FILOSOFANDO O COTIDIANO

O autor define com mestria o significado da FILOSOFIA ESPÍRITA vigente no atual estágio evolutivo em que nos encontramos.
Acompanhe conosco esse processo de encontros e desafios, que definem o Ser em busca de si mesmo através de ações que convergem a favor da paz e da Harmonia.

Educar para o pensar espírita é educar o ser para dimensões conscienciais superiores. Esta educação para o Espírito implica em atualizar as próprias potencialidades, desenvolvendo e ampliando o seu horizonte intelecto-moral em contínua ligação com os Espíritos Superiores que conduzem os destinos humanos.(STS)

Base Estrutural do ©PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS (EFE, 2001): Consulte o rodapé deste Blog.

14 de fevereiro de 2010

OS CAMINHOS DA FÉ ATRAVÉS DA RAZÃO I

No capítulo dezenove de O Evangelho Segundo o Espiritismo encontramos a matéria "A fé que transporta montanhas". Bem conhecido dos espíritas, o tema inicia com um trecho do evangelista Mateus 17:14-19, relatando episódio em que Jesus, após realizar a cura do rapaz obsedado, questiona veementemente seus discípulos, que, alegando impedimentos, não o puderam curar. Jesus revela-lhes que a cura do jovem não ocorrera, devido a pouca fé de seus próprios seguidores, pois "se tivessem fé como um grão de mostarda", nenhum obstáculo lhes impediria a ação. Ou seja, se a fé fosse mensurável, por menor que fosse, ela teria a mesma força, em potência, contida numa semente. O mesmo ímpeto em latência, que impulsiona a semente em transformação. Jesus, como sábio conhecedor das incertezas humanas, faz uso de uma figura forte, e o que teria maior robustez, vigor, energia do que uma semente que contém a vida em desenvolvimento?

Ele também diz que "a montanha seria transportada" apenas pelas palavras daquele que tem fé. Aliada desta última, a palavra bem direcionada, confere real autoridade a quem a profere. A palavra é dotada de uma mística especial, pois decodifica o pensamento, transportando-o do abstrato mundo das idéias ao concreto mundo sensível, onde transitamos confinados a apenas cinco sentidos que nos possibilitam a comum relação, caracteristicamente limitada, por vezes falha, pois segue padrões de percepção adstritas às assimilações de tempo e lugar, às peculiaridades culturais, hábitos familiares e individuais, e padrões evolutivos espirituais. Donde concluirmos que a real comunicação entre os seres ainda não aconteceu. Poderíamos concluir também que a comunicação efetiva dar-se-á ao nível de um sentimento apurado, pois real, verdadeiro, cultivado como a semente de mostarda, ou como o carvão que se transforma em diamante, luzindo e trazendo à tona o Amor subjacente, a Verdade que jaz do lado externo da caverna de Platão, ou do oceano intérmino e rico em vida e beleza, revelado pelo peixinho vermelho da lenda egípcia divulgada por André Luiz na introdução de "Libertação". Sem dúvida que a palavra perderá seu lugar, pois será condignamente ocupado por um estilo de comunicação, onde o pensamento burilado no campo das formas adquiriu sua liberdade legítima, onde os estímulos da dor expandiram-no, até à compreensão plena da verdadeira ética resultante do exercício da solidariedade, onde a moral enriquecida pelo sentimento de mútua compreensão e entendimento fazem-no - o pensamento - construtor de sua verdadeira identidade, outrora obscurecida pela rudeza de seu primitivismo, no futuro, porém, ampliando-se, transfigurando-se como a lagarta em borboleta, ornando-se com as luzes características de quem já conseguiu Ser, após a jornada milenar do estar e do acontecer sucessivos, sujeito ao determinismo natural, nem sempre consciente dos estágios em que se fixaram. Então, finalmente entenderemos Jesus.
Porém, até que tal ocorra, a fé, grande estímulo das relações entre o ser-criatura e o Ser-Criador prosseguirá sua jornada histórica, habitando corações numa multiplicidade tão grande de expressões, refletindo as culturas onde se desenvolvem. Podemos analisá-las todas, porém nunca senti-las em sua plenitude. De tão ampla, foge à análise puramente científica, inabordável ao exercício das ciências exatas.
O pensamento espírita, com bases racionais, evoluiu desde a Magna Grécia, encontrou-se com Jesus em Israel e deslocou-se diretamente para a França, berço da cultura racional, livre da teologia asfixiante, traçando-lhe os rumos, despido de dogmatismos filosóficos, científicos e religiosos. Hoje, a ciência humana busca entender o que, para a ciência espírita já foi desvendado: A EXISTÊNCIA DO ESPÍRITO, EM SUA TRAJETÓRIA NA LINHA DO TEMPO, em busca de sua própria transcendência (Tendes um modelo, diz O Livro dos Espíritos, VIDE JESUS). (continua)

EFE Filosofia Espírita

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