FILOSOFANDO O COTIDIANO

O autor define com mestria o significado da FILOSOFIA ESPÍRITA vigente no atual estágio evolutivo em que nos encontramos.
Acompanhe conosco esse processo de encontros e desafios, que definem o Ser em busca de si mesmo através de ações que convergem a favor da paz e da Harmonia.

Educar para o pensar espírita é educar o ser para dimensões conscienciais superiores. Esta educação para o Espírito implica em atualizar as próprias potencialidades, desenvolvendo e ampliando o seu horizonte intelecto-moral em contínua ligação com os Espíritos Superiores que conduzem os destinos humanos.(STS)

Base Estrutural do ©PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS (EFE, 2001): Consulte o rodapé deste Blog.

3 de janeiro de 2015

ÁRVORES CAEM? DE QUEM É A CULPA?


Esta semana em São Paulo mais de 200 árvores caíram por força (dizem) das chuvas e dos ventos. Pergunta: chuvas, ventos, raios, tempestades, fazem parte dos fenômenos naturais?

Sim, é óbvio que sim... porém, nem todos pensam assim. E continuam reclamando das inundações, das mortes causadas por raios, das casas com  rachaduras e dos móveis e bens materiais perdidos pela força das águas, da falta de energia elétrica porque as árvores “destruíram” a rede elétrica.

Semanas atrás ouvimos as palavras de uma mãe que acabara de perder seu filho ex-combatente do Exército norte-americano e agora voluntário nas inúmeras forças de ajuda aos exilados de guerra em campos de recolhimento e cruelmente morto pelo estado islâmico: “meu filho morreu porque o mundo está enfermo...”

No mesmo instante pensei nos sentimentos que podem ter se sucedido no coração amantíssimo de Maria de Nazaré quando viu seu filho bem-amado sob o suplício romano e farisaico, sob a cusparada de um povo que ele ajudara a curar-se de suas doenças e mazelas, sob o abandono de seus  discípulos e seguidores...

Seu filho morrera porque o mundo estava enfermo...

E porque hoje o mundo ainda continua enfermo? Analiso a Humanidade – ou grande parte dela – como sonâmbulos padecendo de patologias mentais, sendo a maior delas a “psicopatia do desprezo” pela vida de seu semelhante e para com a Natureza.

No Brasil, esse mesmo ser humano continua a dilapidar a mata Atlântica para construir “seu lar”; continua a devastar a Amazonia para ampliar o agro-negócio e alimentar as bocas  dos povos de outros países que não souberam – ou não querem – bem  administar os seus bens naturais (e para que, se o Brasil tem espaço geográfico suficiente e uma imensa ganância política?) .

Esse mesmo ser humano continua a devastar os espaços naturais das grandes cidades como São Paulo, já esgotada em seus recursos naturais e especialmente hídricos para construir casas, edifícios, condomínios, favelas, desalojando a fauna que contribui para o eco-sistema e destruindo a flora que mantém a vida...

Esse mesmo ser humano sequer se preocupa com a já escassa vegetação à sua volta e quando árvores caem, a culpa é atribuída à chuva e ao vento refazentes, acolhedores, absolutamente naturais e bem vindos a nutrirem a terra e a saúde desse mesmo ser humano que acusa os órgãos oficiais de não cortarem as árvores prestes a cair...   

E permanece a pergunta:  porque não cuidaram das árvores, da vegetação, das plantas, das flores? Porque deixaram que os predadores as consumissem ?  Porque os órgãos oficiais cortam árvores ao invés de cuidar delas?

Porque a própria população não toma a iniciativa de “adotar” uma árvore, um parque, uma praça como alguns poucos o fazem?
É muito mais fácil cortar do que tratar – é muito mais fácil construir barracos espalhados pela cidade e em zona de preservação ambiental do que permanecer em seus locais de origem e exigir dos governantes que propiciem trabalho e condições dignas de vida.

Fazendo um balanço do ano de 2014 nessa alvorada de 2015, permaneço cética quanto à tomada de consciência e de responsabilidade por parte de grande parte da população  que se julga credora das benesses públicas e divinas e que se omite, se refugia e se oculta nos shopping centers, entre os bens de consumo, nas igrejas, nos centros espíritas, nos terreiros de umbanda e candomblé...  

Os espíritas em especial, muitos preferem atribuir a culpa ao "momento de transição" e aos estertores do mundo de provas e expiações sem sequer refletirem que o mundo é produto de nossos pensamentos e de nossas ações - ou da ausência delas.  

E penso em Jesus, em seu sacrifício,  em seu imenso Amor. E penso na dor de Maria de Nazaré, por seu filho sem mácula dando a Sua Vida para que a humanidade entendesse de uma vez por todas que o egoísmo humano é patológico e que o orgulho humano é produto da insanidade em que os seres humanos vivem e  que insistem em permanecer mergulhados. 
(Sonia Theodoro da Silva)     

EFE Filosofia Espírita

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