paixão à terra, às suas etnias, às nacionalidades, às teocracias é um excelente trabalho de estudo e pesquisa com base não somente nas ciências humanas, quais sejam, Sociologia, Antropologia, Filosofia bem como nas religiões, mas essencialmente na ciência da reencarnação, que responde prontamente às indagações do “porque tal país é assim”, “porque tais povos guerreiam entre si”, “porque um país democrático se transforma numa nação fundamentalista”, “quem são determinados povos, quais as suas origens”, “porque alguns povos são unidos e outros desunidos”, etc., etc.

Um simples passeio pela história universal desde os primódios das primeiras civilizações nos responderia prontamente: a história se repete, porque somos os mesmos atores no palco das reencarnações.

Sem dúvida que o progresso tecnológico, social, intelectual nos garante uma renovação constante – as gerações se sucedem, porém, os lastros do passado teimam em sobressair acima das conquistas e das realizações.

Certa vez alguém comentou que os romanos seriam os norte-americanos reencarnados numa nova nação, num outro continente, porém com o mesmo ímpeto guerreiro, os mesmos hábitos latentes, o mesmo conjunto iconográfico e simbológico, o mesmo gênero de arquitetura nos edifícios estatais de sua capital federal, o mesmo crescimento em direção à Ciência e as Artes, valores que fizeram dessa nação a grande impulsionadora dos princípios de Liberdade constantes de sua bela e formosa Constituição. Estaria aí a causa oculta do protecionismo à Israel, outrora conquistada, vilipendiada e destruída por seus imperadores e generais? Estaria aí também a causa de seu movimento libertário em prol de uma Europa, outrora componente do seu vasto Império, e no século XX dizimada pela 2ª. Guerra Mundial, invadida pelos prováveis antigos bárbaros reencarnados, com os mesmos impulsos destrutivos em suas conquistas de outrora e que acabaram por contribuir definitivamente para que Roma fosse apagada da história? Sem dúvida, os norte-americanos teriam muito a redimir, embora tenham contribuído pela preservação dos tesouros intelectuais, culturais e religiosos dos povos conquistados pelo Império Romano – aí estaria presente um de seus méritos. A Europa Ocidental e Oriental e os Estados Unidos têm uma história em comum; e juntamente com os povos africanos e orientais todos temos um passado a ser reconstruído com novos valores.

Portanto, acreditamos, por força dos esclarecimentos espíritas, que estamos apenas no começo desse movimento redentor. Dissemos redentor e não redentorista. E quando dizemos redimir não queremos dar a conotação religiosa. Muito ao contrário. Os princípios espíritas são absolutamente claros no que tange a esclarecer que as matrizes dos efeitos estão nas causas geradas pelos próprios seres humanos. E que elas precisam de uma revisão e reconstrução em bases éticas e morais.

Arnold Toynbee disse certa vez que, ao longo de 6.000 anos de civilização (levando-se em conta os primeiros agrupamentos humanos já constituídos e com atividades agrícolas) tivemos apenas 100 anos de paz intercalados. Sem dúvida que aí se encaixa a Pax Romana de César Augusto, que, com Péricles, se enquadram entre os maiores disseminadores e mecenas das Artes em geral, quais sejam a Música, a Pintura, a Escultura, a Literatura, a Dramaturgia, bem como da Arquitetura, da Engenharia, e principalmente da Filosofia, das Ciências Exatas e Humanas.

E o Brasil? Qual o seu papel em todo esse processo? Sem dúvida que esta nação, jovem em idade como nação constituída, carrega consigo os atores do drama universal. Somos todos romanos, palestinos, hebreus, semitas, egípcios, babilônios, sírios, caldeus, assírios, godos, visigodos, africanos, mongóis, etc., etc., e mais recentemente, europeus, chineses, russos, africanos, sul-americanos, norte-americanos, neo-zelandeses, australianos, etc., etc., etc. – não como nacionalidade, mas como origens e culturas. Sem esquecer, no vasto continente americano, os índios nativos e seus costumes e hábitos saudáveis e de amor e preservação à Natureza.

Então, quem seríamos? Faça a pergunta e si mesmo. A sua bagagem espiritual lhe responderá. Porém acima de tudo, tenhamos em mente que o Espiritismo nos conferiu a cidadania universal.

O Brasil, espiritualmente falando, é um espaço reservado a todos os Espíritos que querem se redimir. Transitamos pelo mundo afora realizando para o nosso próprio bem e pelo bem das coletividades humanas, porém, muito erramos, caímos, porque presos às conquistas efêmeras, fossem elas nos campos religioso, científico, filosófico, ou cultural. Trazemos um orgulho de casta latente que se manifesta em preconceitos de toda sorte. Trazemos ímpetos agressivos, porque somos ainda habitantes de um plano evolutivo congênito.

Porém, a nossa cordialidade para com os estrangeiros é notória – reminiscências de uma convivência remota? É provável. A nossa solidariedade é expontânea e, por parte de alguns grupos, que se reúnem em ONGs de atendimento e amparo às minorias e à natureza, comovente. Estariam aí as reminiscências de dramas vividos coletivamente? Pode ser.

O que nos destaca é o fato de que ocupamos uma geografia privilegiada, estamos numa situação econômica atual estável, temos uma tendência inata ao humanismo, visto como filosofia moral que coloca os valores humanos como dignidade, aspirações e capacidades humanas, particularmente a racionalidade como essenciais e até políticas.

O que não podemos fazer é tomar uma atitude predestinada de “povo escolhido” e que vive numa “terra prometida” numa “aliança perpétua com Deus” – isto seria confundir a valorosa nação brasileira com atribuições religiosistas e menores, criando uma relação de suposta superioridade perante o restante do planeta e aos humanos que o habitam.

Como dissemos acima, o Espiritismo nos conferiu a cidadania cósmica – isso significa dizer que, como família universal, estaríamos, no momento, em melhores condições de abrigar, seja pelo renascimento, seja pelo exílio forçado de imigrantes oriundos de países em guerra, ou em declínio econômico, os nossos irmãos humanos, filhos de uma mesma origem comum, a divina.

Portanto, o Espiritismo não cultiva nacionalismos, frutos da exacerbação do orgulho de casta eugênica, mas enaltece a capacidade que o ser humano tem de confraternizar e de ser solidário com o outro ser humano em condições precárias de vida ou entendimento, esteja onde estiver, venha de onde vier. Somos a família universal.

Tenhamos isto em mente e sejamos fraternos aqui ou em qualquer parte do mundo, vivendo os valores cristãos de Jesus de Nazaré e espíritas, por Ele revividos em nosso tempo de resgates, de exílio espiritual, de precariedade moral, mas de muita esperança, e de mútua convivência pacífica.

VEJA TAMBÉM: http://vervisaoespiritadareligiosidade.blogspot.com
http://filosofandocotidiano.blogspot.com
Sonia Theodoro da Silva - Projeto Estudos Filosóficos Espíritas

EFE Filosofia Espírita

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EFE- Educação Mediúnica com base na Filosofia Espírita

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