FILOSOFANDO O COTIDIANO

O autor define com mestria o significado da FILOSOFIA ESPÍRITA vigente no atual estágio evolutivo em que nos encontramos.
Acompanhe conosco esse processo de encontros e desafios, que definem o Ser em busca de si mesmo através de ações que convergem a favor da paz e da Harmonia.

Educar para o pensar espírita é educar o ser para dimensões conscienciais superiores. Esta educação para o Espírito implica em atualizar as próprias potencialidades, desenvolvendo e ampliando o seu horizonte intelecto-moral em contínua ligação com os Espíritos Superiores que conduzem os destinos humanos.(STS)

Base Estrutural do ©PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS (EFE, 2001): Consulte o rodapé deste Blog.

4 de março de 2010

A MAIOR AVENTURA DE TODOS OS TEMPOS E O ESPIRITISMO

O pouso na Lua e o primeiro passo fora do planeta Terra, na noite de 20 de julho de 1969, é considerada a maior aventura da história da Humanidade. Armstrong, Aldrin e Collins, privilegiados cientistas-astronautas deste épico, possibilitaram-nos a grande emoção, vivida por milhares que puderam assistir à transmissão televisiva, direto de nosso satélite.
Porém, em outros momentos, o homem também aventurou-se aos grandes feitos, frutos de iniciativas de coragem, de firme intuição e de empenho : Cristóvão Colombo, com seu espírito desbravador, Albert Schweitzer e a possibilidade de levar a medicina prática às selvas africanas, Albert Sabin e as árduas pesquisas que erradicaram a ameaça da poliomelite que pairava sobre o bem-estar infantil, a descoberta da penicilina G, um antibiótico derivado de um fungo, o bolor Penicillium chrysogenum pelo médico e bacteriologista escocês Alexander Fleming, salvou milhares de vidas de soldados aliados na Segunda Guerra Mundial, e praticamente oficializou as pesquisas sobre fármacos abrindo o capítulo na história da medicina para a contenção das doenças infecciosas de origem bacteriana como causa de mortalidade humana.
A boa ciência é o retrato dos esforços de centenas de milhares de pessoas que até hoje lutam o bom combate contra as enfermidades humanas, as dores físicas e psicológicas, e é atualmente aliada da tecnologia que busca minimizar as aflições que cercam os portadores de deficiências físicas natos ou vitimados por acidentes.
Não abriríamos espaço aqui para mencionar o outro lado desta mesma questão, a ciência e a tecnologia oriundas do abastardamento das inteligências que fomentam as guerras e as lutas de predomínio, que pactuam no fabrico e na disseminação de armas terrestres, nucleares ou destrutivas em suas diversas denominações e objetivos, filhas da arrogância, da insociabilidade, da impiedade e da voracidade que as encaminham à selvageria pois consideram o outro, o “próximo” como um elemento a ser destituído do maior direito concedido a um ser humano, o de viver, se não intentássemos na necessária amplitude da divulgação da maior – esta sim – descoberta que um ser humano poderia fazer: a da vida após a morte, de forma consciente, metodologicamente pesquisada e cientificamente embasada, originando uma filosofia com finalidades ético-morais, porque representativas do Amor feito Ser, Jesus de Nazaré.
O ESPIRITISMO, pois é ele a quem nos referimos, como corpo de doutrina, foi a maior revelação-descoberta que poderíamos receber-pesquisar na Terra, no atual plano de evolução em que nos encontramos, e que, como síntese dos esforços da união entre os Missionários do Bem das dimensões física e extra-física, marca o grande momento para o progresso moral humano: a transição para a consciência de regeneração.
Com os princípios espíritas ensinados sem os artifícios da fantasia e da mitologia, entendemos a realidade do Espírito inserto na matéria para progredir, porém, sendo ele próprio o artífice de sua felicidade ou desdita. Reencarnação, lei de Causa e Efeito, vida após a morte, comunicabilidade entre os Espíritos (desencarnados e encarnados), pluralidade e habitabilidade dos mundos, constituição psico-física dos seres encarnados e desencarnados, a influência do pensamento que não conhece fronteiras, poderão auxiliar a boa ciência às demais descobertas para a completude do bem-estar físico e psicológico do ser humano, auxiliando-o a vivenciar os ensinamentos de Jesus de Nazaré, modelo que realizou em si a plenitude das Leis Divinas contidas em sua consciência harmonizada e feliz (v. questões 100 a 113 de O Livro dos Espíritos).
Reencarnação despojada dos artifícios místicos; Lei de Causa e efeito como mecanismo que lança a consciência ao conhecimento de si, portanto, conducente ao correto pensar e proceder; Vida após a morte, pois o Espírito sobrevive à matéria densa e temporal, mostra-se através dos fenômenos como influência decisiva nas atitudes humanas, e manifesta-se pela comunicabilidade mediúnica, dando testemunho de suas vivências; Pluralidade dos mundos (hoje comprovadamente parte integrante dos estudos científicos).
Quanto a Habitabilidade dos Mundos, vale considerar que a ciência humana, ainda não avançada a ponto de considerar as diversas e infinitas graduações dimensionais da Vida e suas manifestações, ainda nega essa possibilidade, ou a considera a um nível apenas micro-biológico, deixando para as pseudo-ciências, que claudicam nas fantasias estratificadas em conceituações míticas de permeio com a imagem de ETs, frutos da nova reprodução da mitologia, o cinema, e deixando de considerar toda uma obra de esforço intelectual e científico que atesta a vinda de seres extra-corpóreos sim, porém, na presença da reencarnação, como todos nós, pois esta é a única via de acesso à corporificação na Terra (veja-se as comunicações do Espírito Wolfgang Amadeus Mozart na Revista Espírita do ano de 1858).
A constituição psico-física dos seres encarnados e desencarnados, analisada por Kardec, pelos pioneiros Bozzano e Delanne, e complementada pelo Espírito André Luiz, também pode alavancar a ciência médica no grande passo que lhe falta completar: a existência do Espírito e as suas complexidades interexistenciais.
O ESPIRITISMO jamais será superado: pelas revelações que contém, pelo encaminhamento natural das consciências maduras à efetivação do Bem em si mesmas, e, consequentemente à reformulação de toda uma sociedade, que hoje impositivamente reestrutura-se a si mesma, diante dos escombros que vão sendo deixados pela política desvirtuada e corrompida, pela criminalidade patológica, pela agressividade asselvajada, pelo desnorteamento oriundo dos modismos inconsequentes, pelos vícios que viraram alternativa para a busca de si, pelo desconsolo que alimenta o fanatismo religioso e seus fundamentalistas.

