FILOSOFANDO O COTIDIANO

O autor define com mestria o significado da FILOSOFIA ESPÍRITA vigente no atual estágio evolutivo em que nos encontramos.
Acompanhe conosco esse processo de encontros e desafios, que definem o Ser em busca de si mesmo através de ações que convergem a favor da paz e da Harmonia.

Educar para o pensar espírita é educar o ser para dimensões conscienciais superiores. Esta educação para o Espírito implica em atualizar as próprias potencialidades, desenvolvendo e ampliando o seu horizonte intelecto-moral em contínua ligação com os Espíritos Superiores que conduzem os destinos humanos.(STS)

Base Estrutural do ©PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS (EFE, 2001): Consulte o rodapé deste Blog.

28 de janeiro de 2015

AUSCHWITZ - BIRKENAU... O HOLOCAUSTO CONTINUA



Hoje (27 de janeiro),  o mundo relembra a libertação dos prisioneiros judeus do campo de concentração polonês Auschwitz-Birkenau. Durante minha estada em Israel, tive a oportunidade de conhecer e visitar o Museu do Holocausto, Yad-Vashem, e jamais esqueci a emoção que senti diante da herança de horror deixada pelo sofrimento e pela dor extremadas  - eram vestígios de objetos pertencentes a crianças, idosos, mulheres e homens sacrificados à insânia inumana de um tempo onde a misericórdia e a compaixão foram abortados da convivência humana.

No andar térreo, chega-se à entrada através de alamedas onde há árvores plantadas num vasto jardim com os nomes de todos os que puderam salvar judeus de várias partes da Europa – lá estavam os nomes de Schindler, de Irena Sendler (enfermeira alemã que salvou 2.500 crianças de famílias judias), Raoul Wallenberg, um diplomata sueco que salvou 100.000 judeus, concedendo-lhes passaportes e vistos suecos e cuja morte foi atribuída às condições de sua prisão em território soviético após a guerra (http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u4771.shtml), além de muitos outros que puderam burlar a vigilância das poderosas SS e Gestapo, polícias nazistas, e salvar uma pequena vida de criança que fosse possível.

Muitos ainda tentaram salvar as vidas de negros, de asiáticos, de portadores de deficiências, de homossexuais, de ciganos, e de todos aqueles que não se enquadravam nos conceitos de raça pura preconizados pela filosofia nazista.

Ainda no térreo, um painel imenso toma a parede de entrada onde se vê o mapa dos países da Europa, norte da África, China e Rússia, e as localizações de todos os campos de concentração criados pelo nazi-fascismo, dentre os quais Treblinka e Thereseinstadt.

Em seguida, a exposição fotográfica dos habitantes daqueles locais, misturados em condições sub-humanas, os fornos crematórios, as salas dos “chuveiros”, os objetos criados (abajures, por exemplo) com as peles arrancadas dos corpos ainda em vida, fotos de experimentos em genética dos diabólicos “médicos”, dentes de ouro, objetos pessoais, objetos pertencentes aos lares destruídos pela insanidade.

No segundo andar, uma exposição de desenhos feitos a carvão, em papeis rústicos, mostrando os horrores que lá aconteciam, numa tentativa desesperada de exportá-los dos campos, de contar ao mundo o que estava acontecendo, um pedido dolorido e silencioso de socorro.

Encontrei casualmente um grupo de pessoas idosas, judeus que viveram àquela época e quando os nossos olhos se encontraram, eu nada pude dizer, senão oferecer as minhas lágrimas (que teimavam em não parar de cair) de solidariedade – e de vergonha.

Naquele instante eu pude compreender até onde um ser humano pode chegar quando perde a capacidade de sentir empatia por outro ser humano.

E hoje, com as tristes mas educativas lembranças ainda vivas em minha memória, eu comparo aquele Holocausto com a multiplicidade de holocaustos que continuam a ocorrer pelo mundo.  E me pergunto, até quando?

Até quando a insanidade continuará a nos deixar perplexos diante de tudo o que a humanidade poderia construir de belo e de bom e simplesmente não o faz – ou faz pouco?

Até quando a ignorância, a irresponsabilidade e a omissão prevalecerão por sobre os convites amorosos dos missionários do Bem de da Paz?

Já convivi com gênios, com ateus e com religiosos, e com pessoas simples e humildes de coração e em todos eu pude perceber a única necessidade comum compatível à nossa humanidade – a da vivência do Amor e do exercício do conhecimento direcionado para o Bem.

Não há outra alternativa – ou aceitamos ou morreremos – secos e inúteis como os restos de objetos expostos em um museu da morte, carregando conosco a nostalgia de um futuro irrealizado.

