FILOSOFANDO O COTIDIANO

O autor define com mestria o significado da FILOSOFIA ESPÍRITA vigente no atual estágio evolutivo em que nos encontramos.
Acompanhe conosco esse processo de encontros e desafios, que definem o Ser em busca de si mesmo através de ações que convergem a favor da paz e da Harmonia.

Educar para o pensar espírita é educar o ser para dimensões conscienciais superiores. Esta educação para o Espírito implica em atualizar as próprias potencialidades, desenvolvendo e ampliando o seu horizonte intelecto-moral em contínua ligação com os Espíritos Superiores que conduzem os destinos humanos.(STS)

Base Estrutural do ©PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS (EFE, 2001): Consulte o rodapé deste Blog.

14 de fevereiro de 2010

OS HERDEIROS DE CHICO

Chico Xavier se foi. Mansamente, serenamente, como sempre viveu. Em noite de festa, de alegria, como um guerreiro que retorna da intensa batalha. A nossa festa, contudo, era outra. Nossos heróis expressavam outra luta. Não menos intrépida, pois resultante da disciplina no exercício do esporte e do amor à representatividade brasileira. Nessa noite, todos estávamos envolvidos com a bandeira verde-amarela.

Todos lembrávamos do Brasil querido, embora maltratado em sua diversidade, em suas matas, em sua fauna, em seu povo, com milhões de famintos de pão e de luz. Noite importante esta, pois nos fez lembrar como é bom ser brasileiro. Não se trata de nacionalismo doentio, de entusiasmo passageiro, da alegria esfuziante que busca uma forma de compensar as notícias graves e preocupantes do cotidiano. Mas daquela alegria que conduz à retomada das atividades e dos compromissos com mais certeza de que as coisas vão melhorar. Contudo, essa mesma alegria conduz-nos à reflexão: ao ver pela TV as diversas cidades brasileiras, o homem, a mulher, o jovem, o idoso, o pobre, o rico, o mediano, refletimos sobre muitas coisas. A começar sobre o quanto este povo persevera na luta, embora os obstáculos; na constância do sorrir ante as perplexidades da existência; na competência de enfrentar com coragem e com espírito de partilhamento as inúmeras adversidades da existência, mas, sobretudo, na imensa aptidão para o amor.

Não foi ao acaso (aliás, acaso, segundo Téophile Gautier, é o pseudônimo de Deus quando Ele não quer assinar a Sua obra), que os Espíritos Superiores para cá conduziram a 3a. revelação cristã, corporificada na Doutrina Espírita. Contudo, é preciso refletir ainda mais.

Sim, pois estamos na pré-história da regeneração de nossos Espíritos, portanto, esse amor latente precisa de cuidados. Algumas vezes receberemos a perda, a nos ensinar o desapego, a calúnia e a traição, a nos ensinarem a compreensão, veremos o escândalo, a nos ensinar a necessidade da ética, a dor e o sofrimento para desbastarem o diamante que jaz, bruto, em nós.

Porém, receberemos também a presença dos Amigos da Humanidade que tomarão para seus corações, intensificado, potencializado pela ignorância, o nosso lado sombra personificado nos sentimentos citados. Estes, trarão em si, a Misericórdia, inerente aos grandes corações; a Humildade, peculiar àqueles que se reconhecem como eternos aprendizes da Vida; a Coerência no falar e no viver, atributo exclusivo aos reais Apóstolos da Verdade; a Compreensão, pois sem ela, revidariam prontamente à imensa pequenez dos atos humanos que se expressam, bastas vezes, através do revide e da vingança, pois estes "não sabem o que fazem"; a Sabedoria, que os torna luzeiros para as trevas em que jazem os sentimentos da humanidade; o Amor, pois sem ele, sabem que nada, nada seriam, visto que o contrário do Amor é o desamor, é a ausência do Bem, segundo Kardec, portanto, vacuidade que seria ocupada pelos atavismos de toda sorte.

Hoje, mais um Amigo da Humanidade se vai. Sentimo-nos vazios de sua presença amiga e carinhosa, mas séria e expressiva. Representante na Terra de milhares de Espíritos do Bem, cristaliza em nós a certeza de que somos seus herdeiros. Herdeiros do trabalho que nos compete realizar; das lutas interiores a travar; da tolerância para com os inimigos, da troca amorosa com os amigos e companheiros.

Temos, em nossa natureza, a perseverança não obstante os obstáculos - brasileiros, sim, todavia, não importa a nacionalidade mas a natureza do sentimentos que nos caracteriza. Nacionalidades, instituições, partidos, são apenas rótulos. A nossa real natureza nos identifica perante a própria consciência.

Certamente, 30 de junho será lembrado como um dia de festas. Alegria maior estão os seus amigos, companheiros e mentores que certamente o recebem com o Amor que ele merece. O mesmo Amor que ele doou através do trabalho humilde, da paciência e da tolerância para com os maus, da compreensão para com o Império da Dor a escravizar as almas comprometidas com o passado obscuro; sobretudo, da imensa capacidade de assimilar Jesus - por isso compreendeu e distribuiu a todos, indistintamente, os seus potenciais e as suas conquistas.

Aqui, ficamos nós. E agora? É Emmanuel quem nos convida:

"Os apóstolos, em todas as grandes causas da Humanidade, são instituições vivas do exemplo revelador, respirando no mundo das causas e dos efeitos, oferecendo em si mesmos a essência do que ensinam, a verdade que demonstram e a claridade que acendem ao redor dos outros. Interferem na elaboração dos pensamentos dos sábios e dos ignorantes, dos ricos e dos pobres, dos grandes e dos humildes, renovando-lhes o modo de crer e de ser, a fim de que o mundo se engrandeça e se santifique. Neles surge a equação dos fatos e das idéias, de que se constituem pioneiros ou defensores, através da doação total de si próprios a benefício de todos.

Por isso, passam na Terra, trabalhando e lutando, sofrendo e crescendo sem descanso, com etapas numerosas pelas cruzes da incompreensão e da dor. Representando, em si, o fermento espiritual que leveda a massa do progresso e do aprimoramento, transitam no mundo, conforme a definição de Paulo de Tarso, como se estivessem colocados pela Providência Divina, nos últimos lugares da experiência humana, à maneira de condenados a incessante sofrimento, pois neles estão condensadas a demonstração positiva do bem para o mundo, a possibilidade de atuação para os Espíritos Superiores e a fonte de benefícios imperecíveis para a Humanidade inteira."

EFE Filosofia Espírita

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