FILOSOFANDO O COTIDIANO

O autor define com mestria o significado da FILOSOFIA ESPÍRITA vigente no atual estágio evolutivo em que nos encontramos.
Acompanhe conosco esse processo de encontros e desafios, que definem o Ser em busca de si mesmo através de ações que convergem a favor da paz e da Harmonia.

Educar para o pensar espírita é educar o ser para dimensões conscienciais superiores. Esta educação para o Espírito implica em atualizar as próprias potencialidades, desenvolvendo e ampliando o seu horizonte intelecto-moral em contínua ligação com os Espíritos Superiores que conduzem os destinos humanos.(STS)

Base Estrutural do ©PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS (EFE, 2001): Consulte o rodapé deste Blog.

14 de fevereiro de 2010

REFLEXÃO PARA UM ANO SEMPRE NOVO

Mais uma vez encerrou-se, como outras vezes, um período no qual depositamos nossas esperanças e nossa fé. Jesus perpassou pelas mentes humanas, como o Cavaleiro Divino da Paz, montado em seu corcel de luz, fomentando na Terra o sentimento da Grande Fraternidade Universal. Interpretamo-la cada qual ao seu modo - e extravasamos esta Verdade Maior através do sorriso fraterno (às vezes vacilante), do abraço amigo (nem sempre aceito), da mão estendida (aguardando, contudo, por também receber).

O Natal se foi. O Grande Aniversariante deve ter sorrido, algumas vezes esperançoso ante a pausa precária das lutas fraticidas e dos diálogos políticos dúbios em busca de uma paz inglória. Entretanto, o Mestre da Luz deve ter se alegrado com a fraternidade que já acende seus candeeiros com o azeite do trabalho, candeeiros estes colocados por mãos que vivem a Caridade, acima do velador, para que outros possam seguir em sua direção e iluminar os seus próprios caminhos.

Houve, sim, a pausa da guerra inexorável, cruel que, cedendo terreno à paz ainda não duradoura, fez e faz com que os homens elevem os olhos para os céus em sua eterna sede do Infinito, perguntando-se as razões dela perpetuar-se ainda.

A mesma pergunta aquele astronauta fez a si próprio quando, admirando a Terra do espaço, pôde ter uma visão de plano diferente - uma visão cósmica e verdadeira, uma quase clarividência. E caiu em si - como o filho pródigo, chorando amargamente ao retornar e encontrar seus irmãos mais perdidos do que nunca em seus mergulhos profundos na superficialidade das próprias existências, cada vez mais solitários, como cegos guiando outros cegos.

Contudo, nova etapa se inicia. Novamente a ansiedade diante do desconhecido, do que está para vir nestes próximos 365 dias, faz a curiosidade perguntar:

— O que irá acontecer?

Ingênua questão para aquele que ainda "espera que outros façam acontecer". Maneira fácil até de tirarmos a cruz de nossos ombros e prosseguirmos a assistir, de cadeira cativa, o eterno circo da vida com seus leões da incúria e do egoísmo que avassalam a alma humana nos tempos atuais, gladiadores do orgulho desmedido e do poder delituoso e transitório a semearem a discórdia e a indisciplina no palco da existência humana. Palco em cujo chão desfila o homem, inconsciente do conteúdo subjacente de seu script. Do verdadeiro script.

Ao submeter-se ao tribunal do descrédito na pessoa daqueles que o condenavam, Estêvão (talvez na esperança de trazer mais cedo a revelação do Amor Fraternal do Cristo ao moço de Tarso), com a frase Moisés foi a porta, Jesus é a chave, perenizou a mensagem imortal da salvação que a coroa do martírio adquiriu para a nova humanidade. E cabe a nós, espíritas, novos portadores do divino "segredo", abrirmos as portas do conhecimento, da Justiça, da Paz, através da Caridade que faz florescer em nós o Amor Universal, como pequeninas luzes a se acenderem no mais profundo do nosso Ser, fazendo-nos conhecer a nós próprios e a nossa capacidade infinita e maravilhosa de sermos deuses.

Albert Schweitzer, após o retorno de sua vida dedicada aos selvagens da África (aos nossos olhos - porém, aos olhos do Cristo, seus pequeninos), exclamou, num lampejo inspirado de fé profundamente enraizada em seu ser, que ninguém é grande pelo que faz, mas por aquilo a que renuncia e pelo que sofre - palavras vividas de cátedra por alguém que, aos 30 anos, médico, filósofo, primeira autoridade no campo das pesquisas sobre o grande compositor Johann Sebastian Bach, exegeta e cientista, construtor e missionário, deixou as comodidades e a tranqüilidade do lar e da profissão, para lançar-se "à cata de aventuras" na selva hostil, sofrendo, auxiliando e amando um povo faminto e doente, sedento da água da fonte divina, não pregada, mas vivida. E como ele, muitos outros.

O que nos leva a perguntar, notadamente nos dias atuais: e nós, espíritas? Pois portadores que somos do espírito que vivificava través do Evangelho decodificado pelos Espíritos Superiores, temos pregado, sim, todavia, temos vivido este mesmo script nos maviosos atos do drama universal da vida?

É ela, Filosofia dos Espíritos e para os Espíritos, encarnados ou não, habitantes nos dois planos da existência humana, portadora da consolação para os aflitos e desvalidos do mundo, para os que se perdem na ilusória vida material e para os que tentam voltar; para os cobradores de dívidas passadas e para os que saldam estes débitos. Para todos, pois, é a Doutrina amiga, que transmite a palavra de consolo, do esclarecimento e da paz que não se negocia mas se realiza concretamente.

E para os portadores do sal da Terra e da luz do mundo?

Aos espíritas cabe a resposta. A cada um, individualmente, postado frente à aflição personificada nos enfermos de todos os matizes que nos procuram direta ou indiretamente, cabe "fazer acontecer" aos 365 dias do ano que ora se inicia. Ativamente, evangelicamente, amorosamente.

Parafraseando Paulo, calando favores que tenhamos recolhido na tarefa, porque esse galardão só pertence a Jesus:"Por mais que tenhamos estudado, sentimos um abismo entre nós e a Sabedoria Eterna; por mais que tenhamos trabalhado, não nos encontramos digno d'Aquele que nos assiste e guia desde o primeiro instante da nossa vida. Nada possuímos de nós mesmos!... Toda vitória pertencerá ao seu amor e não ao nosso esforço de servos endividados..."

EFE Filosofia Espírita

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