Sonia Theodoro da Silva

Bibliografia e Nota: há uma vasta bibliografia hoje sobre aqueles tempos; filmes como A Lista de Schindler e O Pianista, A Menina que roubava Livros, bem como a série de TV Holocausto, e vários sobre os missionários cristãos que salvaram a vida de judeus, ou que morreram nos campos, como o padre Maximilian Kolbe, e a filósofa cristã, freira carmelita de família judaica, Edith Stein, alemã, discípula de Husserl, fundador da fenomenologia, e que morreu em Auschwitz-Birkenau, foi canonizada pelo Papa João Paulo II (em nosso portal de estudos relataremos a história desta extraordinária mulher). Leia-se ainda a história da adolescente Anne Frank agora também em filme.


Até os nossos dias contesta-se a posição da Igreja Católica diante do Holocausto – recomendamos o filme Papa Pio XII, bem como bibliografia pertinente, para as considerações de nossos leitores.

3 de janeiro de 2015

ÁRVORES CAEM? DE QUEM É A CULPA?


Esta semana em São Paulo mais de 200 árvores caíram por força (dizem) das chuvas e dos ventos. Pergunta: chuvas, ventos, raios, tempestades, fazem parte dos fenômenos naturais?

Sim, é óbvio que sim... porém, nem todos pensam assim. E continuam reclamando das inundações, das mortes causadas por raios, das casas com  rachaduras e dos móveis e bens materiais perdidos pela força das águas, da falta de energia elétrica porque as árvores “destruíram” a rede elétrica.

Semanas atrás ouvimos as palavras de uma mãe que acabara de perder seu filho ex-combatente do Exército norte-americano e agora voluntário nas inúmeras forças de ajuda aos exilados de guerra em campos de recolhimento e cruelmente morto pelo estado islâmico: “meu filho morreu porque o mundo está enfermo...”

No mesmo instante pensei nos sentimentos que podem ter se sucedido no coração amantíssimo de Maria de Nazaré quando viu seu filho bem-amado sob o suplício romano e farisaico, sob a cusparada de um povo que ele ajudara a curar-se de suas doenças e mazelas, sob o abandono de seus  discípulos e seguidores...

Seu filho morrera porque o mundo estava enfermo...

E porque hoje o mundo ainda continua enfermo? Analiso a Humanidade – ou grande parte dela – como sonâmbulos padecendo de patologias mentais, sendo a maior delas a “psicopatia do desprezo” pela vida de seu semelhante e para com a Natureza.

No Brasil, esse mesmo ser humano continua a dilapidar a mata Atlântica para construir “seu lar”; continua a devastar a Amazonia para ampliar o agro-negócio e alimentar as bocas  dos povos de outros países que não souberam – ou não querem – bem  administar os seus bens naturais (e para que, se o Brasil tem espaço geográfico suficiente e uma imensa ganância política?) .

Esse mesmo ser humano continua a devastar os espaços naturais das grandes cidades como São Paulo, já esgotada em seus recursos naturais e especialmente hídricos para construir casas, edifícios, condomínios, favelas, desalojando a fauna que contribui para o eco-sistema e destruindo a flora que mantém a vida...

Esse mesmo ser humano sequer se preocupa com a já escassa vegetação à sua volta e quando árvores caem, a culpa é atribuída à chuva e ao vento refazentes, acolhedores, absolutamente naturais e bem vindos a nutrirem a terra e a saúde desse mesmo ser humano que acusa os órgãos oficiais de não cortarem as árvores prestes a cair...   

E permanece a pergunta:  porque não cuidaram das árvores, da vegetação, das plantas, das flores? Porque deixaram que os predadores as consumissem ?  Porque os órgãos oficiais cortam árvores ao invés de cuidar delas?

Porque a própria população não toma a iniciativa de “adotar” uma árvore, um parque, uma praça como alguns poucos o fazem?
É muito mais fácil cortar do que tratar – é muito mais fácil construir barracos espalhados pela cidade e em zona de preservação ambiental do que permanecer em seus locais de origem e exigir dos governantes que propiciem trabalho e condições dignas de vida.

Fazendo um balanço do ano de 2014 nessa alvorada de 2015, permaneço cética quanto à tomada de consciência e de responsabilidade por parte de grande parte da população  que se julga credora das benesses públicas e divinas e que se omite, se refugia e se oculta nos shopping centers, entre os bens de consumo, nas igrejas, nos centros espíritas, nos terreiros de umbanda e candomblé...  

Os espíritas em especial, muitos preferem atribuir a culpa ao "momento de transição" e aos estertores do mundo de provas e expiações sem sequer refletirem que o mundo é produto de nossos pensamentos e de nossas ações - ou da ausência delas.  

E penso em Jesus, em seu sacrifício,  em seu imenso Amor. E penso na dor de Maria de Nazaré, por seu filho sem mácula dando a Sua Vida para que a humanidade entendesse de uma vez por todas que o egoísmo humano é patológico e que o orgulho humano é produto da insanidade em que os seres humanos vivem e  que insistem em permanecer mergulhados. 
(Sonia Theodoro da Silva)     

EFE Filosofia Espírita

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