Jamais tábua de salvação, ou jornada de aventuras, nunca um instrumento de espetáculos de palco ou de uma mídia deturpada, o ESPIRITISMO visa conceder a necessária reflexão quanto à verdadeira natureza de todos nós, indicando-nos caminhos a percorrer na solução das questões que nos afligem mas que necessitam do necessário saneamento, em bases seguras de conhecimento e aplicabilidade.
Por isso e muito mais do que nos seria possível analisar num pequeno espaço de um artigo, lembramo-nos da grande jornada paulina: Paulo de Tarso marcou definitivamente a implantação dos ensinos de Jesus sobre a Terra, por meio dos recursos disponíveis em sua época; fidelizado pelo imenso Amor a Jesus de Nazaré, jamais distorceu ou facultou desvios conceituais da doutrina do Mestre. Exemplo de Amor a um ideal, eternizou a sua postura, quando, ao partir da Palestina para sempre, e diante de Lucas, maravilhado pelas reações de apreço e amor do povo que cercava o grande apóstolo dos gentios, e que pretendia divulgar esses fatos, responde-lhe:
“Não, Lucas. Não escrevas sobre virtudes que não tenho. (...) Cala sempre as considerações, os favores que tenhamos recolhido na tarefa, porque esse galardão só pertence a Jesus. (...) Por mais tenhamos estudado, sentimos um abismo entre nós e a sabedoria eterna; por mais que tenhamos trabalhado, não nos encontramos dignos daquele que nos assiste e guia desde o primeiro instante da nossa vida. (...) O Senhor enche o vácuo de nossa alma e opera o bem que não possuímos.” Bibliografia: Allan Kardec, O Livro dos Espíritos; Emmanuel/F.C.Xavier, Paulo e Estêvão .

EFE Filosofia Espírita

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